quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

HISTORIETA ZEN


Quatro monges decidiram meditar em silêncio completo, sem falar por duas semanas. Na noite do primeiro dia a vela começou a falhar e então apagou.
O primeiro monge disse:
- Oh, não! A vela apagou!
O segundo comentou:
- Não tínhamos que ficar em silêncio completo?
O terceiro reclamou:
- Por que vocês dois quebraram o silêncio?
Finalmente o quarto afirmou, todo orgulhoso:
- Aha! Eu sou o único que não falou!!!

COMECE A AMAR


Assim, por que ser um mendigo? Você não é mais uma criança. Você está se comportando dentro de um padrão infantil. Comece a amar. Quanto mais você amar, mais você verá que mais pessoas estão vindo até você para amá-lo, porque o amor atrai amor assim como o ódio atrai ódio. Se você odiar, as pessoas o odiarão. Se você amar, as pessoas o amarão. Mas não se incomode se os outros o estão amando ou não. Simplesmente ame. Amar é uma atividade tão prazerosa – quem se importa se há algum retorno ou não? É como cantar. Você canta e se deleita. Se alguém aplaude, ótimo. Se ninguém aplaude, é uma questão deles. Você se deleita da mesma forma.
Comece a amar. E não peça amor. O amor será uma conseqüência natural; pode-se esquecer a respeito disso. E não pense em termos de primeiro ser merecedor. Ninguém o é. Se o amor tiver que ser merecido, ninguém será merecedor. Ele é uma graça. É um presente. Ele vem porque toda a existência está cheia de amor. Não é porque você tem capacidade, não é porque você tem algum valor que ele vem para você. Não, ele vem para você porque toda a existência é cheia de amor. A existência é feita da matéria chamada amor. É exatamente como o ar que o circunda. Você simplesmente inspira e expira e a coisa continua.
Assim, esqueça sobre merecimento. Comece a amar, e você verá o amor chegando, florescendo. Ele vem mil vezes mais. Simplesmente compartilhe e continue a meditar.

Osho, The Passion for the Impossible

CONFIANÇA


Se esta confiança acontece, eu chamo isso de fé. Isso é realmente fé religiosa – a confiança no guia interior. A razão é parte do ego. É você acreditando em você. No momento em que você vai mais fundo dentro de você, você chega à própria alma do universo. Seu guia interior faz parte da direção divina. Quando você o segue, você segue o Divino; quando você segue a si mesmo, você está complicando as coisas, e você não sabe o que você está fazendo. Você pode se achar muito sábio. Você não é.

A sabedoria vem do coração, não é do intelecto. A sabedoria vem da mais recôndita profundidade de seu ser, não é da cabeça. Corte fora a cabeça, fique sem cabeça – e siga seu ser, para o que quer que ele o conduza, para onde quer que ele o leve. Mesmo que ele o leve para o perigo, entre no perigo, porque esse será o caminho para você e para o seu crescimento. Através desse perigo você crescerá e se tornará maduro.

Osho

ACOLHENDO A VIDA





O que é acolher a dualidade?

Dualidade é viver os padrões da mente. A mente vive o negativo e o positivo, o inferno e o céu, a dor e a alegria. Isto é a dualidade mental. Tudo no jogo da criação possui duas energias (yin e yang) para criar a tensão e gerar a vida. O bem e o mal são energias que expandem sua consciência. Por esta razão elas existem no JOGO DA CRIAÇÃO.

Acolher a dualidade é trazer amor e consciência às experiências.

Acolher é ver que o negativo é um sinal de alarme. Algo é preciso ser visto, olhado, entendido em sua vida.

Tudo é perfeito.

MÍSTICO


A palavra místico vem de “mistérioso”, "desconhecido", "oculto". Ora, a vida é um mistério para a mente humana. Um místico é aquele que abre o seu coração e sua mente para os mistérios da vida.
Toda a criança é um místico, porque ela nasce aberta para a vida, se diverte facilmente, e se delicia na poesia do instante. Vai atrás de conchinhas e tenta pegar borboletas. E o homem vive pensando, imaginando, analisando, preocupando-se, e perde a maravilha do momento-instante-agora e a mágica do momento VIVO.
Recuperar esse espaço de sabedoria e inocência é resgatar o misticismo natural.
Misticismo nada tem a ver com seitas, religiões ou organizações espirituais.
É um comungar direto com a vida, com todo o organismo - corpo, mente, espírito. Seu coração brindando com a existência a cada momento...se entregando aos mistérios, aos milagres constantes...
A vida é um mistério a ser vivido, e não algo a ser explicado, já diziam os sábios.
Ser um místico é aceitar nossa criança inocente, e trazê-la junto ao nosso coração para que possamos nos livrar sempre da seriedade e da rigidez, e focar na brincadeira, na leveza, na transparência, no amor, na intimidade e amizade.

Naseeb

OS TRÊS VENENOS


Existem três venenos para o ser humano: a ganância, a raiva e a ignorância; e eles podem pegar qualquer um de nós. E quando alguém está envenenado, como um bom médico, nós não vamos ficar com raiva da pessoa com veneno, nós não vamos querer destruir a pessoa que está envenenada, mas nós temos que procurar o antídoto. Da ganância, o contrário é a boa ação, o que minha vida tem a oferecer ao mundo? A minha superiora dizia "que a vida dela fosse como uma lâmpada acessa e que se queimasse na sua própria existência queimando para iluminar todos os seres, para oferecer alguma coisa, um pouco de luz, de calor, de sabedoria", não o que vou tirar para mim, mas o que eu ofereço, a minha vida para o bem de todos os seres. É um dos primeiros passos, o contrário da ganância, de "vou pegar coisas, eu preciso coisas". Elas passam por mim, eu passo por elas, e fico a disposição de servir.
A raiva é forte, ela vem e nos pega, nos aperta, esquenta, contrai a musculatura. Por isso é tão importante o trabalho do yoga, ele trabalha com a essência do ser, vai em cada pedaço do seu corpo, para você soltar as amarras emocionais, espirituais, se transformar - é preciso isso. A raiva é uma contração muscular, é um processo respiratório; nós podemos transformar a raiva através da respiração consciente. E mais importante, como diz Dalai Lama, é como é que transformamos a raiva em compaixão, em compreensão. Eu sempre repito um episódio do Dalai Lama, que adoro, e que diz de um monge que havia sido preso, torturado, e que finalmente foi solto, quando houve a invasão do Tibet. Dalai Lama, estava em Dharamsala, na Índia, e esse monge chegou até ele, e sua santidade pergunta a ele "meu filho o que foi mais terrível para você durante esses anos de prisão de tortura, o que foi pior?" e ele responde que "por um breve instante quase deixei de sentir compaixão por aquele que me torturava; isso é apavorante! se o meu coração de compaixão se fechar... disso eu tive medo". Eu acho que isso, essa é a transformação de raiva em compaixão.

Monja Coen

UNO


Eu sempre gosto de contar a história de um monge que viveu China, no séc VIII, e que chamava-se Guensha Shibi. Ele era um pescador, e um dia ele foi com seu pai fazer uma pescaria, e o pai caiu na água e morreu. E ele não conseguiu o salvar o seu pai, e ficou desesperado. Depois ele se sentou quietamente no barco, e as águas se acalmaram, e as nuvens se foram, havia uma lua cheia que se refletia completamente nas águas. E ele se lembrou que os monges budistas diziam que a nossa mente deve ser tranqüila, tão plácida como as águas na qual a lua se reflete. E ele teve uma inspiração: que ele se tornasse um monge; era a maneira dele homenagear seu pai, que havia morrido, e ele não havia podido salvar. E ele vai ao mosteiro e, em pouquíssimo tempo, ele se torna o abade principal. Era raro, porque os abades eram só das elites aristocráticas, muito intelectualizadas. Ele era um homem simples, semi-alfabetizado. Mas as pessoas começam a vir de todas as partes perguntando a ele: - qual a essência do seu ensinamento? e ele dizia que "o universo é uma jóia maravilhosa, arredondada, mas não há dentro nem fora".
Isso merece atenção, é muito importante, o universo, vejam, mesmo naquela época, muito antes de terem descoberto que a terra era redonda, nós estamos falando do séc VIII, na China, ele dizia que o universo, tudo que existe é uma jóia arredondada que não tem dentro nem fora. A nossa mente dualista separa eu e o outro, dentro e fora. Nós temos que chegar a esse ponto da transcendência da dualidade, onde o uno se manifesta.
O que é o obstáculo do uno? É o duo, no cristianismo tem uma palavra especial para isso, é o diabo; no budismo também existem muitos diabos, nós falamos de muitas formas, muitas energias que querem nos separar e procuram nos afastar do uno. Mas nós dizemos que cada uma dessas forças que querem nos impedir, cada obstáculo da nossa vida, é um portal. E é o que nos permite perceber que nós podemos ir além, na hora que vem o obstáculo, oh! que horrível esse obstáculo, não... que bom que esse obstáculo veio até a mim, porque ele é uma porta, ele vai permitir uma penetração mais profunda na verdade.

