quinta-feira, 30 de março de 2017

VOCÊ NÃO É SUA MENTE



Os sábios ensinam: você não é sua mente. Verifique: se te sentes cansado, vê se é o corpo ou você que está cansado? Se te sentes triste, vê se é a sua mente ou você que está triste.
Os sábios nos ensinam claramente que o Ser real não pode sair da bem aventurança. A ideia de ser alguém separado do Todo é que sente-se cansada e triste. Uma ideia aparecendo e desaparecendo. Vai desaparecer como todas as ideias.
Tornemo-nos vigilantes para o fato de que a consciência que eu sou, por não ser uma ideia, não pode ser dividida, e portanto, não está no campo dual da separação entre "sujeito eu" versus "objeto mundo".
Eu e o mundo. Eu e as pessoas. Eu e as ideias. Eu e a minha vida. Há sempre esta separação. Eu e a vida, na verdade, é VIDA. "Eu" estou implícito nesta Vida. Não há eu separado da vida. Eu é um pensamento, que também é Vida, que também aparece na Vida.
A Vida cria a vida. Eu sou Vida. EU SOU. Este EU SOU é consciência.
A ideia ou sentimento do EU SOU separado da vida é conceitual e energético. O ego é uma contração energética também. Aparece e desaparece. O que somos não desaparece, pois nunca apareceu, em primeiro lugar. Como consciência pode existir ou aparecer? O que aparece, desaparece. Consciência é atemporal.
Tudo que parece existir é simplesmente uma modulação da própria consciência. Mas ela nunca desaparece, porque tudo é ela, tudo é consciência, todas mudanças são nela mesma. Uma ideia acrescida de uma contração energética - isto é que é o falso eu, o falso centro, o ego, a mente egóica.
Idéias e contrações. Idéias na mente e contrações no corpo. Mas onde tudo isto está acontecendo? Neste experienciar. Agora. E quem experiencia este momento? Veja: Ninguém. Como assim?
Ora, quem sou eu? Algo definível e fixo ou uma presença inteligente indefinível e invisível que observa o corpo/mente mudar? Você diz "eu estou triste" e depois diz "eu estou alegre". O que há de comum nessas duas proposições? EU.
Logo, o eu REAL não pode ser triste nem alegre. Ele não pode ser isto nem aquilo. Ele não pode ser nenhuma descrição da mente, porque toda a linguagem está no campo da dualidade certo/errado, feio/bonito, bom/mal, perfeito/imperfeito.
O eu deve estar ali quando a experiência do alegre ou do triste está acontecendo. A isto chamamos consciência. Logo, eu real é consciência. O pensamento não é o eu. Porque o pensamento surge na consciência e depois desaparece. Mas a consciência pura deve permanecer sempre, mesmo que não existam pensamentos. Pois a consciência pura é o sagrado, o atemporal, além da mente.
Antes, o eu era considerado um apanhado de pensamentos na sua mente, junto com sentimentos, emoções e sensações de você mesmo. Isso era sua ideia de eu. A ideia que aprendemos.
Você não é triste nem alegre porque você não existe na mente. Você na mente, este você como você se pensa, é realmente um você inexistente a não ser no pensamento, todo feito da sua riquíssima imaginação. E todos em sua volta criam uma nova verão personalizada de você. Como você pode confiar em algo que não existe? Aí você dá uma gargalhada e vive este momento sendo o momento, apenas o momento. O que quer que aconteça deixa acontecer. Quem é você? O ponto é: você não é uma ideia, porque uma ideia é vista por você. Você vem antes de uma ideia. Quem vem antes de uma ideia? Verifique por si mesmo e verá que aquilo que vem antes de qualquer ideia só pode ser você.
Sambodh Naseeb

domingo, 26 de março de 2017

O ÚLTIMO ENSINAMENTO




- O que te traz aqui?
- Gostaria de ouvir algo de você que pudesse me chacoalhar um pouco.
- Como assim? 
- O que você ensina?
- Não há ensinamento.
- Eu sei que há. Você mente.
- Tudo que parece ser um ensinamento são apenas preliminares. O último ensinamento não é uma experiência. Não dualidade não é uma experiência. Se você procura uma experiência, procura entretenimento na mente, no reforço da mente. Mas se você procura o eu, encontre o não eu. E se procuras ensinamentos, repouse em silêncio.


Sambodh Naseeb

sábado, 25 de março de 2017

AGRADOS




Se você está sempre agradecido,
ninguém "precisa" te agradar.
Sentir-se agradado, 
é desfrutar e perceber os agrados do Agora.

