quarta-feira, 28 de setembro de 2011

What the Bleep Do We Know? filme: Quem Somos Nós?



Crítica de Ken Wilber ao filme






(Excerto do livro Integral Spirituality)


O surpreendente sucesso desse filme independente mostra simplesmente como as pessoas estão necessitadas de algum tipo de validação para uma visão-de-mundo mais espiritual e mística. Mas os problemas com ele são tão grandes, a ponto de ser difícil saber por onde começar. What the Bleep foi montado a partir de uma série de entrevistas com físicos e místicos, todos fazendo afirmações ontológicas sobre a natureza da realidade e sobre o fato que – sim, adivinhe – “você cria sua própria realidade”. Mas você não cria sua própria realidade; quem faz isto são os psicóticos. Há no mínimo seis importantes escolas de física moderna e nenhuma delas concorda com as afirmações genéricas e radicais apresentadas no filme. Nenhuma escola de física acredita que um ser humano possa colapsar a equação da onda de Schroedinger em 100% dos átomos de um objeto de modo a “trazê-lo” para a existência. A física é simplesmente terrível nesse filme, e o misticismo não fica atrás, sendo aquele de uma pessoa (“Ramtha”) que afirma ser um guerreiro de trinta e cinco mil anos de idade proveniente da Atlântida. Nenhum dos entrevistados é identificado enquanto fala, pois o filme deseja passar a impressão de que todos são cientistas muito conhecidos e respeitados. O resultado líquido é um misticismo new age (do tipo “seu ego está encarregado de tudo”) com uma física deplorável (tudo numa forma de mingau Paradigma-415; mesmo SE uma mente humana fosse necessária para “trazer” para a existência um objeto – e até David Bohm discorda dessa idéia fosfórica! – mas mesmo se, o ponto seria que essa Grande Mente estaria “trazendo” para a existência TODA a manifestação momento a momento – não apenas trazendo seletivamente para a existência uma coisa em vez de outra, tal como um carro novo, um emprego ou uma promoção – que é exatamente o que o filme afirma; novamente, isso é filosofia do sujeito sob o efeito de esteróides, também conhecida como boomerite).

Física ruim e misticismo fosfórico: as pessoas estão famintas desse tipo de coisa; Deus as abençoe. Entre o modernismo (e o materialismo científico) e o pós-modernismo (e a negação da profundidade), não sobra nada para alimentar a alma; assim, What the Bleep teria de ser recebido com um reconhecimento febril. Desculpe-me por ser tão severo com ele, já que, sem dúvida, as intenções são decentes; mas é exatamente esse tipo de bobagem que gera uma inacreditável má fama para o misticismo e a espiritualidade entre os cientistas reais, todos pós-modernistas, e entre as pessoas que conseguem ler sem mover os lábios.


Tradução de Ari Raynsford (www.ariray.com.br) em novembro de 2006

terça-feira, 27 de setembro de 2011

UNICIDADE


Também não vamos esquecer que "amor" é uma expressão de separatividade, porque se espera que você ame os "outros". Na unicidade não amamos os outros - nós somos os outros; e nossa relação fenomenal com "eles" é não-objetiva, direta, espontânea e imediata.

Ramesh Balsekar

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O UNIVERSO É UMA DANÇA



Sim, o universo é uma dança. E nós os dançarinos que participam deste evento mágico. A dança e o dançarino existem juntos. Como haverá dança sem o dançarino? E como haverá dançarino sem dança? A Fonte e a criação existem juntos, sempre existiram, e sempre existirão. Universos aparecem, universos desaparecem. Mas a Fonte de energia principal que deu início ao aparecimento não desaparece, porque é Eterna, está fora do tempo, e fora do espaço. Apenas ISTO existe independentemente de qualquer coisa. Alguns sábios místicos como Shankara ou Ramana chamam ISTO de Consciência. Aquilo que é Eterno.

Naseeb

SILÊNCIO & SENSIBILIDADE


Quando você se torna mais sensível, a vida se torna maior. Ela não é um pequeno poço, ela se torna oceânica. Ela não está confinada a você, sua esposa e seus filhos - ela não é confinada de jeito algum. Toda essa existência se torna a sua família e a não ser que toda essa existência seja a sua família, você não conheceu o que é a vida. - porque homem algum é uma ilha, nós estamos todos conectados. Nós somos um vasto continente, unidos de mil maneiras. E se o nosso coração não está cheio de amor pelo todo, na mesma proporção a nossa vida é diminuída.
A meditação lhe traz sensibilidade, uma grande sensação de pertencer ao mundo. Este é o nosso mundo - as estrelas são nossas e nós não somos estrangeiros aqui. Nós pertencemos intrinsecamente à existência. Nós somos parte dela, nós somos o coração dela.
Em segundo lugar, a meditação irá lhe trazer um grande silêncio - porque todo o lixo do conhecimento foi embora, pensamentos que são partes do conhecimento foram embora também... Um imenso silêncio e você é surpreendido - esse silêncio é a única música que existe. Toda música é um esforço para manifestar esse silêncio de algum modo.
Os videntes do antigo oriente foram muito enfáticos a respeito da questão de que todas as grandes artes - música, poesia, dança, pintura, escultura - são todas nascidas da meditação. Elas são um esforço para, de algum modo, trazer o incompreensível para o mundo do conhecimento, para aqueles que não estão prontos para a peregrinação - presentes para aqueles que ainda não estão prontos para partirem na peregrinação. Talvez uma canção possa despertar um desejo de ir em busca da fonte, talvez uma estátua.

