domingo, 27 de novembro de 2011

SEM REFERENCIAL


Percebo claramente que esta consciência não é uma pessoa então. Ela nada tem a ver com este corpo aqui.

Exato. Ela nada tem a ver com este corpo. Consciência é o que você é quando está fora do ponto de referência eu. Sem o eu, sem o referencial eu, você não se define mais dentro do corpo. Então? O que é o corpo? É uma expressão de amor passageira de você mesmo. Mas se você se define como corpo, nasce medo e insegurança, porque o corpo é sujeito a doença, velhice, morte. Logo, se definir como um corpo é a raíz do medo. Por isso eu digo que o trabalho da meditação é mudar a sua identidade. Você é consciência. O corpo é uma identidade passageira. O que permanece é consciência.

O que lhe define estar dentro do corpo é a mente, um pensamento! Qual pensamento? O pensamento-eu. Este pensamento-eu é o início de toda a confusão. Por isso, se você tenta meditar mantendo a crença no ego-eu, a sua meditação permanecerá uma meditação do ego. O ego comandará. E o que é uma meditação sob o comando do ego? Ela terá mil julgamentos, análises, interpretações. Então, no começo, o ego sente prazer com a meditação, e assim tudo parece bem. Quando o ego começa a se incomodar ou se acostumar com determinada técnica, então os problemas começam. Isso é meditação do ego. Fazemos o mesmo com o amor. Matamos o amor e a meditação porque olhamos tudo a partir de um ponto de referência falso chamado mim/eu/ego.

Sambodh Naseeb

NADA


Não há nada que você deva fazer ou mudar para ser o que você é. No entanto, existe algo que você deve reconhecer para deixar de ser aquilo que você não é: investigue quem você é.

Mooji

A mente inclui todos os pensamentos - mentais, físicos, emocionais ou circunstanciais. Todos os truques da mente são baseados na ideia de que tu és alguma coisa. Tu não és uma coisa. Tudo o que aparece, aparece na vastidão da eterna verdade. Quando te identificas com uma coisa – mental, física, emocional ou circunstancial – e acreditas que essa identificação é real, tu deixas passar despercebida a realidade da vastidão do Ser.

Gangaji

KRISHNAMURTI...


O sábio Krishnamurti uma vez disse que “ você é o mundo”. Ele tentou explicar isso dizendo que o observador e o observado são na verdade uma coisa só. Isso significa que “eu” como observador posso modificar o mundo, que é o observado. A física moderna nos diz o mesmo hoje em dia. Eles sabem que o observador pode mudar uma experiência, e isso foi verificado cientificamente. Gostaria de saber mais sobre isso. O que isso tem de relação com a meditação e a libertação do ego?

Aquilo que Krishnamurti está chamando de observador é o ponto de referência mente/ego/eu. Por observado, ele cita tudo aquilo que o eu pode interpretar, analisar, julgar, ver com os cinco sentidos. Enfim, o importante a saber é que a mente é o observador neste ponto de vista que Krishnamurti está falando. E tudo que a mente observa é objetos, segundo este ponto de vista.

A questão é: Onde está a mente? O que é a mente? Você fala de uma mente, mas você já viu uma mente? Sabe como é um pensamento? Tem idéia do tamanho de um pensamento, sua cor, largura, comprimento, aparência? Não. Nós não podemos saber nada sobre a mente e sobre pensamentos a não ser seus efeitos. Nós não podemos ter uma experiência direta dos pensamentos.

Portanto, quando Krishnamurti está falando isso, ele está dizendo um fato: não há separação entre sujeito eu e objetos mundo, porque não existe em nenhum lugar isso que se chama eu para separar você do mundo. Este “eu” é uma ilusão.

Sambodh Naseeb

ESTE EGO TÃO EFÊMERO...




Eu. Eu existo aqui. Roberto existe aqui.





E se você não usar sua memória, Roberto existe aí mesmo?

Não...na verdade Roberto é um pensamento. Eu aprendi um dia quando era criança que meu nome era Roberto. Ok.

Então que existe?

Sem usar a memória tudo fica suspenso. Mas este momento continua existindo. Isso significa que existe consciência existindo, é isso?

Perfeito. Consciência sempre está aí. Ela é a base de tudo, não é? Pensamentos vem e vão. Memória vem e vai. Mas isso que você realmente é não vem nem vai. E isso que você realmente é, que estou chamando de consciência, tem algum conflito agora?

Não. Este momento é perfeito. Não contém sofrimento. Não está na memória. Neste momento eu estou bem...