Monja Coen

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

MOVENDO MONTANHAS...

Uma vez o Osho contou que uma rã entrou num buraquinho em uma estrada lamacenta, e não mais conseguiu sair. Ela fez tudo que podia para sair e nada. Pelo máximo que tentasse não movia um palmo. Seus amigos foram ajudar e também não conseguiram.
A noite estava chegando, e parecia que ela estava mesmo entregue à morte.
No dia seguinte, seus amigos voltaram para vê-la, mas não a encontraram. Mais tarde acharam-na, saltitando para lá e para cá. “O que aconteceu?” eles perguntaram. “Como você conseguiu sair ? Que milagre foi esse?”
Ela respondeu: “Nada de milagre...Um caminhão veio e eu TIVE que sair. O caminhão estava vindo e eu TINHA que sair...”

SOU EU MESMO


Um rei foi ao seu jardim e encontrou algumas árvores morrendo. O carvalho dizia que estava infeliz e pronto para morrer porque não podia ser tão alto quanto o pinheiro. E o pinheiro murchava a cada dia mais, porque sentia que não era-lhe possível dar uvas como a parreira. E muito entristecida estava a parreira, porque não podia desabroxar como a roseira.
Então, mais adiante, o rei deparou-se com o amor-perfeito. E a planta estava florida, viva e feliz. O rei perguntou: “Você é uma planta realmente maravilhosa. Todas estão descontentes. Que milagre é esse ? Conte-me, porque tenho que saber.
Então o amor-perfeito disse, sorrindo:
“Eu simplesmente aceitei e assumi que quando você me plantou você queria um amor-perfeito. Se quisesse Ter um carvalho, uma parreira ou uma roseira, as teria plantado no meu lugar. Então pensei: Vou ser o melhor amor-perfeito que o rei jamais teve. Não posso ser outra coisa a não ser eu mesma. E estou feliz assim.”

PERDÃO


O passado não muda. O que você pode fazer é reinterpretá-lo, quando você compreender o que aconteceu. Quando existe disposição para aceitar o que aconteceu, então você se torna o perdão. Aí você pode dizer de verdade “pai perdoa-lhes, porque eles não sabem o que fazem”. Esse perdão te transforma. O perdão ilumina a gratidão e a gratidão ilumina o amor. Enquanto essa purificação não se completar você tenta se afinar com o prazer positivamente orientado, mas não consegue.

PREM BABA

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

MEDITAÇÃO NÃO É CONCENTRAÇÃO


Relaxe. Simplesmente feche os seus olhos e escute tudo o que está acontecendo ao seu redor. Ao perceber algo, não considere aquilo como sendo uma distração. No momento em que você perceber aquilo como sendo uma distração, você estará negando Deus. Neste momento Deus chegou a você como um pássaro. Não negue. Ele bateu à sua porta como um pássaro. No momento seguinte ele chega como um cão latindo, ou uma criança chorando, ou como um homem louco rindo. Não negue; não rejeite. Aceite, porque se você negar, você se tornará tenso.
Toda negação cria tensão. Aceite. Se você quer relaxar, a aceitação é o caminho. Aceite tudo o que estiver acontecendo ao seu redor; permita que isto se torne um todo orgânico. E é. Você pode saber disto ou não. Tudo está inter-relacionado. Estes pássaros, estas árvores, este céu, este Sol, esta Terra, você, eu – tudo está relacionado. Tudo é uma unidade orgânica. Se o Sol desaparecer, as árvores desaparecerão; se as árvores desaparecerem, os pássaros desaparecerão; se os pássaros e as árvores desaparecerem, você não poderá estar aqui, você desaparecerá. Isto é uma ecologia. Tudo está profundamente relacionado com tudo mais. (...)

Innocence - Osho Neo Tarot


Se você relaxa, você aceita; a aceitação da Existência é a única maneira de relaxar. Se uma pequena coisa perturba você, é a sua atitude que o está perturbando. Sente-se silenciosamente, escute tudo o que está acontecendo ao seu redor e relaxe. Aceite, relaxe e, de repente, você perceberá uma imensa energia subindo dentro de você. Esta energia será percebida inicialmente como um aprofundamento de sua respiração. Normalmente a sua respiração é muito superficial e, algumas vezes, se você tenta respirar mais profundamente, se você começa a fazer pranayam, você começa a forçar alguma coisa, você faz um esforço. Tal esforço não é necessário. Simplesmente aceite a vida, relaxe e de repente você verá que a sua respiração está indo mais fundo do que o usual. Relaxe mais e a respiração irá mais fundo em você. Ela se torna lenta, ritmada e você pode quase saboreá-la; ela traz um certo prazer. Você tomará consciência, então, de que a respiração é a ponte entre você e o Todo. Simplesmente observe. Não faça coisa alguma.
E quando eu digo observe, não tente observar; senão você vai ficar tenso de novo e vai começar concentrando na respiração. Simplesmente relaxe; permaneça relaxado e solto. E olhe, pois o que mais você pode fazer? Você está ali, nada há para ser feito, tudo foi aceito, nada há para ser negado ou rejeitado, nenhuma luta, nenhuma briga, nenhum conflito e a respiração continua aprofundando...O que você pode fazer? Você simplesmente observa. Lembre-se: simplesmente observa."

OSHO – Ancient Music in the Pines - Cap. 3

OSHO NÃO É UM FILÓSOFO


Para quem está se iniciando nas leituras do Osho, existe algo um pouco complicado para se explicar: Osho não é um filósofo nem um pensador.
No texto que acabamos de traduzir para o site http://www.oshobrasil.com.br/ (texto n° 117), Osho nos diz textualmente: "eu não estou argumentando em favor de alguma filosofia. Eu estou argumentando em favor da existência," E mais: "Eu não sou filosófico, de jeito algum, eu sou totalmente existencial."
A propósito, esse (novo) texto n° 117 (Osho e a Cultura Indiana) mostra a cultura milenar indiana sob um ângulo diferente do que habitualmente nos é mostrado.

Na medida em que nos aprofundamos nas leituras do Osho vamos percebendo que muitas vezes ele é contraditório, incoerente e inconseqüente. Mas acima de tudo isso, percebemos uma profunda coerência, uma elevada lógica e tudo muito conseqüente.

É um pouco complicado explicar isso. Mas, na verdade, quando Osho fala, ele não está compartilhando uma grande reflexão filosófica que ele previamente fez sobre o mundo, sobre as coisas do mundo. Quando fala, ele está respondendo espontaneamente a perguntas que lhe são formuladas por buscadores. A resposta dele é proferida naquele exato momento; ele fala como um porta-voz da vida, da existência. E a vida não acontece de maneira linear. Na aritmética, dois mais dois são sempre quatro. Mas na vida real tudo é imprevisível, dois mais dois podem ser três ou podem ser cinco. A vida escapa ao nosso controle.
Por ele estar em permanente sintonia com a verdade eterna e universal, com o fluxo da vida, as respostas brotam naturalmente, momento a momento, e ele responde ao buscador. E aqui, algo precisa ficar claro: ele responde muito mais ao buscador do que à pergunta formulada pelo buscador. Ele responde aquilo que o buscador precisa ouvir, não o que ele quer ouvir.

