quinta-feira, 28 de julho de 2011

DEUS É MISTÉRIO


Nós aprendemos que Deus está distante, em algum lugar, depois da morte, julgando nossos atos bons e maus. Que infantilidade! Nós simplesmente criamos um Deus humano com apegos e aversões, e então vivemos com medo de nós mesmos. Criamos um Deus a partir de nossas neuroses. É por isso que Niesztche disse: “Deus está morto”. É claro que ele estava se referindo ao Deus criado pelo homem, fabricado pela mente humana e sua sede de poder e controle. Sim, temos de enterrar aquele Deus castigador, aquele Deus vingativo ao qual temos de temer. Este Deus não pode ser o Deus real, porque o Deus real não pode ser entendido pelo pensamento. O Deus real é Amor. Pelo pensamento apenas coisas mundanas e culturais podem ser entendidas. Deus não precisa ser entendido, apenas vivido. Você não precisa entender o amor, não precisa escrever tratados sobre o amor. Você tem de viver o amor. Deus é o mistério da sua natureza. Ele não está distante de você, porque em última instância, ele é a única coisa que existe. Os universos vêm e vão, os corpos vêm e vão, a mente vêm e vai, mas aquilo que deu origem a tudo isso permanece. Meu corpo, pensamentos e sentimentos estão sempre mudando. Mas há algo que posso verificar agora que não está mudando e nunca mudará: esse algo é Consciência Pura, ou o Eterno em mim. Reconhecer isto é estar em paz.

SAMBODH NASEEB

FOCAR NA LUZ


Se escuridão é falta de luz, o que você precisa? Simplesmente aprender uma coisa muito bela e muito simples: aprender a focar o Eterno, exatamente no momento presente, exatamente aqui.
Aprender a focar a fonte da luz é o que mestres e professores espirituais tem chamado de meditação. E esta luz está disponível onde Deus está. Onde Deus estaria senão aqui-agora o tempo inteiro? Mas, então, porque nos sentimos tão separados de Deus e da vida? Porque todos os conceitos de Deus que nós aprendemos na sociedade nos fizeram separar-se Dele, e não aproximar-se Dele.

SAMBODH NASEEB

O UNIVERSO É UMA DANÇA


Sim, o universo é uma dança. E nós somos os dançarinos que participam deste evento mágico. A dança e os dançarinos existem juntos. Como haverá dança sem o dançarino? E como haverá dançarino sem dança? Deus e a criação existem juntos, sempre existiram, e sempre existirão. Universos aparecem, universos desaparecem. Mas Aquilo que deu origem, a fonte de energia principal que deu início ao aparecimento simplesmente não desaparece, porque é Eterna, está fora do tempo, está fora do espaço. Apenas Isto existe independentemente de qualquer coisa. Deus Pai existe além de tudo. Deus Filho é a criação. A criação é passageira. Deus Pai é Eterno.

SAMBODH NASEEB

terça-feira, 26 de julho de 2011

BEM AVENTURANÇA




Observar é um processo passivo, nada há a fazer; não é um fazer, é um tipo de não-fazer. Essa é uma meditação budista - muito boa, mas incompleta. Dessa maneira, os budistas ficaram muito inclinados para um lado só. Eles se tornaram muito quietos e serenos, mas perderam algo, aquilo a que chamo de bem-aventurança.
O budismo é uma das abordagens mais belas, mas é incompleta. Algo está faltando. Ele não tem misticismo em si, nenhuma poesia, nenhum romance; ele é praticamente só matemática, uma geometria da alma, mas não uma poesia da alma. E, a menos que você possa dançar, nunca se satisfaça. Seja silencioso, mas use o seu silêncio como uma abordagem para a bem-aventurança.
Faça algumas meditações dançantes, cantantes, com música, para que, ao mesmo tempo, sua capacidade de desfrutar e de ser feliz também aumente.

Osho, A Rose Is a Rose Is a Rose, # 23

sábado, 16 de julho de 2011

O QUE É ADVAITA VEDANTA?


O advaita vedanta foi uma transmissão realizada há alguns séculos atrás com base nos vedas. Advaita significa não-dualidade e o vedanta é a conclusão dos vedas.

Trata-se de uma doutrina que conclui que a essência do vendanta é a não dualidade e que a única realidade é o absoluto, é Brahma. Todo o mundo criado é uma superposição feita ao real, criada por maya, a ilusão. Portanto a prática consiste em negar essa superposição considerando-a como ilusão e meditando sobre o real que é a suprema consciência. Você focaliza toda a sua atenção naquilo que é e quando o que não é surge na sua mente você desconsidera e trata como ilusão.

