quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

HISTORIETA ZEN


Quatro monges decidiram meditar em silêncio completo, sem falar por duas semanas. Na noite do primeiro dia a vela começou a falhar e então apagou.
O primeiro monge disse:
- Oh, não! A vela apagou!
O segundo comentou:
- Não tínhamos que ficar em silêncio completo?
O terceiro reclamou:
- Por que vocês dois quebraram o silêncio?
Finalmente o quarto afirmou, todo orgulhoso:
- Aha! Eu sou o único que não falou!!!

COMECE A AMAR


Assim, por que ser um mendigo? Você não é mais uma criança. Você está se comportando dentro de um padrão infantil. Comece a amar. Quanto mais você amar, mais você verá que mais pessoas estão vindo até você para amá-lo, porque o amor atrai amor assim como o ódio atrai ódio. Se você odiar, as pessoas o odiarão. Se você amar, as pessoas o amarão. Mas não se incomode se os outros o estão amando ou não. Simplesmente ame. Amar é uma atividade tão prazerosa – quem se importa se há algum retorno ou não? É como cantar. Você canta e se deleita. Se alguém aplaude, ótimo. Se ninguém aplaude, é uma questão deles. Você se deleita da mesma forma.
Comece a amar. E não peça amor. O amor será uma conseqüência natural; pode-se esquecer a respeito disso. E não pense em termos de primeiro ser merecedor. Ninguém o é. Se o amor tiver que ser merecido, ninguém será merecedor. Ele é uma graça. É um presente. Ele vem porque toda a existência está cheia de amor. Não é porque você tem capacidade, não é porque você tem algum valor que ele vem para você. Não, ele vem para você porque toda a existência é cheia de amor. A existência é feita da matéria chamada amor. É exatamente como o ar que o circunda. Você simplesmente inspira e expira e a coisa continua.
Assim, esqueça sobre merecimento. Comece a amar, e você verá o amor chegando, florescendo. Ele vem mil vezes mais. Simplesmente compartilhe e continue a meditar.

Osho, The Passion for the Impossible

CONFIANÇA


Se esta confiança acontece, eu chamo isso de fé. Isso é realmente fé religiosa – a confiança no guia interior. A razão é parte do ego. É você acreditando em você. No momento em que você vai mais fundo dentro de você, você chega à própria alma do universo. Seu guia interior faz parte da direção divina. Quando você o segue, você segue o Divino; quando você segue a si mesmo, você está complicando as coisas, e você não sabe o que você está fazendo. Você pode se achar muito sábio. Você não é.

A sabedoria vem do coração, não é do intelecto. A sabedoria vem da mais recôndita profundidade de seu ser, não é da cabeça. Corte fora a cabeça, fique sem cabeça – e siga seu ser, para o que quer que ele o conduza, para onde quer que ele o leve. Mesmo que ele o leve para o perigo, entre no perigo, porque esse será o caminho para você e para o seu crescimento. Através desse perigo você crescerá e se tornará maduro.

Osho

ACOLHENDO A VIDA





O que é acolher a dualidade?

Dualidade é viver os padrões da mente. A mente vive o negativo e o positivo, o inferno e o céu, a dor e a alegria. Isto é a dualidade mental. Tudo no jogo da criação possui duas energias (yin e yang) para criar a tensão e gerar a vida. O bem e o mal são energias que expandem sua consciência. Por esta razão elas existem no JOGO DA CRIAÇÃO.

Acolher a dualidade é trazer amor e consciência às experiências.

Acolher é ver que o negativo é um sinal de alarme. Algo é preciso ser visto, olhado, entendido em sua vida.

Tudo é perfeito.