Mergulhar nos textos do Osho é um grande deleite. Os textos são transcrições de suas palestras. E ele fala como um poeta e nos revela meandros sinuosos da existência. Lendo seus textos, somos transportados a uma compreensão clara e inovadora do mundo, das coisas, das pessoas, dos relacionamentos. E embora seja inovadora, a gente fica sempre com a sensação de que essa já era a compreensão que tínhamos de todas essas questões.
E é verdade. Todos nós temos dentro de nós essa semente de compreensão mais clara e verdadeira de tudo. O problema é que essa nossa compreensão pura foi abafada, inibida, censurada e reprimida através do nosso processo de preparação e adaptação ao mundo externo, à sociedade e seus diversos pilares: família, igreja, estado, moralidade, tradição, etc. etc.

A mensagem do Osho é um convite para que resgatemos em nós essa compreensão pura, para que resgatemos aquilo que somos anteriormente a toda essa programação que recebemos, aquilo que somos por trás do ego que desenvolvemos e carregamos ao longo da vida. E o caminho para esse resgate se chama meditação. Meditação é algo vivencial, não é uma teoria ou filosofia. Meditar é penetrar no mundo da não-mente, muito além do mundo da mente, dos pensamentos e das reflexões mentais propiciadas pela leitura de livros, mesmo os de autoria do Osho.

Assim, o circulo de compreensão da mensagem do Osho se completa. A mensagem do Osho não se resume à soma do conteúdo de suas palestras. O trabalho do Osho não acontece apenas como resultado da leitura de seus livros. A mensagem do Osho não é filosófica, mas sim existencial. A prática da meditação propicia a alquimia necessária, a transmutação necessária para nos livrarmos das máscaras e das armaduras com as quais nos identificamos para que, assim, possamos resgatar aquilo que no Zen se costuma chamar de nossa face original. É nesse sentido que se costuma dizer que a meditação é a única e verdadeira terapia possível, resgatando a nossa verdadeira liberdade, a nossa potencialidade, aquilo que somos verdadeiramente. Ao contrário das muitas psicoterapias ocidentais que propõem tornar o nosso ego mais saudável, Osho nos diz que o ego é sempre doentio.

Champak - http://blogdochampak.blogspot.com/2009/10/osho-nao-e-um-filosofo.html

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

BUDA - O DESPERTO



Buda era um Deus?

Não, o Buda foi um ser humano que por meio de seu esforço, prática e cultivação, alcançou a Iluminação (Lucidez e Sabedoria). Ele conseqüentemente ajudou outros, dirigindo-os ao Caminho da Libertação.

Sobre o Budismo, existem dois modos de ver esse assunto.
Primeiramente, por seu carisma, sabedoria e compaixão para com o mundo, Buda era um verdadeiro exemplo a ser seguido. Ele alcançou a suprema iluminação e revelou a Verdade Universal sobre como extinguir os sofrimentos. Como seres humanos, nós temos o potencial de alcançar as mesmas glórias devido à natureza búdica presente em nós.
Segundo, porque os ensinamentos de Buda preenchem o vazio da Filosofia e da Ciência. Em particular, responde as dúvidas sobre o sentido da Vida e da Existência.


SOLTANDO RESPIRAÇÃO


Uma vez perfeita a respiração, tudo o mais entra nos eixos.
Respiração é vida, mas as pessoas ignoram, não lhe prestam nenhuma atenção. E toda mudança que acontecer, acontecerá através da mudança em sua respiração.
Todos respiram de uma maneira errada, porque toda a sociedade está baseada em condições, noções e atitudes muito erradas. Por exemplo, uma criancinha está chorando, e a mãe lhe diz para não chorar. O que a criança fará? Ela começará a prender a respiração, porque essa é a única maneira de parar de chorar. Se você prender a respiração, tudo pára: o choro, as lágrimas, tudo. Então, aos poucos isso se torna fixo – não fique com raiva, não chore, não faça isso, não faça aquilo.
A criança aprende que, se ela respirar superficialmente, permanecerá no controle. Se ela respirar perfeita e totalmente, como toda criança nasce respirando, ela se tornará selvagem. Assim, ela se mutila.
Toda criança brinca com seus genitais, porque a sensação é prazerosa. A criança não está ciente dos tabus e das tolices sociais, mas, se a mãe ou o pai a vêem brincando com os seus genitais, eles lhe dizem para parar. Uma grande condenação está nos olhos dos pais, e a criança fica chocada e com medo de respirar profundamente, porque, se respirar profundamente, a respiração irá massagear seus genitais por dentro. Isso se torna problemático, e ela deixa de respirar profundamente; sua respiração fica superficial e, assim, ela se isola de seus genitais.
As pessoas de todas as sociedades sexualmente reprimidas têm a respiração superficial. Respiram perfeitamente somente as pessoas que não têm uma atitude repressiva em relação ao sexo. Sua respiração é bela, completa e inteira. Elas respiram como os animais, como as crianças.

(Osho)

TERAPIA D RESPIRAÇÃO


Terapia da Respiração

Através de um processo específico de respiração circular, também conhecida como Renascimento (Rebirthing), podemos acessar espaços profundos de cura, equilíbrio psicossomático e consciência das emoções.

Qualquer evento traumático na vida se reflete diretamente no corpo e na respiração.

Podemos então afirmar que toda experiência vivida modifica o padrão respiratório.

O que fazemos na Terapia da Respiração - Renascimento - é utilizar essa compreensão de forma invertida. Isto é, trabalhamos com a consciência respiratória para revertermos ou diluirmos traumas e bloqueios emocionais e psicológicos do passado. Então podemos também dizer que aprender a respirar implica em aprender a viver.

A Terapia da Respiração atua nos mais diversos problemas. Desde questões psicológicas, como fobias, pânicos, inseguranças, ansiedades, até questões psicoemocionais, como disfunções respiratórias, depressões, estresse, falta de energia, falta de ânimo.

Propomos um total de 12 sessões (uma por semana) ou 3 meses de trabalho, mas logo nas primeiras sessões você perceberá o poder curativo da Terapia da Respiração.

Os resultados são imediatos. Os relatos dos nossos clientes são de um profundo bem estar, alívio de uma 'sensação que pesava' ou 'estava presa', e que agora ele sente um 'espaço de relaxamento' e um 'sentimento de amorosidade no coração'.

O que realmente aconteceu foi que algo no plano energético relaxou, transformou-se e foi compreendido, e essa mudança se reflete imediatamente na sua vida na forma de relacionamentos mais profundos e equilibrados, paz interior, expansão da consciência e compreensão das nossas questões de vida.


Fonte: http://www.e-zen.com.br/oktiva.net/1279/nota/14310

INTEGRAÇÃO


Conforme você vai se purificando, dessa fantasia de encontrar uma alma gêmea; conforme você vai se libertando, dessa ideia de encontrar a pessoa perfeita e, conforme vai se libertando dessa fantasia; conforme você vai compreendendo, que precisa integrar o masculino e o feminino dentro de você, você pode experienciar a unidade.

Eu tenho dito que se a vida é uma escola, relacionamentos é a sua universidade. Você está à procura de integrar o feminino e o masculino dentro de você. Mas, para que essa integração aconteça, é importante que você esteja aberto para ela. Ao mesmo tempo em que você deseja essa integração, você não a quer. Uma parte sua quer integração, mas outra não quer, porque você não quer se abrir para o outro. Noutra parte, você está obstinado a fazer o outro realizar a sua fantasia. Você quer que o outro seja aquilo que você acredita que ele deve ser. Isso não é amor, é egoísmo. Você não está olhando para o outro, somente para si mesmo.

Você quer que o outro atenda às suas expectativas. Isso é o que bloqueia a possibilidade, de você compreender como o outro funciona e, consequentemente, adia a integração do feminino e do masculino dentro de você. Isso adia o seu encontro com Deus; isso adia a sua vontade sincera, de se entregar para o caminho espiritual.