Existe uma sentença no vedanta que é bastante didática: A pessoa olha para uma corda e devido à falta de luz porque já é noite, ela enxerga uma cobra e passa a ter medo. E uma série de construções mentais e emocionais é criada a partir da idéia de haver uma cobra. Mas, a cobra não existe, o que existe é uma corda. A prática do adwaita nos leva a desconstruir esse mundo criado pela imaginação. A cobra é uma imaginação. Então, você deve meditar sobre o real e quando as idéias ou a imaginação surgirem na sua mente você diz “isso não” e foca no real. Quem sou eu? Você foca na realidade de quem é você.

PREM BABA

O QUE É VITAL


Eu digo que, para a entidade humana em evolução nesse planeta, talvez o elemento mais valioso seja o tempo porque, para se realizar em Deus, você precisa de um sistema nervoso; precisa estar num corpo e esse corpo é como uma bolha de sabão. Ele dura um instante. Então, não desperdice o seu tempo. Foque a sua atenção naquilo que é vital, evite distrair-se. A mente está sedenta de alimento. A mente quer conhecer e é isso que alimenta o estado de sono. Quando a graça divina lhe toca, não importa o que você sabe, você experiência o Um. Não importa se você é analfabeto ou uma pessoa cheia de conhecimento; se é rico ou pobre. O sol ilumina a todos por igual. O que vale é a sua disposição em receber a luz do sol. Se você fica escondido num quarto escuro, não recebe a luz do sol, mas se vai para fora, você recebe a luz e é iluminado. Não importa se você sabe ou não sabe. Não importa se você tem ou se não tem. Tudo isso é parte do jogo karmico. Eu não estou dizendo para você negar o seu jogo karmico. Mas, você precisa, nessa altura da sua jornada, saber o que é prioridade, o que é vital. Vital é você realmente seguir as instruções. Esse é o desafio do ego humano. Por isso que a travessia pode ser considerada um trânsito do medo para a confiança.

PREM BABA

UM QUESTIONAMENTO


Só existem duas maneiras de viver:
Uma delas é pelo coração.
A outra é pela mente.
O coração busca o amor, a verdade.
A mente busca informações, certezas.

Você quer ser feliz ou quer ter razão?


NASEEB

sexta-feira, 15 de julho de 2011

RAIVA


Persistir na raiva é como apanhar um pedaço de carvão quente com a intenção de o atirar em alguém. É sempre quem levanta a pedra que se queima.

Buda

EXPERIÊNCIA VIVA


Não acredite em algo simplesmente porque ouviu. Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito. Não acredite em algo simplesmente porque esta escrito em seus livros religiosos. Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade. Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração. Mas depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda com a razão, e que conduz ao bem e beneficio de todos, aceite-o e viva-o.

Buda

terça-feira, 12 de julho de 2011

O DESAPARECIMENTO DO UNIVERSO



GARY: Então, o não-dualismo é como o antigo ensinamento de que você vive como se estivesse nesse mundo, mas sua atitude é a de que dos dois mundos aparentes, o mundo da verdade e o mundo da ilusão, apenas um é verdadeiro e nada mais o é?

ARTEN: Sim, um aluno encantador. Mesmo então, as pessoas cometem o erro de pensar que a ilusão foi feita pela verdade. Então, elas ainda cometem o erro de tentar trazer legitimidade à ilusão, ao invés de desistir dela. Você não pode esperar romper o ciclo de nascimento e morte enquanto mantiver essa confusão. A mente inconsciente vai a tal ponto para evitar Deus, que você ou vai ignorá-Lo, ou ainda mais provável, vai tentar devolver o não-dualismo para o dualismo. Um exemplo extraordinário disso é o que aconteceu a um dos grandes ensinamentos da filosofia indiana chamado Vedanta.
O Vedanta é um documento espiritual não-dualista que ensina que a verdade de Brahman é tudo o que existe, e qualquer outra coisa é ilusão – falsa, nada, nulidade – ponto final. O Vedanta foi sabiamente interpretado por Shanka como Advaita ou não-dualístico. Muito bom, certo? Bem, não para novecentos e noventa e nove pessoas em mil. Existem muitas outras interpretações maiores, mais populares e falsas do Vedanta que representam tentativas de destruir sua metafísica não-dualística e transformá-la no que não é, incluindo o esforço da Madva pra pegar o não-dualismo não qualificado e transformá-lo em dualismo não qualificado.
É aqui que vemos um paralelo espantoso entre o que aconteceu no hinduismo e o que aconteceu aos ensinamentos de J. J ensinou o puro não-dualismo, interpretado pelo mundo como dualismo. O Vedanta era não-dualismo, interpretado pelo mundo com dualismo. Hoje em dia, você tem duas religiões enormes que são controladas por uma maioridade reacionária, ambas competindo pelos corações e pelas mentes de um mundo que não está lá – uma religião é o símbolo de um império baseado no dinheiro, e a outra é um símbolo de um governo que possivelmente poderia se engajar em uma guerra nuclear com seus vizinhos próximos muçulmanos igualmente reacionários.