MÍSTICO


A palavra místico vem de “mistérioso”, "desconhecido", "oculto". Ora, a vida é um mistério para a mente humana. Um místico é aquele que abre o seu coração e sua mente para os mistérios da vida.
Toda a criança é um místico, porque ela nasce aberta para a vida, se diverte facilmente, e se delicia na poesia do instante. Vai atrás de conchinhas e tenta pegar borboletas. E o homem vive pensando, imaginando, analisando, preocupando-se, e perde a maravilha do momento-instante-agora e a mágica do momento VIVO.
Recuperar esse espaço de sabedoria e inocência é resgatar o misticismo natural.
Misticismo nada tem a ver com seitas, religiões ou organizações espirituais.
É um comungar direto com a vida, com todo o organismo - corpo, mente, espírito. Seu coração brindando com a existência a cada momento...se entregando aos mistérios, aos milagres constantes...
A vida é um mistério a ser vivido, e não algo a ser explicado, já diziam os sábios.
Ser um místico é aceitar nossa criança inocente, e trazê-la junto ao nosso coração para que possamos nos livrar sempre da seriedade e da rigidez, e focar na brincadeira, na leveza, na transparência, no amor, na intimidade e amizade.

Naseeb

OS TRÊS VENENOS


Existem três venenos para o ser humano: a ganância, a raiva e a ignorância; e eles podem pegar qualquer um de nós. E quando alguém está envenenado, como um bom médico, nós não vamos ficar com raiva da pessoa com veneno, nós não vamos querer destruir a pessoa que está envenenada, mas nós temos que procurar o antídoto. Da ganância, o contrário é a boa ação, o que minha vida tem a oferecer ao mundo? A minha superiora dizia "que a vida dela fosse como uma lâmpada acessa e que se queimasse na sua própria existência queimando para iluminar todos os seres, para oferecer alguma coisa, um pouco de luz, de calor, de sabedoria", não o que vou tirar para mim, mas o que eu ofereço, a minha vida para o bem de todos os seres. É um dos primeiros passos, o contrário da ganância, de "vou pegar coisas, eu preciso coisas". Elas passam por mim, eu passo por elas, e fico a disposição de servir.
A raiva é forte, ela vem e nos pega, nos aperta, esquenta, contrai a musculatura. Por isso é tão importante o trabalho do yoga, ele trabalha com a essência do ser, vai em cada pedaço do seu corpo, para você soltar as amarras emocionais, espirituais, se transformar - é preciso isso. A raiva é uma contração muscular, é um processo respiratório; nós podemos transformar a raiva através da respiração consciente. E mais importante, como diz Dalai Lama, é como é que transformamos a raiva em compaixão, em compreensão. Eu sempre repito um episódio do Dalai Lama, que adoro, e que diz de um monge que havia sido preso, torturado, e que finalmente foi solto, quando houve a invasão do Tibet. Dalai Lama, estava em Dharamsala, na Índia, e esse monge chegou até ele, e sua santidade pergunta a ele "meu filho o que foi mais terrível para você durante esses anos de prisão de tortura, o que foi pior?" e ele responde que "por um breve instante quase deixei de sentir compaixão por aquele que me torturava; isso é apavorante! se o meu coração de compaixão se fechar... disso eu tive medo". Eu acho que isso, essa é a transformação de raiva em compaixão.