Sambodh Naseeb

QUEM ESTÁ DENTRO?





Observe que a mente imagina estar escolhendo.
O observador, o que você é, consciência, é que observa as escolhas.
É por isso que se diz, em não dualidade, que "você" não escolhe.
Você, como Vacuidade, não escolhe.
e "você, no relativo, não existe independente da consciência.
Escolhas tem de acontecer através do mecanismo corpomente.
Observe as escolhas acontecendo.
Observe que escolhas são feitas, espontaneamente.
Observe o personagem-você.
Observe este que faz, que conta histórias, que julga, que é capaz de muitas coisas.
Lembre-se de que tudo que você pensa é o personagem pensando.
Você é a natureza livre que se identificou com o personagem.
Você apenas não sabe que é livre.
Muito tempo treinando de um jeito nós esquecemos.
Treinamos de um jeito pobre.
O sagrado virou palavra morta.
Reconhecer o espaço consciente que observa o personagem-você é a essência da meditação.
Você observado é interdependente com toda a experiência.
Você que observa é independente de toda experiência.

Sua mente observando e julgando é parte do objeto observado.
Eles são Um.
Desapego é simplesmente ver que o eu separado do mundo é uma farsa.
Entre no próprio nada.
Não existe VOCÊ separado da experiência.
E aquilo que observa a experiência, quem é? O que é?

Observe bem fundo ISTO.
Meditação é viver por ISTO.
E ver que este nada, ISTO, tem dentro o infinito sagrado do amor.
O desaparecimento da hipnose egóica.
Daquela mente com medo da vida.
MEDO É MENTE. MENTE É MEDO.
Daquela mente que se vê escolhedora de sua vida.

Mas algo acontece com alguns.
O jogo místico acontece.
Ele não é buscado, simplesmente é jogado em você.
Não há escolha.
 É o aparecimento singular e impermanente de uma vida humana,
 que convida este jogo de esconde-esconde da consciência,
a ser descoberto enquanto jogo cósmico, dança de shiva,
satchitananda, despertar.

Quem é você?
Quem está dentro? 



Sambodh Naseeb

TUDO O MAIS É PERFUME


Há uma natureza livre que passeia por confusões e identidades. 
Quem é você aponta para esta natureza básica.
Aprender a reconhecer a natureza básica é básico.
Tudo o mais é perfume.

Sambodh Naseeb

sexta-feira, 24 de março de 2017

TUDO É UM




Quando dizemos "ninguém é superior ou inferior" nós temos de estar olhando para algo que transcende a forma. Ao olharmos para a forma, haverá uma correspondência dessa forma na mente em pensamento. Exemplo: ao dizermos que não há nada para reencarnar, do mesmo jeito, teremos de olhar além da forma, porque na forma tudo reencarna, no sentido de que nenhuma energia desaparece, apenas se transforma. Meditação é uma visão de Amor “além” da forma. Um jeito de olhar inocentemente, amorosamente, docemente. A graça que vem disso é um apaziguamento que dá paz à forma (corpo/mente), beleza à forma, e nutre-a com o alimento do amor. Por quê? Porque, enfim, a forma não está separada da não-forma. 
Tudo é Um. 

Sambodh Naseeb

quinta-feira, 23 de março de 2017

QUEM É VOCÊ?





Quem é você?
Uma presença ou uma pessoa?

Sambodh Naseeb

DIVINO AGORA




Observe e veja que toda a experiência é observada pela consciência.
Este pensar acontece a você, mas não COM você.
Este sentir acontece a você, mas não COM você.

Sambodh Naseeb


TAMANHO



Se você é apenas este corpo, 
você se reconhece como muito pequeno.

Sambodh Naseeb

terça-feira, 21 de março de 2017

sexta-feira, 17 de março de 2017

ILHA


NO MEIO DO FOGO





Quando não há desejo por algo mais, nenhuma ânsia para saber do próximo momento, aí começa a nascer meditação, aí é onde dança a harmonia.
E quando digo "desejo", quero dizer compulsividade pelo que virá, diante do vazio sentido agora.
Quando é possível aceitar as mudanças e a impermanência,
então não há nenhum desejo por permanência.
Aí, o que acontece?
O que acontece se você não buscar felicidade?
O que acontece se você não buscar nada?