Vamos corrigir: neste momento “bem estar”está acontecendo, mas você não está bem, porque quem é você se o pensamento se vai? Quem é você se não usas o ponto de referência eu? O ponto de referência eu é o ego. Tens usado isso sempre para dizer que algo não está bem. Mas notaste agora que, quando você percebe que os pensamentos não estão hipnotizando você, paz acontece. Se você está simplesmente presente, o pensar acontece sem o ego. Este é o pensar natural, que provém da essência da vida. Este pensar não é neurótico.

Então o segredo é o ponto de referência eu?

Este é todo o segredo. Investigue e sempre veja se você pode ser um pensamento. Faça a conta. Veja por si mesmo. Veja tantas vezes quantas forem necessárias até que esteja 100% certo de que o ego é uma ilusão. Então, uma liberdade acontece. Por si mesmo, tudo entra em ordem. Você percebe que tudo na vida é uma rede interdependente, e que você também existe Agora como um Plano Maior que seu ego.

Onde eu estou aparecendo para mim? Num pensamento! Eu e você existimos em pensamentos! E você antes aqui constatou que existe mesmo sem pensar. O que existe mesmo sem pensar? O que existe antes do pensamento? Consciência.

Consciência é onde os pensamentos aparecem e onde os pensamentos desaparecem. Consciência é o que eu e você somos! Em unidade somos consciência. Não amanhã, não meia hora depois, não depois que meditarmos. Mas AGORA. Neste exato momento. E o que esta unidade traz agora? O que é esta unidade? Qual a natureza desta consciência? Paz, silêncio, criatividade, beleza e liberdade.

Sambodh Naseeb

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O ZEN MODO DE ENSINAR


¨Quando Yamaoka era um jovem e impestuoso estudante, ele visitou mestre Dokuon. Querendo impressioná-lo, ele disse:
- Não há mente nem corpo, não há Buda. Não há o melhor nem o pior. Não há mestre nem discípulo; não há dar nem receber. O que pensamos, vemos e sentimos não é real. Tudo aquilo que é real é vazio. Nenhuma destas coisas aparentes existe realmente!
Dokuon estava sentado, fumando tranqüilamente seu cachimbo, e não disse nada. De repente, levantou seu bastão e, sem avisar, deu um golpe terrível em Yamaoka. Yamaoka pulou fora, furibundo.
- Se nenhuma destas coisas realmente existe, - disse Dokuon - e se tudo é vazio, de onde vem toda essa sua raiva?

CONSCIÊNCIA


Consciência é como o espaço, e nós somos isso. Nosso corpo é acolhido pela consciência. Nossos pensamentos são acolhidos pela consciência. Quando despertamos para este acolhimento que já está acontecendo de fato, tomamos consciente do quanto estamos sendo cuidados neste exato instante.

Quando acolhemos todos os pensamentos, os positivos e os negativos, nós despertamos a unidade que somos. Por acolher, percebemos que somos maiores do que aquilo que estamos acolhendo. Logo, se acolho todos os pensamentos, eu sou consciência acolhendo. E consciência está além dos conceitos positivos e negativos da mente.

Acolhemos em nosso coração consciente tudo que aparecer. Podemos fechar os olhos e praticar isto por alguns momentos. Você pode clocar uma música relaxante se quiser. Inicie colocando as mãos no centro do seu peito, uma em cima da outra. Quando sentir a conexão mais profunda, relaxe as mãos no colo e diga para si mesmo: “Acolho tudo que vier pra mim agora”.

E fique simplesmente sentindo este acolhimento. Significa que você não luta com nenhum pensamento. Só acolhe. Você também não entra em conflito com nenhum sentimento negativo. Só acolhe. Qualquer sensação desconfortável no corpo, apenas acolha em seu coração consciente.

Esta prática tem um poder de cura imenso, porque lhe ensina a transformar suas energias ao invés de lutar com elas.


Sambodh Naseeb

sexta-feira, 18 de novembro de 2011


A liberdade é a possibilidade do isolamento. Se te é impossível viver só, nasceste escravo.Fernando Pessoa

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

ESPIRITUALIDADE, NÃO RELIGIÃO


Somos seres espirituais que vieram a este mundo para aprender a nos amar, a nos conectar uns com os outros e a compartilhar. Com o amor, podemos experimentar níveis mais altos de consciência, níveis mais apurados de compreensão. Mas não conseguimos fazer isso porque um acredita numa coisa e outro acredita em outra - estamos separados pelas crenças religiosas e culturais. Não conseguimos integrar a amorosidade unificadora do coração porque nossa cabeça não deixa - ela nos diz que estamos irremediavelmente separados por nossas crenças e religiões.

ROBERT HAPPÉ