Monja Coen

UNO


Eu sempre gosto de contar a história de um monge que viveu China, no séc VIII, e que chamava-se Guensha Shibi. Ele era um pescador, e um dia ele foi com seu pai fazer uma pescaria, e o pai caiu na água e morreu. E ele não conseguiu o salvar o seu pai, e ficou desesperado. Depois ele se sentou quietamente no barco, e as águas se acalmaram, e as nuvens se foram, havia uma lua cheia que se refletia completamente nas águas. E ele se lembrou que os monges budistas diziam que a nossa mente deve ser tranqüila, tão plácida como as águas na qual a lua se reflete. E ele teve uma inspiração: que ele se tornasse um monge; era a maneira dele homenagear seu pai, que havia morrido, e ele não havia podido salvar. E ele vai ao mosteiro e, em pouquíssimo tempo, ele se torna o abade principal. Era raro, porque os abades eram só das elites aristocráticas, muito intelectualizadas. Ele era um homem simples, semi-alfabetizado. Mas as pessoas começam a vir de todas as partes perguntando a ele: - qual a essência do seu ensinamento? e ele dizia que "o universo é uma jóia maravilhosa, arredondada, mas não há dentro nem fora".
Isso merece atenção, é muito importante, o universo, vejam, mesmo naquela época, muito antes de terem descoberto que a terra era redonda, nós estamos falando do séc VIII, na China, ele dizia que o universo, tudo que existe é uma jóia arredondada que não tem dentro nem fora. A nossa mente dualista separa eu e o outro, dentro e fora. Nós temos que chegar a esse ponto da transcendência da dualidade, onde o uno se manifesta.
O que é o obstáculo do uno? É o duo, no cristianismo tem uma palavra especial para isso, é o diabo; no budismo também existem muitos diabos, nós falamos de muitas formas, muitas energias que querem nos separar e procuram nos afastar do uno. Mas nós dizemos que cada uma dessas forças que querem nos impedir, cada obstáculo da nossa vida, é um portal. E é o que nos permite perceber que nós podemos ir além, na hora que vem o obstáculo, oh! que horrível esse obstáculo, não... que bom que esse obstáculo veio até a mim, porque ele é uma porta, ele vai permitir uma penetração mais profunda na verdade.

Monja Coen

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

MOVENDO MONTANHAS...

Uma vez o Osho contou que uma rã entrou num buraquinho em uma estrada lamacenta, e não mais conseguiu sair. Ela fez tudo que podia para sair e nada. Pelo máximo que tentasse não movia um palmo. Seus amigos foram ajudar e também não conseguiram.
A noite estava chegando, e parecia que ela estava mesmo entregue à morte.
No dia seguinte, seus amigos voltaram para vê-la, mas não a encontraram. Mais tarde acharam-na, saltitando para lá e para cá. “O que aconteceu?” eles perguntaram. “Como você conseguiu sair ? Que milagre foi esse?”
Ela respondeu: “Nada de milagre...Um caminhão veio e eu TIVE que sair. O caminhão estava vindo e eu TINHA que sair...”

SOU EU MESMO


Um rei foi ao seu jardim e encontrou algumas árvores morrendo. O carvalho dizia que estava infeliz e pronto para morrer porque não podia ser tão alto quanto o pinheiro. E o pinheiro murchava a cada dia mais, porque sentia que não era-lhe possível dar uvas como a parreira. E muito entristecida estava a parreira, porque não podia desabroxar como a roseira.
Então, mais adiante, o rei deparou-se com o amor-perfeito. E a planta estava florida, viva e feliz. O rei perguntou: “Você é uma planta realmente maravilhosa. Todas estão descontentes. Que milagre é esse ? Conte-me, porque tenho que saber.
Então o amor-perfeito disse, sorrindo:
“Eu simplesmente aceitei e assumi que quando você me plantou você queria um amor-perfeito. Se quisesse Ter um carvalho, uma parreira ou uma roseira, as teria plantado no meu lugar. Então pensei: Vou ser o melhor amor-perfeito que o rei jamais teve. Não posso ser outra coisa a não ser eu mesma. E estou feliz assim.”

PERDÃO


O passado não muda. O que você pode fazer é reinterpretá-lo, quando você compreender o que aconteceu. Quando existe disposição para aceitar o que aconteceu, então você se torna o perdão. Aí você pode dizer de verdade “pai perdoa-lhes, porque eles não sabem o que fazem”. Esse perdão te transforma. O perdão ilumina a gratidão e a gratidão ilumina o amor. Enquanto essa purificação não se completar você tenta se afinar com o prazer positivamente orientado, mas não consegue.