Se você observar bem, verá que o desejo representa a mente, o sempre-longe.
E quando você consegue o objeto do seu desejo,
seu carro, sua mulher, seus bens,
quando você os têm, finalmente,
eles deixam de ser objeto de desejo,
para dar lugar a outros desejos.
O desejo sempre está focado no futuro.

Quem deseja? Observe a voz de quem deseja.
É você que deseja?
Ou é o desejo que deseja?
Descubra quem é você, e depois viva isto!

Se é o desejo que deseja, quem é você?
Se você nota que tem desejo, este desejo é seu, logo você não pode ser o desejo.
O que é você quando você não deseja ou lembra de alguma coisa?
O que permanece?
Namore isso com total amor.

Isto é honrar o que você é de verdade.
Aquilo que sempre está presente em qualquer estado mental.
A paz sempre está presente em todo estado mental.
Isto é uma grande descoberta!
Vá pra dentro de descubra.
Em silêncio.
E fique em paz
no meio do fogo.

Sambodh Naseeb

segunda-feira, 13 de março de 2017

DIRETO CORAÇÃO


PERDÃO


AMOR


VIDA VIVIDA


A VISÃO DA UNIDADE





A essência da Visão da Unidade ou ensinamento não dualista perpassa todas as grandes tradições espirituais da humanidade, conversando intimamente, nos tempos atuais, com os novos estudos da física quântica e da ciência da consciência, iniciada pelos físicos Max Planck, Einstein, Niels Bohr, Erwin Schrodinger, Heisenberg, Wolfgang Pauli, e outros.
Esta é uma das chaves douradas nos ensinamentos dos grandes sábios. A base dessa visão foi sempre reconhecida por místicos de inúmeras vertentes espirituais: na visão indiana do Advaita Vedanta de Shankara; em Plotino no Misticismo Cristão; na Kabalahh judaica; no Budismo indiano e tibetano e japonês; no Taoísmo chinês com os sábios Lieh Tzu, Chuang Tzu e Lao Tzu... Há paralelos aproximados na filosofia ocidental, em Sócrates, Plotino, Pythagoras, Heráclito, Plotino, Leibniz, Espinoza, David Hume, Ludwig Wittgenstein, Richard Rorty. Mas, com certeza, foram os orientais que sempre criaram um corpo detalhado de ensinamentos, que harmonizam as leis da manifestação.