GARY RENARD - O Desaparecimento do Universo p.31

domingo, 10 de julho de 2011

A GRANDE LIBERDADE


Em primeiro lugar, podemos dizer que existem, basicamente,
duas abordagens quanto ao uso da mente humana. Na primeira
abordagem, o foco da atividade mental é colocado no seu conteúdo.
Outro termo para “conteúdo” é “pontos de vista”. Um ponto de vista é qualquer coisa que ocorre na mente. Pode ser um pensamento, uma emoção, sensação ou intuição, e isto pode estar relacionado com
eventos internos ou externos. Um ponto de vista é qualquer coisa que
possa ser vista, sentida, pensada, atuada, intuída ou experienciada de qualquer outra maneira. A consciência, ou está envolvida em pontos de vista, ou está naturalmente tranquila. Quando está envolvida em pontos de vista, esquecemo-nos de como relaxar naturalmente como consciência.
Na segunda abordagem quanto ao uso da mente, o foco é colocado numa simples mudança: relaxar a mente, ao invés de focá-la em pontos de vista. Nesta abordagem, todos os pontos de vista são
percebidos como manifestações da consciência, que é a base da
mente. Se você está se perguntando o que é a consciência,
simplesmente pare de pensar por um momento. Aquela ausência de
pensamento é o que é a consciência! É como o céu azul! Você ainda
está alerta, ciente, consciente, mesmo que não haja pensamento.
Contudo, havendo muitos pensamentos ou nenhum pensamento, a
consciência é necessária para estar ciente de ambos. Nada poderia ser conhecido sem a consciência. Não há sequer um ser humano em
nenhum lugar da terra que pode dizer, “eu não estou consciente!”

GREAT FREEEDOM

sábado, 9 de julho de 2011

SUPREMA BÊNÇÃO


O amor é a unidade em ação. Quando eu e o outro somos um, toda a separação aparente não mais nos afeta do mesmo jeito. Então nós sabemos claramente que os sentidos e a mente são aparências. Mas a diferença é que eu não acredito mais nas aparências. As aparências são expressões passageiras aparecendo naquilo que eu sou: consciência sagrada, divina e inominável.
Esta é a Suprema Bênção. A Suprema Compreensão.
Por isso os chamamos de Ensinamentos Sagrados. Eles começam na mente, mas se forem meditados, refletidos, estudados e amados, mudam a sua vida para sempre, abrindo os olhos e o coração para tudo que há de mais belo que existe.

NASEEB

O ENSINAMENTO DA UNIDADE


Este ensinamento é a unidade de todas as coisas. Quando vemos a unidade, o outro é o mesmo que nós somos. Nós respeitamos o outro porque respeitamos a nós mesmos. Nós cuidamos do planeta porque o planeta não está separado de nós. Com esta compreensão, não há como fazer o mal e não ver que estamos fazendo para nós mesmos. Nós não podemos mais nos ver como vítimas do mundo ou de Deus. E também não há como fazer o bem sem percebermos que o amor que damos é exatamente o amor que recebemos. Esta é a beleza da unidade. Por isso, é um ensinamento precioso e divino. Sim, ele pode começar no intelecto. Mas se for compreendido profundamente, atinge o coração e liberta a mente.

NASEEB

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A CONDIÇÃO HUMANA


“A primeira condição necessária para obter autoconhecimento é tornar-se profundamente consciente da ignorância; sentir com cada fibra do coração que somos incessantemente iludidos. O segundo requisito é uma convicção ainda mais profunda de que tal conhecimento – um conhecimento intuitivo e seguro – pode ser obtido por esforço próprio. A terceira condição, a mais importante, é uma determinação indômita de obter e enfrentar aquele conhecimento.” Quase todo o potencial da mente humana ainda está por ser desenvolvido. A ciência reconhece que usamos uma parcela muito pequena do cérebro. O problema não é, pois, que sejamos um tanto limitados mentalmente. O lamentável é que, sendo limitados, nos consideramos extremamente espertos. O filósofo Sócrates, escolhido como o homem mais sábio da Grécia, explicou:“Eu e os homens notáveis de Atenas nada sabemos, e a única diferença entre eu e eles é que eu, nada sabendo, sei que nada sei, enquanto que eles, nada sabendo, pensam que sabem muito”.
Seguindo na mesma linha de raciocínio, o pensador espanhol Balthazar Gracián constatou: “O maior tolo é aquele que acha que não é, e que só os outros são. Para ser sábio não basta parecer sábio, nem, muito menos, parecer sábio a si próprio. (....) Embora o mundo esteja cheio de tolos, ninguém se julga um deles, nem receia ser um.” [5]