PREM BABA

MASCULINO E FEMININO


Deus tem seus mistérios. Um deles é esse, de se manifestar através do homem e da mulher. Você só pode compreender esse mistério, se estiver aberto para a aventura de conhecer a si mesmo através do outro. É preciso haver interesse de conhecer o outro, como ele funciona e como ele age. Isso somente é possível se há amor. Somente com esse amor, você se abre para receber a revelação desse mistério. Inclusive de querer compreender, como é que você pode ajudar o outro na revelação.

Como você pode ajudar o outro a despertar os seus potenciais? Somente se há amor, você de fato estende a mão, para que o outro seja realmente feliz. O que acontece é que, de uma forma geral, nos relacionamentos humanos, um ser não enxerga o outro. Ele só enxerga as suas próprias projeções e, quer que o outro corresponda às suas expectativas. E, se o outro não atende às suas expectativas, você se aborrece. Você se fecha e passa a forçar o outro a fazer do seu jeito. Assim, você perde a chance de desvendar o mistério.

O princípio masculino é o princípio da ação. Quando você planta uma semente, você precisa exercer uma ação. O princípio feminino é a aceitação e a receptividade. É o tempo de espera, para a semente se transformar numa flor. Não importa, se esses princípios se transformam num homem, ou numa mulher. Eu estou falando dos princípios cósmicos universais que, em algum momento, precisam se unir dentro de você. É por isso que você busca fora.

PREM BABA

RELACIONAMENTOS ESPIRITUAIS


Questão: Amado Prem Baba, nós, homens e mulheres, somos tão diferentes. Essa diferença faz com que, o caminho de purificação seja muito diferente para homens e mulheres. Como viver essa diferença e esse caminho dentro da relação?

Prem Baba: Em primeiro lugar, abrindo mão da necessidade de que o outro seja igual a você. Isso faz com que você se abra para compreender o outro. Essa iniciação espiritual, que é o relacionamento a dois, tem os seus mistérios. Esses mistérios, somente se revelam, quando você está aberto para desvendá-los. É você quem abre a porta para que o mistério se revele. O mistério do universo masculino, do universo feminino; o mistério da relação e da fusão desses dois princípios. Somente quando você se abre, é que o universo revela os seus mistérios. Você se mantém fechado, enquanto quer obstinadamente, forçar o outro a ser o que você projetou.

Enquanto você estiver obstinado a forçar o outro, a ser aquilo que você imaginou que ele fosse, significa que você está fechado para o mistério; significa que você ainda não está recebendo os ensinamentos dessa iniciação espiritual. Significa que você está andando em círculos. Você está somente projetando no outro, as suas fantasias e usando toda a sua energia, para forçá-lo a te amar exclusivamente. Isso é o mesmo que andar no vale da sombra e da morte.

Você tira o pior do outro para fora e, também coloca o seu pior para fora. Porque a porta do coração está fechada. O coração se abre e, você começa a desvendar o mistério desses princípios universais, quando deixa de forçar o outro, a ser aquilo que você quer que ele seja; quando você abre mão, de querer transformar o outro e, quando você se abre para a compreensão, de que cada um só pode transformar a si mesmo. Então, você se abre para compreender o outro.

PREM BABA

domingo, 27 de novembro de 2011

SEM REFERENCIAL


Percebo claramente que esta consciência não é uma pessoa então. Ela nada tem a ver com este corpo aqui.

Exato. Ela nada tem a ver com este corpo. Consciência é o que você é quando está fora do ponto de referência eu. Sem o eu, sem o referencial eu, você não se define mais dentro do corpo. Então? O que é o corpo? É uma expressão de amor passageira de você mesmo. Mas se você se define como corpo, nasce medo e insegurança, porque o corpo é sujeito a doença, velhice, morte. Logo, se definir como um corpo é a raíz do medo. Por isso eu digo que o trabalho da meditação é mudar a sua identidade. Você é consciência. O corpo é uma identidade passageira. O que permanece é consciência.

O que lhe define estar dentro do corpo é a mente, um pensamento! Qual pensamento? O pensamento-eu. Este pensamento-eu é o início de toda a confusão. Por isso, se você tenta meditar mantendo a crença no ego-eu, a sua meditação permanecerá uma meditação do ego. O ego comandará. E o que é uma meditação sob o comando do ego? Ela terá mil julgamentos, análises, interpretações. Então, no começo, o ego sente prazer com a meditação, e assim tudo parece bem. Quando o ego começa a se incomodar ou se acostumar com determinada técnica, então os problemas começam. Isso é meditação do ego. Fazemos o mesmo com o amor. Matamos o amor e a meditação porque olhamos tudo a partir de um ponto de referência falso chamado mim/eu/ego.

Sambodh Naseeb

NADA


Não há nada que você deva fazer ou mudar para ser o que você é. No entanto, existe algo que você deve reconhecer para deixar de ser aquilo que você não é: investigue quem você é.

Mooji

A mente inclui todos os pensamentos - mentais, físicos, emocionais ou circunstanciais. Todos os truques da mente são baseados na ideia de que tu és alguma coisa. Tu não és uma coisa. Tudo o que aparece, aparece na vastidão da eterna verdade. Quando te identificas com uma coisa – mental, física, emocional ou circunstancial – e acreditas que essa identificação é real, tu deixas passar despercebida a realidade da vastidão do Ser.

Gangaji

KRISHNAMURTI...


O sábio Krishnamurti uma vez disse que “ você é o mundo”. Ele tentou explicar isso dizendo que o observador e o observado são na verdade uma coisa só. Isso significa que “eu” como observador posso modificar o mundo, que é o observado. A física moderna nos diz o mesmo hoje em dia. Eles sabem que o observador pode mudar uma experiência, e isso foi verificado cientificamente. Gostaria de saber mais sobre isso. O que isso tem de relação com a meditação e a libertação do ego?

Aquilo que Krishnamurti está chamando de observador é o ponto de referência mente/ego/eu. Por observado, ele cita tudo aquilo que o eu pode interpretar, analisar, julgar, ver com os cinco sentidos. Enfim, o importante a saber é que a mente é o observador neste ponto de vista que Krishnamurti está falando. E tudo que a mente observa é objetos, segundo este ponto de vista.

A questão é: Onde está a mente? O que é a mente? Você fala de uma mente, mas você já viu uma mente? Sabe como é um pensamento? Tem idéia do tamanho de um pensamento, sua cor, largura, comprimento, aparência? Não. Nós não podemos saber nada sobre a mente e sobre pensamentos a não ser seus efeitos. Nós não podemos ter uma experiência direta dos pensamentos.

Portanto, quando Krishnamurti está falando isso, ele está dizendo um fato: não há separação entre sujeito eu e objetos mundo, porque não existe em nenhum lugar isso que se chama eu para separar você do mundo. Este “eu” é uma ilusão.

Sambodh Naseeb

ESTE EGO TÃO EFÊMERO...




Eu. Eu existo aqui. Roberto existe aqui.





E se você não usar sua memória, Roberto existe aí mesmo?

Não...na verdade Roberto é um pensamento. Eu aprendi um dia quando era criança que meu nome era Roberto. Ok.

Então que existe?

Sem usar a memória tudo fica suspenso. Mas este momento continua existindo. Isso significa que existe consciência existindo, é isso?

Perfeito. Consciência sempre está aí. Ela é a base de tudo, não é? Pensamentos vem e vão. Memória vem e vai. Mas isso que você realmente é não vem nem vai. E isso que você realmente é, que estou chamando de consciência, tem algum conflito agora?

Não. Este momento é perfeito. Não contém sofrimento. Não está na memória. Neste momento eu estou bem...

