terça-feira, 31 de julho de 2012

O ESFORÇO E A VISÃO



Muito interessante este trecho de uma conversa de Lama Padma Santem sobre o esforço e porque a visão do ensinamento é tão importante de ser desenvolvida junto com as práticas e disciplinas.

"O aspecto do esforço é dramático. De tanto nos esforçarmos, um dia cansamos; quando chegamos nesse ponto, a queda é rápida, e dizemos: "Desisto. Se a espiritualidade fosse natural, eu andaria de forma naturalmente lúcida e válida. No entanto, tudo isso me parece artificial". Parece artificial porque precisamos de esforço constante, nunca encontramos um ponto de equilíbrio, precisamos constantemente relembrar o que ouvimos. De tanto esforço, terminamos desistindo.


Equivocadamente, podemos acreditar que a realidade convencional é muito poderosa, muito abrangente. Podemos pensar que, mesmo construindo uma realidade mais elevada, o que existe mesmo é a realidade convencional de dificuldades e sofrimento. Acabamos por desistir de tentar melhorar a nós mesmos e o mundo.

O caminho de tentar alterar o comportamento pode ser muito penoso, muito lento e, principalmente, de resultados incertos. Se a pessoa alterar o comportamento sem alterar a visão, é certo que mais adiante cairá novamente. O aspecto cíclico é um processo natural da vida, passamos por altos e baixos. Apenas a partir das mandalas de sabedoria teremos efetivamente a visão que permite a ação sem esforço. A visão surge sem esforço porque dentro de uma mandala de sabedoria não lutamos contra nós mesmos, mas vemos e agimos naturalmente. O caminho espiritual se manifesta sem conflitos internos.

Ao se começar pelo treinamento e pelo enquadramento a regras, compromissos e ações, surgem a repressão interna e a disciplina externa. O conflito torna-se inevitável, e o esforço será incessante, desgastante. Temos ações coerentes com nossa visão. Se formos treinados para ações que não estão harmonizadas com nossa visão de mundo, essas ações não terão força.

Eu pude observar meninos que aprendem a tocar violino em instituições para menores infratores. Aprender música é maravilhoso. Mas, quando os meninos saem da instituição, o violino torna-se inútil para eles. Muito frequentemente eles retornam à visão que os levou a praticar as ações que os conduziram à instituição. Mesmo tocando violino, as visões que eles têm do mundo, da família e do bairro não mudaram. Dentro da sua realidade, dentro de sua forma de olhar o mundo, dentro de sua mandala limitada, vender drogas naturalmente faz muito mais sentido do que tocar violino.

Assim, é essencial gerarmos uma visão de mundo para que as ações surjam de forma natural, sem esforço e sem contradições. As visões de mundo, que podem ser geradas individual e socialmente, potencializam as ações. "

INTERDEPENDENCIA






Sua Santidade o Dalai Lama costuma resumir a filosofia budista em uma frase: "Faça o bem sempre que possível; se não puder fazer o bem, tente não fazer o mal". Uma das especialidades do budismo é a noção de que o mundo que nos circunda é inseparável de nós mesmos. Assim, se fazemos o bem para os demais seres e para o ambiente, estamos cuidando de nosso próprio bem. Se causamos mal aos outros e ao ambiente, estamos causando mal a nós mesmos. Todos estão ligados uns aos outros, todos dependem uns dos outros.


O conceito de interdependência budista também sustenta que nós – e tudo o que nos circunda – não temos a solidez que julgamos possuir. Atribuímos identidades e qualidades a tudo e a todos (inclusive a nós mesmos) a partir de uma visão limitada por um padrão binário de gostar e não gostar, querer e não querer.

Padma Santem

sexta-feira, 27 de julho de 2012

PRESENÇA


O mundo é feito de energia e vibrações, assim como você. Energia está sempre em movimento. Sua mente e seu corpo sempre estarão mudando. O que não muda é o que você é: espírito, presença. Você precisa conhecer a si mesmo diretamente para reforçar essa identidade de presença e deixar em segundo plano de uma vez por todas a sua identidade como ego. Este treinamento é o que chamamos de prática. 
Sambodh Naseeb

PAZ



 
 
A paz mencionada pelos mestres iluminados nunca é uma paz mental. A paz mental tem uma fragilidade inerente. Por quê? Porque paz mental é baseada em pensamentos. Se pensamentos são vibrações, obviamente estão sujeitos à mudança contínua. Logo, esta paz mental está sujeita à impermanência. Não pode ser de longa duração. A paz mental tem uma duração no tempo e existe sob circunstâncias. Aquilo que você é e que é totalmente silencioso exatamente agora não é mental. Ver isto é meditação, porque traz benefícios naturais de bem estar e serenidade no presente.
Sambodh Naseeb



quarta-feira, 25 de julho de 2012

SILÊNCIO/EU;CONSCIÊNCIA




No silêncio

Nem eu nem você
Só Amor - SÓ SER
que só existe
quando
nem eu nem você, existirmos.
Mas o que
não se envolve nas mudanças?
No silêncio
essa consciência pacífica é vivenciada
pelo Silêncio...como Silêncio...
Além do "eu e você"
repousa o que Somos
primariamente.
E voltar atenção a isso
é se dar de cara com o silêncio almejado do eu real.