CARLOS AVELINE

segunda-feira, 4 de julho de 2011

MENTE VAZIA


Alguns dizem que é preciso esvaziar a mente. Eu pergunto: como esvaziar o que já está vazio?
Há uma história Zen muito interessante. Certo dia um jovem aspirante pediu ao Mestre Zen que aquietasse sua mente. O Mestre disse:
—“Traga sua mente aqui, entregue-a a mim e eu a aquietarei.”
O jovem saiu procurando pela mente. Onde estaria? Seria pensamentos, memórias? Seria silëncios e quietude? Seria sonhos e pesadelos? Seria feita de palavras, conceitos? Seria apenas a massa encefálica, a matéria? O jovem pensava e não pensava. Cada vez que acreditava ter apanhado a mente, percebia que ela fugia, que já estava em outro pensamento, em outra idéia. Que o próprio conceito se desfazia. Cansado, voltou a procurar o Mestre e disse:
—“Senhor, é impossível apanhar a mente.”
O Mestre disse com alegria:
—“Pois então, já está aquietada.”

MONJA COEN

MESTRE DOSHIN


“Todos os ensinamentos de Buda estão centrados na Mente, de onde incomensuráveis tesouros surgem. Todas as faculdades sobrenaturais e suas transformações reveladas na disciplina, meditação e sabedoria são suficientemente contidas em sua própria mente e nunca saem dela. Todos os obstáculos em obter-se bodhi surgem das paixões que geram carma e são originalmente não-existentes. Cada causa e cada efeito é apenas um sonho. Não há mundo triplo a abandonar nem nada a ser procurado. A realidade interna e a aparência externa do ser humano e das mil coisas são idênticas. O Grande Caminho é ilimitado e transcende a forma. Livre de pensamento e de ansiedade. Agora você entendeu o ensinamento de Buda. Não há nada faltando em você e você não é diferente de Buda. Não há outra maneira de obter o estado de Buda além de permitir sua mente ser livre em si mesma. Não contemple nem tente purificar sua mente. Deixe que não haja apego nem aversão, ansiedade nem medo. Esteja completamente aberta e absolutamente livre de todas as condições. Esteja livre para ir em qualquer direção que queira. Não aja para fazer o bem, nem procure o mal. Quer ande ou fique, sente ou deite, e seja o que for que aconteça a você, tudo são as maravilhosas atividades do Grande Iluminado. Tudo é alegria, livre de ansiedade – isto é chamado Buda.”

DOSHIN

domingo, 3 de julho de 2011

AMOR MAIOR


Como os peixes no oceano, estamos imersos nesta substância de Amor. O Amor Maior toca sutilmente as pequenas coisas da vida como cozinhar, dar uma caminhada no sol, fazer amor com sua amada ou amado, criar novos projetos para embelezar o mundo. O Amor maior derrama-se numa canção, num novo poema, na peça encenada, na conversa de botequim, nos amigos que se encontram, nas risadas que despertam, na oração, no silêncio. O Amor Maior vive no tom e no compasso de cada passo tomado com graça...

SAMBODH NASEEB

OPORTUNIDADES

O Amor Maior é o sentido mais profundo de nós mesmos. Quando vemos isto como um despertar para consciência pura do presente, este sentimento de pureza se estende a tudo que experienciamos. Ou seja, quando acordamos para esta mensagem de amor de que tudo está aqui/agora em perfeição e absoluta paz, o mundo é visto como uma oportunidade de celebração e expressão criativa. O Amor Maior é a natureza do que somos. Ele não vem de algum lugar. Ele nasce da fonte da consciência que eu e você somos aqui/agora além de todos os pensamentos.

SAMBODH NASEEB

O GUIA INTERIOR

Você lembra do que os cristãos falam a respeito do Espírito Santo? Simbolicamente poderíamos dizer que o Espírito Santo é a voz da consciência que mantém-nos em contato com a origem da vida como amor. A sabedoria do coração é o guia interior que permite com que estejamos de olhos abertos para aprender a acordar para a vida em todas as possibilidades que nos chegam. O guia abre a mente para o Plano Maior onde o amor é a Pura Essência da Vida. O ensinamento é a abertura deste guia interior que expande a visão pequena e limitada do ego.

SAMBODH NASEEB