Vamos corrigir: neste momento “bem estar”está acontecendo, mas você não está bem, porque quem é você se o pensamento se vai? Quem é você se não usas o ponto de referência eu? O ponto de referência eu é o ego. Tens usado isso sempre para dizer que algo não está bem. Mas notaste agora que, quando você percebe que os pensamentos não estão hipnotizando você, paz acontece. Se você está simplesmente presente, o pensar acontece sem o ego. Este é o pensar natural, que provém da essência da vida. Este pensar não é neurótico.

Então o segredo é o ponto de referência eu?

Este é todo o segredo. Investigue e sempre veja se você pode ser um pensamento. Faça a conta. Veja por si mesmo. Veja tantas vezes quantas forem necessárias até que esteja 100% certo de que o ego é uma ilusão. Então, uma liberdade acontece. Por si mesmo, tudo entra em ordem. Você percebe que tudo na vida é uma rede interdependente, e que você também existe Agora como um Plano Maior que seu ego.

Onde eu estou aparecendo para mim? Num pensamento! Eu e você existimos em pensamentos! E você antes aqui constatou que existe mesmo sem pensar. O que existe mesmo sem pensar? O que existe antes do pensamento? Consciência.

Consciência é onde os pensamentos aparecem e onde os pensamentos desaparecem. Consciência é o que eu e você somos! Em unidade somos consciência. Não amanhã, não meia hora depois, não depois que meditarmos. Mas AGORA. Neste exato momento. E o que esta unidade traz agora? O que é esta unidade? Qual a natureza desta consciência? Paz, silêncio, criatividade, beleza e liberdade.

Sambodh Naseeb

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O ZEN MODO DE ENSINAR


¨Quando Yamaoka era um jovem e impestuoso estudante, ele visitou mestre Dokuon. Querendo impressioná-lo, ele disse:
- Não há mente nem corpo, não há Buda. Não há o melhor nem o pior. Não há mestre nem discípulo; não há dar nem receber. O que pensamos, vemos e sentimos não é real. Tudo aquilo que é real é vazio. Nenhuma destas coisas aparentes existe realmente!
Dokuon estava sentado, fumando tranqüilamente seu cachimbo, e não disse nada. De repente, levantou seu bastão e, sem avisar, deu um golpe terrível em Yamaoka. Yamaoka pulou fora, furibundo.
- Se nenhuma destas coisas realmente existe, - disse Dokuon - e se tudo é vazio, de onde vem toda essa sua raiva?

CONSCIÊNCIA


Consciência é como o espaço, e nós somos isso. Nosso corpo é acolhido pela consciência. Nossos pensamentos são acolhidos pela consciência. Quando despertamos para este acolhimento que já está acontecendo de fato, tomamos consciente do quanto estamos sendo cuidados neste exato instante.

Quando acolhemos todos os pensamentos, os positivos e os negativos, nós despertamos a unidade que somos. Por acolher, percebemos que somos maiores do que aquilo que estamos acolhendo. Logo, se acolho todos os pensamentos, eu sou consciência acolhendo. E consciência está além dos conceitos positivos e negativos da mente.

Acolhemos em nosso coração consciente tudo que aparecer. Podemos fechar os olhos e praticar isto por alguns momentos. Você pode clocar uma música relaxante se quiser. Inicie colocando as mãos no centro do seu peito, uma em cima da outra. Quando sentir a conexão mais profunda, relaxe as mãos no colo e diga para si mesmo: “Acolho tudo que vier pra mim agora”.

E fique simplesmente sentindo este acolhimento. Significa que você não luta com nenhum pensamento. Só acolhe. Você também não entra em conflito com nenhum sentimento negativo. Só acolhe. Qualquer sensação desconfortável no corpo, apenas acolha em seu coração consciente.

Esta prática tem um poder de cura imenso, porque lhe ensina a transformar suas energias ao invés de lutar com elas.


Sambodh Naseeb

sexta-feira, 18 de novembro de 2011


A liberdade é a possibilidade do isolamento. Se te é impossível viver só, nasceste escravo.Fernando Pessoa

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

ESPIRITUALIDADE, NÃO RELIGIÃO


Somos seres espirituais que vieram a este mundo para aprender a nos amar, a nos conectar uns com os outros e a compartilhar. Com o amor, podemos experimentar níveis mais altos de consciência, níveis mais apurados de compreensão. Mas não conseguimos fazer isso porque um acredita numa coisa e outro acredita em outra - estamos separados pelas crenças religiosas e culturais. Não conseguimos integrar a amorosidade unificadora do coração porque nossa cabeça não deixa - ela nos diz que estamos irremediavelmente separados por nossas crenças e religiões.

ROBERT HAPPÉ

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

CADA UM EM SUA PRÓPRIA HISTÓRIA



Você é o autor de sua história de vida que fica narrando para si. E tudo gira em torno de você. Você é o rei da sua percepção, afinal, é você que interpreta tudo. Assim, você vai criando imagens para os personagens dessa suas histórias, amores, amigos, inimigos, etc. Mas o mais incrível é que tudo que você pode saber sobre esses personagens ao seu redor vem da história que você criou para si. Você está criando coisas que essas pessoas não vivem, não pensam, e jamais serão isso. Dê-se conta! A sua idéia sobre as pessoas é apenas uma idéia criada em sua mente. A mais pura realidade é que você não conhece ninguém. E para completar: ninguém conhece você! Cada um vive sua própria história.


Como o homem, vivendo em seu próprio casulo de imagens, pode chegar no coração do seu semelhante?


Como é possível viver feliz em um mundo totalmente imaginativo? Há como se ter sustentação de vida mantendo esses delírios diários que temos, percebendo que a vida não é o que pensamos?


Há que se ter espaço para poder ver, espaço para poder sentir, espaço para poder calar. Há que se ter espaço para poder ver o óbvio. Em tempo: o óbvio não é uma percepção dos sentidos!

Natta Naseeb

terça-feira, 25 de outubro de 2011

FELICIDADE



Felicidade não é um resultado a ser obtido através da ação, mas um fato a ser realizado através do conhecimento verdadeiro. A esfera da ação é para EXPRESSAR felicidade, não para ganhá-la".

Allan Watts

ACEITAÇÃO


É ótimo que você tenha entendido a premissa maior de toda a saúde mental e emocional - auto-aceitação. Próximo passo é olhar para a frente a todo o pensamento negativo como uma forma de mostrar que você fosse você estão faltando no seu amor, carinho, felicidade e paz. Pensamentos negativos são sign-posts que indicam claramente onde você está se sabotando. Se você aceitar essas lições, então você está no caminho para a felicidade e paz em sua vida. AMOR sempre tudo sobre você até que todo o julgamento automaticamente cai e você está livre.

Burt Harding

QUEM?




Você chama seu corpo de "meu corpo", mas quem é este que se refere ao corpo?

Quando você olha e observa o tempo, você se torna sem tempo (porque você sempre foi sem tempo, apenas reconhece isso).
Quando você olha para a escuridão, você se torna luz.


Burt Harding

O DRAMA


Todo o drama da vida é feito por seu ego condicionado a amar culpa, julgamento e depreciação.

Burt Harding -
http://members.shaw.ca/burtharding/

CÉU E A TERRA



A palavra não dualidade aponta para uma separação ilusória que sentimos da vida, como se nós e a vida fossem realmente dois processos separados que acontecem. Eu - o sujeito que vive a vida do corpo e a vida dos sentidos -, e a vida - que é meu objeto de experiência. Mas será que a vida existe independente de mim? Qual a relação do mundo externo com o mundo interno? E se eles não forem "dois"? E se o externo e o externo fosse apenas um tipo de ilusão de ótica da mente? E se em realidade somos essa consciência que está na mente e no corpo, mas não é a mente e o corpo. Essa consciência é o ponto. A consciência quando vive um organismo corpo/mente, se despreende em dois processos opostos e complementares, o externo e o interno - isto chamamos mente. Chamamos de mente a divisão que o organismo corpomente faz em isto e aquilo, esquerda e direita, perfeição, imperfeição, nesses opostos sem fim. A consciência como se fosse um prisma de luz branca, se divide em cores do outro lado. As cores são a vida. A separação só existe a partir do prisma, a partir da variedade, a partir da mente. A grande arte é a harmonia entre o céu e a terra. Esta é a grande arte. E quando houver harmonia, não serão mais falados nem em céu e terra, mas a paz, no entanto, poderá ser sentida.