PREM BABA

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

MEDITAÇÃO NÃO É CONCENTRAÇÃO


Relaxe. Simplesmente feche os seus olhos e escute tudo o que está acontecendo ao seu redor. Ao perceber algo, não considere aquilo como sendo uma distração. No momento em que você perceber aquilo como sendo uma distração, você estará negando Deus. Neste momento Deus chegou a você como um pássaro. Não negue. Ele bateu à sua porta como um pássaro. No momento seguinte ele chega como um cão latindo, ou uma criança chorando, ou como um homem louco rindo. Não negue; não rejeite. Aceite, porque se você negar, você se tornará tenso.
Toda negação cria tensão. Aceite. Se você quer relaxar, a aceitação é o caminho. Aceite tudo o que estiver acontecendo ao seu redor; permita que isto se torne um todo orgânico. E é. Você pode saber disto ou não. Tudo está inter-relacionado. Estes pássaros, estas árvores, este céu, este Sol, esta Terra, você, eu – tudo está relacionado. Tudo é uma unidade orgânica. Se o Sol desaparecer, as árvores desaparecerão; se as árvores desaparecerem, os pássaros desaparecerão; se os pássaros e as árvores desaparecerem, você não poderá estar aqui, você desaparecerá. Isto é uma ecologia. Tudo está profundamente relacionado com tudo mais. (...)

Innocence - Osho Neo Tarot


Se você relaxa, você aceita; a aceitação da Existência é a única maneira de relaxar. Se uma pequena coisa perturba você, é a sua atitude que o está perturbando. Sente-se silenciosamente, escute tudo o que está acontecendo ao seu redor e relaxe. Aceite, relaxe e, de repente, você perceberá uma imensa energia subindo dentro de você. Esta energia será percebida inicialmente como um aprofundamento de sua respiração. Normalmente a sua respiração é muito superficial e, algumas vezes, se você tenta respirar mais profundamente, se você começa a fazer pranayam, você começa a forçar alguma coisa, você faz um esforço. Tal esforço não é necessário. Simplesmente aceite a vida, relaxe e de repente você verá que a sua respiração está indo mais fundo do que o usual. Relaxe mais e a respiração irá mais fundo em você. Ela se torna lenta, ritmada e você pode quase saboreá-la; ela traz um certo prazer. Você tomará consciência, então, de que a respiração é a ponte entre você e o Todo. Simplesmente observe. Não faça coisa alguma.
E quando eu digo observe, não tente observar; senão você vai ficar tenso de novo e vai começar concentrando na respiração. Simplesmente relaxe; permaneça relaxado e solto. E olhe, pois o que mais você pode fazer? Você está ali, nada há para ser feito, tudo foi aceito, nada há para ser negado ou rejeitado, nenhuma luta, nenhuma briga, nenhum conflito e a respiração continua aprofundando...O que você pode fazer? Você simplesmente observa. Lembre-se: simplesmente observa."

OSHO – Ancient Music in the Pines - Cap. 3

OSHO NÃO É UM FILÓSOFO


Para quem está se iniciando nas leituras do Osho, existe algo um pouco complicado para se explicar: Osho não é um filósofo nem um pensador.
No texto que acabamos de traduzir para o site http://www.oshobrasil.com.br/ (texto n° 117), Osho nos diz textualmente: "eu não estou argumentando em favor de alguma filosofia. Eu estou argumentando em favor da existência," E mais: "Eu não sou filosófico, de jeito algum, eu sou totalmente existencial."
A propósito, esse (novo) texto n° 117 (Osho e a Cultura Indiana) mostra a cultura milenar indiana sob um ângulo diferente do que habitualmente nos é mostrado.

Na medida em que nos aprofundamos nas leituras do Osho vamos percebendo que muitas vezes ele é contraditório, incoerente e inconseqüente. Mas acima de tudo isso, percebemos uma profunda coerência, uma elevada lógica e tudo muito conseqüente.