Sambodh Naseeb


terça-feira, 7 de março de 2017

A VIDA DE MOOJI



Em 1987, um encontro casual com um devoto Cristão seria o evento que mudaria a vida de Mooji, levando-o, através da oração, à experiência direta do Divino em seu interior. Em um curto período ele experimentou uma mudança radical tão profunda na consciência que, externamente, ele parecia – aos muitos que o conheciam – uma pessoa completamente diferente.
Com o despertar de sua consciência espiritual, começou uma profunda transformação interna que se desenrolou na forma de muitas experiências milagrosas e “insights” místicos.
Ele sentiu um vento forte de mudanças soprando através de sua vida que trouxe com ele uma profunda urgência de entregar-se completamente à vontade divina. Pouco tempo depois ele parou de ensinar, deixou sua casa e deu início a uma vida de quieta simplicidade e entrega à vontade de Deus conforme esta se manifestava espontaneamente dentro dele. Uma imensa paz adentrou seu ser e nunca mais o deixou.
Pelos seis anos seguintes, Mooji flutuou em um estado de meditação espontânea esquecido do mundo exterior formal que ele conhecia. Durante esses anos, ele viveu praticamente sem nenhum centavo, mas estava constantemente absorvido na alegria interior, contentamento e meditação natural.
A graça manifestou-se na forma de sua irmã Julienne, que carinhosamente acolheu Mooji em sua casa e proporcionou-lhe o tempo e o espaço que ele tanto precisava para florescer a espiritualidade, sem as pressões e demandas da vida externa. Mooji refere-se a este período de sua vida como os seus “anos selvagens”, e de maneira tocante fala do sentimento profundo de estar “sentado no Colo de Deus”.
Em muitos aspectos estes foram tempos nada fáceis para Mooji, no entanto, não há traço algum de remorso ou arrependimento em sua voz quando ele narra tais eventos. Pelo contrário, ele fala dessa fase de sua vida como sendo ricamente abençoada e abundante em graça, confiança e devoção amorosa.
No final de 1993 Mooji viajou para a Índia. Ele desejava visitar Dakshineswar em Calcutá, onde Sri Ramakrishna (o grande Santo Bengali) havia vivido e ensinado. As palavras e a vida de Ramakrishna foram uma fonte de inspiração e encorajamento para Mooji nos primeiros anos de seu desenvolvimento espiritual.
Ele amava profundamente o Santo; porém, não era seu destino ir à Calcutá. Enquanto estava em Rishikesh, um lugar sagrado ao pé dos Himalayas, teve um outro encontro pré-destinado; desta vez com três devotos do grande Mestre Advaita Sri Harilal Poonja, conhecido por seus muitos devotos como Papaji.
O convite insistente dos devotos para que Mooji viajasse com eles a fim de encontrar o Mestre causou-lhe uma profunda impressão. Ainda sim ele protelou a visita por duas semanas, escolhendo primeiro visitar Varanasi, a cidade sagrada.
No final de Novembro de 1993 Mooji viajou para Indira Nagar em Lucknow para encontrar Papaji.
Esta veio a ser uma experiência auspiciosa e profundamente significante em sua jornada espiritual.
Para ele esse encontro foi sua boa sorte; ele havia encontrado um Buda vivo, um Mestre plenamente iluminado. Gradualmente ele reconheceu que Papaji era seu Guru. Mooji ficou com Papaji por vários meses.
Durante um satsang, Papaji lhe disse: “Se você deseja ser um com a verdade, ‘você’ deve desaparecer completamente.”
Ao ouvir isso, muita raiva surgiu em sua mente, que estava cheia de julgamento e resistência ao Papaji. Ele decidiu sair da presença do mestre para sempre; contudo, mais tarde naquele dia uma imensa nuvem negra de ódio e rebeldia repentinamente elevou-se, deixando sua mente num estado tão intenso de paz, vazio e amor ao mestre, que ele sabia que não poderia ir embora. Pela graça de Papaji, sua mente foi empurrada de volta para dentro do vazio da fonte.
Em 1994 ele viajou para o Sri Ramanasramam em Tiruvannamalai com as benções de seu Mestre. Este é o ashram ao pé de Arunachala, “A Montanha de Fogo”, onde Sri Ramana Maharshi – o “Sábio de Arunachala” e Guru de Papaji – tinha vivido e ensinado. Mooji sentiu-se em casa e muito feliz em Tiruvannamalai. Ele permaneceu lá por quase três meses antes de voltar a se sentar aos pés de Papaji uma vez mais.
Uma semana após seu retorno a Lucknow ele recebeu de Londres a notícia de que seu filho mais velho havia morrido repentinamente de pneumonia. Mooji voltou para Londres. A beatitude dos anos anteriores abriu caminho para um profundo vazio e silêncio interior, concedidos pela Graça e Presença de Papaji.
Mooji visitou Papaji novamente em 1997. Este seria o último encontro com seu Bem-Amado Mestre, que havia adoecido e se tornado frágil em seus movimentos, mas cuja luz interior e presença se mantiveram inalteradas. Um mês depois de retornar a Londres, Mooji recebeu a notícia que o Mestre havia falecido.
Sobre isso Mooji declara: “Aquele princípio que se manifesta como o Mestre está sempre AQUI AGORA. O verdadeiro Mestre nunca morre, é o senhor que morre. O verdadeiro Mestre, esse Sadguru dentro, somente Ele é o Real”.
Desde 1999 Mooji tem compartilhado em Brixton, onde mora, satsangs na forma de encontros espontâneos, retiros e encontros individuais com os muitos buscadores que o visitam, vindos de todas as partes do mundo em busca da experiência da verdade. Poucos dentre os professores modernos da tradição Advaita expõem o “conhecimento do Ser Real” e o método da autoinquirição com tão brilhante clareza, amor e autoridade.
Há uma energia que irradia da presença do Mooji, um tipo de intimidade impessoal, plena de amor, alegria e uma curiosa mistura de diversão e autoridade. Seu estilo é direto, claro, compassivo e muitas vezes cheio de humor. Tão severo é seu escrutínio e tão firme seu ponto de vista que o conceito “eu” não escapa de ser desmascarado como sendo uma construção mental, quando visto a partir da consciência sem forma que nós somos.
Mooji também viaja regularmente para a Irlanda, Espanha, Itália, Alemanha, Brasil, América do Norte e Índia – lugares em que conduz retiros intensivos. Ele está sempre aberto aos buscadores sinceros da verdade, seja quais foram suas experiências prévias.
Fonte: Muito Além das Palavras e Sentidos - Blog

TESTEMUNHO



Testemunhar é a natureza do silêncio neste momento.

Sambodh Naseeb