Naseeb






quinta-feira, 20 de outubro de 2011

DES-APEGO


Gosto muito da expressão da verdade de Gangaji, uma professora espiritual norte-americana que reconheceu sua divindade. Ela havia sido discípula de Poonja, um mestre iluminado advaita que morava na Índia. Gangaji foi incentivada por ele a dar satsangs (encontros espirituais), onde a verdade poderia ser cultuada, amada, vista em comunhão, por todos.

Ela tem uma expressão muito suave e graciosa da verdade. Ela diz: “Simplesmente páre tudo” diz bondosamente. “Páre tudo e nesse instante, seja verdadeiro e honesto ao momento”.

A simples questão de parar é algo que muito tempo eu não tinha assimilado completamente. Afinal, o que é parar, que Gangaji tanto fala. O aprofundamento desse “acordar para a verdade” me fazia a cada dia despertar para mais surpresas.

Uma vez, quando dava um retiro de meditação, uma pessoa me perguntou:

“Naseeb, o que eu faço para parar esses pensamentos?”

Eu disse a ele: “Aprendi uma coisa muito bonita com Gangaji. Simplesmente aprenda a parar. Ora, esteja pronta para parar tudo, todo o investimento em seus pensamentos, expectativas, idéias de futuro e passado, simplesmente ABRIR MÃO DISSO TUDO neste exato momento. Apenas agora.

Eu diria que de um modo budista nós falaríamos DESAPEGO.

sambodh naseeb

O SER E O HUMANO



“Você é um Ser humano...
Um Humano que esqueceu o Ser...

O universo aparente
O mundo que você vê
Sua história de vida
O corpo e a mente
Sentimentos e emoções
O sentido de separação
A busca por uma vida melhor...
Incluindo todas as atividades diárias...

É o Ser
Aparecendo na dualidade da mente.

É espírito
Aparecendo como todas as coisas.

Ele aparece quando não há esforço
Quando há disponibilidade para explorar,
O que é real e definitivo.

O que você está procurando
É aquilo ao qual você já vê e se conhece como Ser.

Nada nasce e nada morre
Nada está acontecendo.

Isto parece acontecer
Para convidar o buscador
A redescobrir sua origem no Ser.

Quando o convite é aceito
Então isto é visto ser somente
Uma Essência
Uma Fonte
Um Ser.

Ser é não causado
Não muda e é pacífico.
Ele é o eterno aqui-agora.
É experienciado como alegria, inocência
Liberdade e amor.

Esse amor incondicional é a celebração do Ser.
Ele flui em união extática com ele mesmo...



Esta simples revelação que você é um Ser
É tão simples e revolucionária
Que tudo que você busca
Pensa ou quer,
É na verdade,
Um desejo de voltar pra casa.”


BURT HARDING

PENSAMENTOS SÃO REAIS?


“Eu entendo seu desejo de ser feliz. E seu desejo de conhecer alguma coisa que seja real. Mas o que faz iso difícil é que nada do que você pode ver ou sentir com suas emoções é real. O que é real é você, como consciência. Sim, eu estou dizendo que isto não é emoções, sentimentos, ações e pensamentos. Eles não são reais porque não permanecem. Real significa o que permanece. Pense sobre sua vida. Tantas emoções e pensamentos e experiências e tudo se foi agora. Mas você estava lá observando eles. Então você é real. Você se mantém acontecendo enquanto que as experiências e pensamentos passam em sua consciência, ficam por uns momentos e depois vão embora. Quão real eles podem ser, não é mesmo?”

RAM

domingo, 9 de outubro de 2011

MATURIDADE


As estações mudam. Às vezes é inverno, às vezes é verão. Se você permanecer sempre no mesmo clima, você se sentirá estagnado.
Você precisa aprender a gostar daquilo que está acontecendo. Chamo a isso de maturidade. Você precisa gostar daquilo que já está presente. A imaturidade é ficar vivendo nos "poderias" e nos "deverias" e nunca vivendo naquilo que "é" - aquilo que "é" é o caso, e o "deveria" é apenas um sonho.
Tudo o que for o caso, é bom. Ame isso, goste disso e relaxe nisso. Quando algumas vezes vier a intensidade, ame-a. Quando ela for embora, despeça-se dela. As coisas mudam... A vida é um fluxo. Nada permanece o mesmo; às vezes há grandes espaços e às vezes não há para onde se mover. Mas as duas coisas são boas, ambas são dádivas da existência. Você deveria ser grato, reconhecido por tudo o que acontece. Desfrute o que for. É isso que está acontecendo agora. Amanhã poderá mudar, então desfrute aquilo. Depois de amanhã algo mais poderá acontecer. Desfrute-o. Não compare o passado com as fúteis fantasias futuras. Viva o momento. Às vezes é quente, às vezes é muito frio, mas ambos são necessários; de outro modo, a vida desapareceria. Ela existe nas polaridades.


Osho

PREPOTÊNCIA




Estou incomodado. Uma pessoa me chamou de prepotente ontem a tarde. Eu não me sinto assim. O que posso fazer para me livrar dessa sensação ruim? Nao gosto de injustiça...


Olha...o fato é que as pessoas podem pensar o que quiserem, não é mesmo? Elas não pensam tudo que querem? E o que isso que elas pensam tem a ver com você? É possível controlar a maneira com que os outros pensam sobre você? E mais: Quem é você? Você pode ser alguma ideía que alguém pense? Alguns lhe acham um cara super legal. Outros o acham prepotente. Como você vai fazer para que todos achem o que você gostaria que os outros achassem de você? Aliás, querer que os outros pensem de você mesmo tudo aquilo que você imagina de você mesmo não seria prepotência?? Estás entendendo??


Faça assim: Assuma que você é tudo!!! Você é mau e bom, feio e bonito, sensível e insensível, absolutamente tudo. Assuma. Você é um ser humano! e se é um ser humano então você é TUDO.


Você só não mata porque não tem oportunidade igual àquele, mas você também tem o assassino dentro de si. Assim como tem o Buda dentro de si. VOCÊ É TUDO. Se assumir isso, deixará de brigar com sua sombra, com a dualidade. E se você pára de brigar com sua dualidade que faz parte do mecanismo corpo/mente, então perceberá que está livre de qualquer conflito e não se julgará nunca mais na vida. VOCÊ É TUDO!


Aceite a humanidade em você e viva em paz!


Naseeb

VOCÊ/EU


O que é não-dualidade?
É o percebimento de que não há separação entre você e a vida, entre você e os outros.
Simplesmente porque não existe VOCÊ.
Este VOCÊ é simplesmente um mito.
A vida inclusive inventa este VOCÊ/EU para que o jogo tenha graça.
Mas na verdade, a vida é como um organismo.
A ilusão da liberdade do ego é mais uma das brincadeiras!
Afinal, o ego é apenas a sombra de um gato preto no escuro...

Naseeb

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

ALÉM DO BEM E DO MAL


Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal.

***

O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte.

***

As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras.



Niestzche

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

A HARMONIA OCULTA


Existe oposição para que haja o jogo, mas no fundo há uma unidade interior. As
duas coisas são necessárias para que o jogo continue: oposição e ainda assim harmonia.
Se houver harmonia absoluta o jogo desaparecerá — com quem você iria jogar? E se
houver discórdia completa, oposição absoluta, se não houver nenhuma harmonia, então o
jogo também desaparecerá.
A harmonia na discórdia, a unidade na oposição, eis a chave de todos os mistérios.
É na mudança que as coisas encontram repouso.
As pessoas não compreendem como o divergente
consigo mesmo concorda.
O Demônio concorda com Deus, Deus concorda com o Demônio — é por isso que o
Demônio existe.
Há uma harmonia de tensões contrárias
assim como a do arco e da lira.
Um músico toca com um arco e uma lira; a oposição está apenas na superfície. Na
superfície há uma colisão, uma luta, um confronto, uma discórdia, mas disso nasce uma
bela música.
A oposição traz concórdia.
Da discórdia nasce a mais bela harmonia.
O nome do arco é vida, mas sua função é a morte.
E morte é o seu trabalho, o resultado final. Morte e vida também não são dois:
O nome do arco é vida, mas sua função é a morte.
Assim, a morte não pode ser realmente o oposto — ela tem de ser a lira. Se o
nome do arco é vida, o da lira tem de ser morte. E entre ambos surge a mais bela
harmonia da vida.
Você está exatamente entre a vida e a morte — e não é nem uma, nem outra. Por
isso não se prenda à vida e não tema a morte. Você é a música entre a lira e o arco. É a colisão, o encontro, a fusão, a harmonia e o que de mais belo pode daí nascer.