É um pouco complicado explicar isso. Mas, na verdade, quando Osho fala, ele não está compartilhando uma grande reflexão filosófica que ele previamente fez sobre o mundo, sobre as coisas do mundo. Quando fala, ele está respondendo espontaneamente a perguntas que lhe são formuladas por buscadores. A resposta dele é proferida naquele exato momento; ele fala como um porta-voz da vida, da existência. E a vida não acontece de maneira linear. Na aritmética, dois mais dois são sempre quatro. Mas na vida real tudo é imprevisível, dois mais dois podem ser três ou podem ser cinco. A vida escapa ao nosso controle.
Por ele estar em permanente sintonia com a verdade eterna e universal, com o fluxo da vida, as respostas brotam naturalmente, momento a momento, e ele responde ao buscador. E aqui, algo precisa ficar claro: ele responde muito mais ao buscador do que à pergunta formulada pelo buscador. Ele responde aquilo que o buscador precisa ouvir, não o que ele quer ouvir.

Mergulhar nos textos do Osho é um grande deleite. Os textos são transcrições de suas palestras. E ele fala como um poeta e nos revela meandros sinuosos da existência. Lendo seus textos, somos transportados a uma compreensão clara e inovadora do mundo, das coisas, das pessoas, dos relacionamentos. E embora seja inovadora, a gente fica sempre com a sensação de que essa já era a compreensão que tínhamos de todas essas questões.
E é verdade. Todos nós temos dentro de nós essa semente de compreensão mais clara e verdadeira de tudo. O problema é que essa nossa compreensão pura foi abafada, inibida, censurada e reprimida através do nosso processo de preparação e adaptação ao mundo externo, à sociedade e seus diversos pilares: família, igreja, estado, moralidade, tradição, etc. etc.

A mensagem do Osho é um convite para que resgatemos em nós essa compreensão pura, para que resgatemos aquilo que somos anteriormente a toda essa programação que recebemos, aquilo que somos por trás do ego que desenvolvemos e carregamos ao longo da vida. E o caminho para esse resgate se chama meditação. Meditação é algo vivencial, não é uma teoria ou filosofia. Meditar é penetrar no mundo da não-mente, muito além do mundo da mente, dos pensamentos e das reflexões mentais propiciadas pela leitura de livros, mesmo os de autoria do Osho.

Assim, o circulo de compreensão da mensagem do Osho se completa. A mensagem do Osho não se resume à soma do conteúdo de suas palestras. O trabalho do Osho não acontece apenas como resultado da leitura de seus livros. A mensagem do Osho não é filosófica, mas sim existencial. A prática da meditação propicia a alquimia necessária, a transmutação necessária para nos livrarmos das máscaras e das armaduras com as quais nos identificamos para que, assim, possamos resgatar aquilo que no Zen se costuma chamar de nossa face original. É nesse sentido que se costuma dizer que a meditação é a única e verdadeira terapia possível, resgatando a nossa verdadeira liberdade, a nossa potencialidade, aquilo que somos verdadeiramente. Ao contrário das muitas psicoterapias ocidentais que propõem tornar o nosso ego mais saudável, Osho nos diz que o ego é sempre doentio.

Champak - http://blogdochampak.blogspot.com/2009/10/osho-nao-e-um-filosofo.html

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

BUDA - O DESPERTO



Buda era um Deus?

Não, o Buda foi um ser humano que por meio de seu esforço, prática e cultivação, alcançou a Iluminação (Lucidez e Sabedoria). Ele conseqüentemente ajudou outros, dirigindo-os ao Caminho da Libertação.

Sobre o Budismo, existem dois modos de ver esse assunto.
Primeiramente, por seu carisma, sabedoria e compaixão para com o mundo, Buda era um verdadeiro exemplo a ser seguido. Ele alcançou a suprema iluminação e revelou a Verdade Universal sobre como extinguir os sofrimentos. Como seres humanos, nós temos o potencial de alcançar as mesmas glórias devido à natureza búdica presente em nós.
Segundo, porque os ensinamentos de Buda preenchem o vazio da Filosofia e da Ciência. Em particular, responde as dúvidas sobre o sentido da Vida e da Existência.