PRESENÇA OCULTA

Ainda fico pasmo com a magia dos ensinamentos simples da não dualidade ou Advaita. O simples questionamento em relação ao eu. Diga: "O que é este eu?" ao invés de "Quem sou eu", porque desse modo você nem personaliza para depois despersonalizar. "O que é este eu?" revela uma consciência/inteligência pré/mental. Eu não sou parte da vida. Eu sou a vida. Uma parte da vida pode ser o corpo, mas o corpo por si só não se define! A mente? Mas a mente é dependente da consciência. ela não tem existência independente, e por isso, não existe EM SI. algo que, para existir, necessita de outro algo ou outros "algos", o que os antigos orientais chamariam de "ilusão". Ilusão apenas por não possuir natureza independente. O pensamento depende da consciência. Volte para a Fonte e Seja. Apenas isso. Os olhos vêem, os ouvidos ouvem, a pele toca. Sem nenhuma interpretação. Silêncio.

Naseeb

segunda-feira, 23 de julho de 2012

O AMOR





É Consciência reconhecendo Consciência.
É quando o seu corpo e sua mente se dissolvem, e o nascido é a alegria do Agora.
É quando qualquer objeto, um por do sol, uma nuvem, um cãozinho, ou uma pessoa...nos apontam para a real natureza do nosso coração.

O Amor é Aquilo que permanece quando tudo derrete no tempo.


Naseeb



sábado, 21 de julho de 2012

SILENCIO E A RESPOSTA



Reflita: O que é relativo não tem existência em si.
O relativo existe pelo seu oposto.
O alto pode existir sem o baixo?
O pequeno pode existir sem o grande?
O feio sem o bonito?

Portanto, quando vmaos responder a pergunta "Quem sou eu?",
queremos uma resposta absoluta, e nao relativa.

Quem sou eu absolutamente?
E deixe que resposta lhe traga o silencio...

Essa investigacao, quando bem feita,
lhe conecta novamente a Fonte.


Naseeb

quarta-feira, 18 de julho de 2012

O HOMEM



Enquanto o homem nobre vive em confiança e sinceridade para consigo mesmo, o homem de ressentimento não é nem probo, nem ingênuo, nem franco e leal consigo mesmo. Sua alma se enverga...

Nietzsche

segunda-feira, 16 de julho de 2012

VIVER CADA MOMENTO






Um sábio não é um buscador. O buscador ainda está em busca de paz, ainda está evitando sofrer. O sábio não evita mais nada, apenas e simplesmente deixou de se incomodar com as polaridades da vida – com a tristeza e a alegria.. Aceitou a dualidade do viver. Não porque ele tem muito conhecimento, mas porque seu coração falou tão alto que o sentido da vida agora é o viver de cada momento. Então, na simplicidade, no momento a momento, vai se descobrindo que a vida nos oferece a cada instante dádivas não vistas, pois o apego aos pensamentos/desejos não nos deixa ver e sentir o coração amoroso que  somos Agora.


Sambodh Naseeb

domingo, 15 de julho de 2012

NATUREZA




Nós não somos "parte" da natureza.
Nós SOMOS a natureza!
Nós não somos "parte" do Divino.
Nós SOMOS o Divino.

Naseeb

quarta-feira, 11 de julho de 2012

A JORNADA NÃO TEM TEMPO



Sim, o mestre zen Basho dizia: "O caminho não tem distância". Verdade, a jornada não tem tempo. Ela começa agora e termina agora. A mente teima em entrar na duração. E a vida insiste em ser ela mesma: sem tempo. Começo, meio e fim são conceitos da mente. O meditador deve observar com cuidado para onde está indo. de modo que não se distancie ainda mais de si mesmo. E lembrar-se que meditação é retornar ao momento. Passo a passo. Se você está indo a algum lugar e ainda se diz um meditador, isto é ilusão, dizia Basho. A intimidade com a vida é criada quando a Graça do presente ressurge.

Sambodh Naseeb