OSHO - A Harmonia Oculta - Discursos de heráclito

VASTO


EU ME CONTRADIGO PORQUE SOU VASTO


Walt Whitman

LOGOS & LÓGICA


A vida não é lógica. É um Logos, mas não é lógica. É um cosmo, não é um caos —
mas não é lógica. A palavra 'Logos' precisa ser entendida, porque Heráclito a usará. E a diferença entre 'Logos' e 'lógica' também precisa ser entendida.
A lógica é uma doutrina sobre o que é a verdade, e o Logos é a própria verdade. O
Logos é existencial, a lógica não é; a lógica é intelectual, é teórica. Tente entender. Se você olhar para a vida, dirá que a morte também existe. Como evitar a morte? Se você olhar para a vida, ela está implícita. Cada momento de vida é também momento de morte; não é possível separá-las. Isso se torna uma coisa enigmática.
Vida e morte não são dois fenômenos separados; são os dois lados de uma mesma
moeda, são dois aspectos de uma mesma moeda. Se você penetrar profundamente verá
que a morte é vida e que a vida é morte. No momento em que você nasce, começa a
morrer. E sendo assim, quando você morre começa a viver novamente. Se a morte está
implícita na vida, então a vida também está implícita na morte. Uma pertence à outra, são complementares.
A vida e a morte são como duas asas ou duas pernas: não se pode andar só com a
perna direita ou só com a esquerda. Na vida, não se pode ser direitista ou esquerdista, é preciso ser ambos ao mesmo tempo. Com uma doutrina pode-se ser direitista ou esquerdista. A doutrina nunca é verdadeira para com a vida e não pode ser, porque adoutrina da necessidade precisa ser limpa, nítida e clara, e a vida não é assim — a vida é vasta.

OSHO

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

What the Bleep Do We Know? filme: Quem Somos Nós?



Crítica de Ken Wilber ao filme






(Excerto do livro Integral Spirituality)


O surpreendente sucesso desse filme independente mostra simplesmente como as pessoas estão necessitadas de algum tipo de validação para uma visão-de-mundo mais espiritual e mística. Mas os problemas com ele são tão grandes, a ponto de ser difícil saber por onde começar. What the Bleep foi montado a partir de uma série de entrevistas com físicos e místicos, todos fazendo afirmações ontológicas sobre a natureza da realidade e sobre o fato que – sim, adivinhe – “você cria sua própria realidade”. Mas você não cria sua própria realidade; quem faz isto são os psicóticos. Há no mínimo seis importantes escolas de física moderna e nenhuma delas concorda com as afirmações genéricas e radicais apresentadas no filme. Nenhuma escola de física acredita que um ser humano possa colapsar a equação da onda de Schroedinger em 100% dos átomos de um objeto de modo a “trazê-lo” para a existência. A física é simplesmente terrível nesse filme, e o misticismo não fica atrás, sendo aquele de uma pessoa (“Ramtha”) que afirma ser um guerreiro de trinta e cinco mil anos de idade proveniente da Atlântida. Nenhum dos entrevistados é identificado enquanto fala, pois o filme deseja passar a impressão de que todos são cientistas muito conhecidos e respeitados. O resultado líquido é um misticismo new age (do tipo “seu ego está encarregado de tudo”) com uma física deplorável (tudo numa forma de mingau Paradigma-415; mesmo SE uma mente humana fosse necessária para “trazer” para a existência um objeto – e até David Bohm discorda dessa idéia fosfórica! – mas mesmo se, o ponto seria que essa Grande Mente estaria “trazendo” para a existência TODA a manifestação momento a momento – não apenas trazendo seletivamente para a existência uma coisa em vez de outra, tal como um carro novo, um emprego ou uma promoção – que é exatamente o que o filme afirma; novamente, isso é filosofia do sujeito sob o efeito de esteróides, também conhecida como boomerite).

Física ruim e misticismo fosfórico: as pessoas estão famintas desse tipo de coisa; Deus as abençoe. Entre o modernismo (e o materialismo científico) e o pós-modernismo (e a negação da profundidade), não sobra nada para alimentar a alma; assim, What the Bleep teria de ser recebido com um reconhecimento febril. Desculpe-me por ser tão severo com ele, já que, sem dúvida, as intenções são decentes; mas é exatamente esse tipo de bobagem que gera uma inacreditável má fama para o misticismo e a espiritualidade entre os cientistas reais, todos pós-modernistas, e entre as pessoas que conseguem ler sem mover os lábios.


Tradução de Ari Raynsford (www.ariray.com.br) em novembro de 2006

terça-feira, 27 de setembro de 2011

UNICIDADE


Também não vamos esquecer que "amor" é uma expressão de separatividade, porque se espera que você ame os "outros". Na unicidade não amamos os outros - nós somos os outros; e nossa relação fenomenal com "eles" é não-objetiva, direta, espontânea e imediata.

Ramesh Balsekar

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O UNIVERSO É UMA DANÇA



Sim, o universo é uma dança. E nós os dançarinos que participam deste evento mágico. A dança e o dançarino existem juntos. Como haverá dança sem o dançarino? E como haverá dançarino sem dança? A Fonte e a criação existem juntos, sempre existiram, e sempre existirão. Universos aparecem, universos desaparecem. Mas a Fonte de energia principal que deu início ao aparecimento não desaparece, porque é Eterna, está fora do tempo, e fora do espaço. Apenas ISTO existe independentemente de qualquer coisa. Alguns sábios místicos como Shankara ou Ramana chamam ISTO de Consciência. Aquilo que é Eterno.

Naseeb

SILÊNCIO & SENSIBILIDADE


Quando você se torna mais sensível, a vida se torna maior. Ela não é um pequeno poço, ela se torna oceânica. Ela não está confinada a você, sua esposa e seus filhos - ela não é confinada de jeito algum. Toda essa existência se torna a sua família e a não ser que toda essa existência seja a sua família, você não conheceu o que é a vida. - porque homem algum é uma ilha, nós estamos todos conectados. Nós somos um vasto continente, unidos de mil maneiras. E se o nosso coração não está cheio de amor pelo todo, na mesma proporção a nossa vida é diminuída.
A meditação lhe traz sensibilidade, uma grande sensação de pertencer ao mundo. Este é o nosso mundo - as estrelas são nossas e nós não somos estrangeiros aqui. Nós pertencemos intrinsecamente à existência. Nós somos parte dela, nós somos o coração dela.
Em segundo lugar, a meditação irá lhe trazer um grande silêncio - porque todo o lixo do conhecimento foi embora, pensamentos que são partes do conhecimento foram embora também... Um imenso silêncio e você é surpreendido - esse silêncio é a única música que existe. Toda música é um esforço para manifestar esse silêncio de algum modo.
Os videntes do antigo oriente foram muito enfáticos a respeito da questão de que todas as grandes artes - música, poesia, dança, pintura, escultura - são todas nascidas da meditação. Elas são um esforço para, de algum modo, trazer o incompreensível para o mundo do conhecimento, para aqueles que não estão prontos para a peregrinação - presentes para aqueles que ainda não estão prontos para partirem na peregrinação. Talvez uma canção possa despertar um desejo de ir em busca da fonte, talvez uma estátua.