SOLTANDO RESPIRAÇÃO


Uma vez perfeita a respiração, tudo o mais entra nos eixos.
Respiração é vida, mas as pessoas ignoram, não lhe prestam nenhuma atenção. E toda mudança que acontecer, acontecerá através da mudança em sua respiração.
Todos respiram de uma maneira errada, porque toda a sociedade está baseada em condições, noções e atitudes muito erradas. Por exemplo, uma criancinha está chorando, e a mãe lhe diz para não chorar. O que a criança fará? Ela começará a prender a respiração, porque essa é a única maneira de parar de chorar. Se você prender a respiração, tudo pára: o choro, as lágrimas, tudo. Então, aos poucos isso se torna fixo – não fique com raiva, não chore, não faça isso, não faça aquilo.
A criança aprende que, se ela respirar superficialmente, permanecerá no controle. Se ela respirar perfeita e totalmente, como toda criança nasce respirando, ela se tornará selvagem. Assim, ela se mutila.
Toda criança brinca com seus genitais, porque a sensação é prazerosa. A criança não está ciente dos tabus e das tolices sociais, mas, se a mãe ou o pai a vêem brincando com os seus genitais, eles lhe dizem para parar. Uma grande condenação está nos olhos dos pais, e a criança fica chocada e com medo de respirar profundamente, porque, se respirar profundamente, a respiração irá massagear seus genitais por dentro. Isso se torna problemático, e ela deixa de respirar profundamente; sua respiração fica superficial e, assim, ela se isola de seus genitais.
As pessoas de todas as sociedades sexualmente reprimidas têm a respiração superficial. Respiram perfeitamente somente as pessoas que não têm uma atitude repressiva em relação ao sexo. Sua respiração é bela, completa e inteira. Elas respiram como os animais, como as crianças.

(Osho)

TERAPIA D RESPIRAÇÃO


Terapia da Respiração

Através de um processo específico de respiração circular, também conhecida como Renascimento (Rebirthing), podemos acessar espaços profundos de cura, equilíbrio psicossomático e consciência das emoções.

Qualquer evento traumático na vida se reflete diretamente no corpo e na respiração.

Podemos então afirmar que toda experiência vivida modifica o padrão respiratório.

O que fazemos na Terapia da Respiração - Renascimento - é utilizar essa compreensão de forma invertida. Isto é, trabalhamos com a consciência respiratória para revertermos ou diluirmos traumas e bloqueios emocionais e psicológicos do passado. Então podemos também dizer que aprender a respirar implica em aprender a viver.

A Terapia da Respiração atua nos mais diversos problemas. Desde questões psicológicas, como fobias, pânicos, inseguranças, ansiedades, até questões psicoemocionais, como disfunções respiratórias, depressões, estresse, falta de energia, falta de ânimo.

Propomos um total de 12 sessões (uma por semana) ou 3 meses de trabalho, mas logo nas primeiras sessões você perceberá o poder curativo da Terapia da Respiração.

Os resultados são imediatos. Os relatos dos nossos clientes são de um profundo bem estar, alívio de uma 'sensação que pesava' ou 'estava presa', e que agora ele sente um 'espaço de relaxamento' e um 'sentimento de amorosidade no coração'.

O que realmente aconteceu foi que algo no plano energético relaxou, transformou-se e foi compreendido, e essa mudança se reflete imediatamente na sua vida na forma de relacionamentos mais profundos e equilibrados, paz interior, expansão da consciência e compreensão das nossas questões de vida.


Fonte: http://www.e-zen.com.br/oktiva.net/1279/nota/14310

INTEGRAÇÃO


Conforme você vai se purificando, dessa fantasia de encontrar uma alma gêmea; conforme você vai se libertando, dessa ideia de encontrar a pessoa perfeita e, conforme vai se libertando dessa fantasia; conforme você vai compreendendo, que precisa integrar o masculino e o feminino dentro de você, você pode experienciar a unidade.