OSHO

ILUMINAÇÃO


Em verdade não é possível se tornar iluminado assim como você coloca, pois não há ninguém por assim dizer para se tornar iluminado em primeiro lugar. O firme reconhecimento, ou a realização de que não existe em realidade um 'alguém' para alcançar a iluminação, e que nunca em tempo nenhum poderá haver tal entidade, seja agora ou no futuro, para alcançar tal estado, é o que vem a ser a Iluminação.Esta é a verdade derradeira.
Você pergunta: ' Se já alguém, por vir a Satsang, se tornou desperto.' Isto já foi respondido na minha resposta prévia mas vou ainda adicionar que o que tém havido e continua a se dar é um constante reconhecimento do fato que a identidade-ego é um mito, um personagem fictício. Esta, por assim dizer, individualidade, é uma expressão da pura Consciência/Ser e não o fato ou a definição do Ser. Este Ser permanence por detrás como a testemunha ou a observação dos fenômenos surgindo espontaneamente na consciência. Este Ser verdadeiro é somente a sem-forma e sem-nome presença que surge e brilha como paz, alegria e felicidade sentidos como contentamento amoroso. Quando este reconhecimento ocorre dentro de cada indivíduo, ou expressão da consciência conhecido como 'pessoa', este estado é chamado de 'despertar' ou 'iluminação'.

MOOJI

MORALIDADE


Moralidade significa simplesmente que você deve se ajustar à sociedade. Se a sociedade estiver em guerra, a moralidade muda. Se a sociedade estiver em paz, existe uma moralidade diferente. A moralidade é uma política social. É diplomacia. E toda criança deve ser educada de tal forma que ela se ajuste à sociedade; e isso é tudo, porque a sociedade está interessada em membros eficientes. A sociedade não está interessada no fato de que você deveria chegar ao auto-conhecimento.
A sociedade cria um ego porque o ego pode ser controlado e manipulado. O eu nunca pode ser controlado e manipulado. Nunca se ouviu dizer que a sociedade estivesse controlando o eu - não é possível.
E a criança necessita de um centro; a criança está absolutamente inconsciente de seu próprio centro. A sociedade lhe dá um centro e a criança pouco a pouco fica convencida de que esse é o seu centro, o ego dado pela sociedade.

OSHO

O EGO É UMA NECESSIDADE!


O verdadeiro só pode ser conhecido através do falso, portanto, o ego é uma necessidade. Temos que passar por ele. Ele é uma disciplina. O verdadeiro só pode ser conhecido através da ilusão. Você não pode conhecer a verdade diretamente. Primeiro você tem que conhecer aquilo que não é verdadeiro. Primeiro você tem que encontrar o falso. Através desse encontro, você se torna capaz de conhecer a verdade. Se você conhece o falso como falso, a verdade nascerá em você.

OSHO

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A ARTE DE TESTEMUNHAR


O Êxtase e a Arte de Testemunhar



“Querido Osho,
Eu sempre estou oscilando entre uma excitação de alta energia, onde a vida é maravilhosa e é uma alegria estar só, e estes dias quando há uma tranqüilidade que é estúpida e enfadonha. Num momento existe energia, mas nenhuma consciência, e no outro existe consciência, mas nenhuma energia.
Existe um artifício para fazer com estes dois momentos estejam juntos?


Isto é uma coisa muito simples. Você diz que tem momentos de grande êxtase, cheio de energia, mas que você fica afogado nesta energia; o êxtase é tão intenso que você se esquece de ficar alerta. Você fica imerso naquele êxtase e a testemunha não está presente. E você diz que existem momentos quando está triste e entediado, mas a testemunha está ali.
Você simplesmente precisa que colocar as coisas no seu devido lugar. Comece com seu tédio e sua tristeza, porque a testemunha está ali e a testemunha será a ponte. Assim, quando você estiver triste e entediado, simplesmente observe este estado, como se ele fosse alguma coisa fora de você; ele é. Você sempre é uma testemunha e agora está testemunhando tristeza e tédio.
É fácil testemunhar a tristeza e o tédio, porque ninguém quer ficar mergulhado no tédio. E isto é muito importante porque você pode aprender toda a arte enquanto você estiver entediado. Simplesmente observe o tédio e na medida em que o seu testemunhar cresce, você verá que existe uma distância entre você e o tédio, a tristeza, a miséria, a dor e a angústia. Você não é parte de toda essa experiência; você está de pé no alto, acima das montanhas, um observador nas montanhas, e tudo mais está se movendo lá em baixo, no vale escuro.
Você já tem o segredo, só falta praticá-lo mais e mais. Sente-se ao lado de um burro, sente-se ao lado de um búfalo; fique olhando para o búfalo e você ficará entediado. Por todo lado você pode encontrar objetos que serão imensamente úteis. Você não precisa esperar pela chegada desses momentos, porque quem sabe quando o búfalo se aproximará de você? Por que não ir até o búfalo?
Você pode se enfiar no meio do gado e sentar-se entre os animais. Você se vai se sentir entediado. O gado fica pastando e mastigando o capim. Você acha que você vai começar a pastar? Você não vai se envolver naquilo. Sentado no meio do gado, entre os búfalos, você vai se sentir apenas como uma testemunha.


Não fique triste nem entediado. Deixe que o tédio esteja ali, assim como a tristeza. E você permanece sendo simplesmente uma testemunha. Nestas situações, isto é mais fácil. Depois que você já tiver fortalecido a sua testemunha, experimente então testemunhar aqueles momentos de êxtase, aquelas alturas... Aí será um pouco mais difícil, pois virá uma vontade de lançar-se naquele espaço cheio de ondas. Quem vai querer ficar sentado num banco só observando? Surge o medo de que aquele momento se vá, se perca, se ficarmos só observando.
Não se preocupe. Se você testemunhar, o momento vai permanecer ali, a experiência vai crescer ainda mais e vai tornar-se cheia de cores. Mas em momento algum fique identificado com a experiência. Permaneça desapegado, simplesmente um expectador.
A arte é a mesma, não importa se é com o tédio ou com o êxtase. O que importa é que você não esteja envolvido, que mantenha a distância, que permaneça ali, parado.

Awareness - Osho Zen Tarot


Quando testemunhar, você ficará surpreso, pois o tédio, a tristeza, a felicidade, o êxtase, seja o que for, vai começar a se mover para longe de você. Na medida que o seu testemunhar fica mais profundo e mais forte, se torna mais cristalizado, qualquer experiência, boa ou má, bela ou feia, desaparece. Existe um puro nada por toda a sua volta.
O testemunhar é a única coisa que pode torná-lo mais consciente do imenso nada que o circunda. E nesse imenso nada... Não é vazio, lembre-se. Em inglês não existe uma palavra para traduzir a palavra budista shunyata. Esse nada não é vazio, ele é cheio da sua presença, cheio do seu testemunhar, cheio da luz de sua testemunha.
Nesse nada, você se torna quase um sol, e os raios do sol movem-se dentro do nada em direção ao infinito.
Um dos místicos indianos, Kabir, disse, ‘Minha primeira experiência foi com o sol e na medida em que minha experiência foi crescendo, vi que o sol externo é nada e o sol interno é infinito. A sua luz preenche todo o infinito da existência. E em tal momento eu sou apenas uma testemunha; eu estou lá.’
Assim, comece testemunhando o seu tédio, a sua tristeza, porque a questão não é o objeto, a questão é a arte de testemunhar. Comece com qualquer objeto – raiva, ódio, amor, ciúme – qualquer coisa serve. Se você nada encontrar, pegue um espelho e olhe para a sua face, testemunhe-a. E você ficará muito surpreso, pois quando você está num completo estado de testemunhar, o espelho se torna vazio, você não está nele.
Em total testemunhar, o objeto desaparece.
Pela primeira vez você será capaz de ver o espelho como um nada.
Comece com coisas que são mais fáceis, e depois passe para as que são mais onduladas. A ponte é simples."

OSHO – From Death to Deathlessness – Disc n° 24
Tradução: Sw. Bodhi Champak