Eu tenho dito que se a vida é uma escola, relacionamentos é a sua universidade. Você está à procura de integrar o feminino e o masculino dentro de você. Mas, para que essa integração aconteça, é importante que você esteja aberto para ela. Ao mesmo tempo em que você deseja essa integração, você não a quer. Uma parte sua quer integração, mas outra não quer, porque você não quer se abrir para o outro. Noutra parte, você está obstinado a fazer o outro realizar a sua fantasia. Você quer que o outro seja aquilo que você acredita que ele deve ser. Isso não é amor, é egoísmo. Você não está olhando para o outro, somente para si mesmo.

Você quer que o outro atenda às suas expectativas. Isso é o que bloqueia a possibilidade, de você compreender como o outro funciona e, consequentemente, adia a integração do feminino e do masculino dentro de você. Isso adia o seu encontro com Deus; isso adia a sua vontade sincera, de se entregar para o caminho espiritual.

PREM BABA

MASCULINO E FEMININO


Deus tem seus mistérios. Um deles é esse, de se manifestar através do homem e da mulher. Você só pode compreender esse mistério, se estiver aberto para a aventura de conhecer a si mesmo através do outro. É preciso haver interesse de conhecer o outro, como ele funciona e como ele age. Isso somente é possível se há amor. Somente com esse amor, você se abre para receber a revelação desse mistério. Inclusive de querer compreender, como é que você pode ajudar o outro na revelação.

Como você pode ajudar o outro a despertar os seus potenciais? Somente se há amor, você de fato estende a mão, para que o outro seja realmente feliz. O que acontece é que, de uma forma geral, nos relacionamentos humanos, um ser não enxerga o outro. Ele só enxerga as suas próprias projeções e, quer que o outro corresponda às suas expectativas. E, se o outro não atende às suas expectativas, você se aborrece. Você se fecha e passa a forçar o outro a fazer do seu jeito. Assim, você perde a chance de desvendar o mistério.

O princípio masculino é o princípio da ação. Quando você planta uma semente, você precisa exercer uma ação. O princípio feminino é a aceitação e a receptividade. É o tempo de espera, para a semente se transformar numa flor. Não importa, se esses princípios se transformam num homem, ou numa mulher. Eu estou falando dos princípios cósmicos universais que, em algum momento, precisam se unir dentro de você. É por isso que você busca fora.

PREM BABA

RELACIONAMENTOS ESPIRITUAIS


Questão: Amado Prem Baba, nós, homens e mulheres, somos tão diferentes. Essa diferença faz com que, o caminho de purificação seja muito diferente para homens e mulheres. Como viver essa diferença e esse caminho dentro da relação?

Prem Baba: Em primeiro lugar, abrindo mão da necessidade de que o outro seja igual a você. Isso faz com que você se abra para compreender o outro. Essa iniciação espiritual, que é o relacionamento a dois, tem os seus mistérios. Esses mistérios, somente se revelam, quando você está aberto para desvendá-los. É você quem abre a porta para que o mistério se revele. O mistério do universo masculino, do universo feminino; o mistério da relação e da fusão desses dois princípios. Somente quando você se abre, é que o universo revela os seus mistérios. Você se mantém fechado, enquanto quer obstinadamente, forçar o outro a ser o que você projetou.

Enquanto você estiver obstinado a forçar o outro, a ser aquilo que você imaginou que ele fosse, significa que você está fechado para o mistério; significa que você ainda não está recebendo os ensinamentos dessa iniciação espiritual. Significa que você está andando em círculos. Você está somente projetando no outro, as suas fantasias e usando toda a sua energia, para forçá-lo a te amar exclusivamente. Isso é o mesmo que andar no vale da sombra e da morte.

Você tira o pior do outro para fora e, também coloca o seu pior para fora. Porque a porta do coração está fechada. O coração se abre e, você começa a desvendar o mistério desses princípios universais, quando deixa de forçar o outro, a ser aquilo que você quer que ele seja; quando você abre mão, de querer transformar o outro e, quando você se abre para a compreensão, de que cada um só pode transformar a si mesmo. Então, você se abre para compreender o outro.

PREM BABA