OSHO

ILUMINAÇÃO


Em verdade não é possível se tornar iluminado assim como você coloca, pois não há ninguém por assim dizer para se tornar iluminado em primeiro lugar. O firme reconhecimento, ou a realização de que não existe em realidade um 'alguém' para alcançar a iluminação, e que nunca em tempo nenhum poderá haver tal entidade, seja agora ou no futuro, para alcançar tal estado, é o que vem a ser a Iluminação.Esta é a verdade derradeira.
Você pergunta: ' Se já alguém, por vir a Satsang, se tornou desperto.' Isto já foi respondido na minha resposta prévia mas vou ainda adicionar que o que tém havido e continua a se dar é um constante reconhecimento do fato que a identidade-ego é um mito, um personagem fictício. Esta, por assim dizer, individualidade, é uma expressão da pura Consciência/Ser e não o fato ou a definição do Ser. Este Ser permanence por detrás como a testemunha ou a observação dos fenômenos surgindo espontaneamente na consciência. Este Ser verdadeiro é somente a sem-forma e sem-nome presença que surge e brilha como paz, alegria e felicidade sentidos como contentamento amoroso. Quando este reconhecimento ocorre dentro de cada indivíduo, ou expressão da consciência conhecido como 'pessoa', este estado é chamado de 'despertar' ou 'iluminação'.

MOOJI

MORALIDADE


Moralidade significa simplesmente que você deve se ajustar à sociedade. Se a sociedade estiver em guerra, a moralidade muda. Se a sociedade estiver em paz, existe uma moralidade diferente. A moralidade é uma política social. É diplomacia. E toda criança deve ser educada de tal forma que ela se ajuste à sociedade; e isso é tudo, porque a sociedade está interessada em membros eficientes. A sociedade não está interessada no fato de que você deveria chegar ao auto-conhecimento.
A sociedade cria um ego porque o ego pode ser controlado e manipulado. O eu nunca pode ser controlado e manipulado. Nunca se ouviu dizer que a sociedade estivesse controlando o eu - não é possível.
E a criança necessita de um centro; a criança está absolutamente inconsciente de seu próprio centro. A sociedade lhe dá um centro e a criança pouco a pouco fica convencida de que esse é o seu centro, o ego dado pela sociedade.

OSHO

O EGO É UMA NECESSIDADE!


O verdadeiro só pode ser conhecido através do falso, portanto, o ego é uma necessidade. Temos que passar por ele. Ele é uma disciplina. O verdadeiro só pode ser conhecido através da ilusão. Você não pode conhecer a verdade diretamente. Primeiro você tem que conhecer aquilo que não é verdadeiro. Primeiro você tem que encontrar o falso. Através desse encontro, você se torna capaz de conhecer a verdade. Se você conhece o falso como falso, a verdade nascerá em você.

OSHO

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A ARTE DE TESTEMUNHAR


O Êxtase e a Arte de Testemunhar



“Querido Osho,
Eu sempre estou oscilando entre uma excitação de alta energia, onde a vida é maravilhosa e é uma alegria estar só, e estes dias quando há uma tranqüilidade que é estúpida e enfadonha. Num momento existe energia, mas nenhuma consciência, e no outro existe consciência, mas nenhuma energia.
Existe um artifício para fazer com estes dois momentos estejam juntos?


Isto é uma coisa muito simples. Você diz que tem momentos de grande êxtase, cheio de energia, mas que você fica afogado nesta energia; o êxtase é tão intenso que você se esquece de ficar alerta. Você fica imerso naquele êxtase e a testemunha não está presente. E você diz que existem momentos quando está triste e entediado, mas a testemunha está ali.
Você simplesmente precisa que colocar as coisas no seu devido lugar. Comece com seu tédio e sua tristeza, porque a testemunha está ali e a testemunha será a ponte. Assim, quando você estiver triste e entediado, simplesmente observe este estado, como se ele fosse alguma coisa fora de você; ele é. Você sempre é uma testemunha e agora está testemunhando tristeza e tédio.
É fácil testemunhar a tristeza e o tédio, porque ninguém quer ficar mergulhado no tédio. E isto é muito importante porque você pode aprender toda a arte enquanto você estiver entediado. Simplesmente observe o tédio e na medida em que o seu testemunhar cresce, você verá que existe uma distância entre você e o tédio, a tristeza, a miséria, a dor e a angústia. Você não é parte de toda essa experiência; você está de pé no alto, acima das montanhas, um observador nas montanhas, e tudo mais está se movendo lá em baixo, no vale escuro.
Você já tem o segredo, só falta praticá-lo mais e mais. Sente-se ao lado de um burro, sente-se ao lado de um búfalo; fique olhando para o búfalo e você ficará entediado. Por todo lado você pode encontrar objetos que serão imensamente úteis. Você não precisa esperar pela chegada desses momentos, porque quem sabe quando o búfalo se aproximará de você? Por que não ir até o búfalo?
Você pode se enfiar no meio do gado e sentar-se entre os animais. Você se vai se sentir entediado. O gado fica pastando e mastigando o capim. Você acha que você vai começar a pastar? Você não vai se envolver naquilo. Sentado no meio do gado, entre os búfalos, você vai se sentir apenas como uma testemunha.


Não fique triste nem entediado. Deixe que o tédio esteja ali, assim como a tristeza. E você permanece sendo simplesmente uma testemunha. Nestas situações, isto é mais fácil. Depois que você já tiver fortalecido a sua testemunha, experimente então testemunhar aqueles momentos de êxtase, aquelas alturas... Aí será um pouco mais difícil, pois virá uma vontade de lançar-se naquele espaço cheio de ondas. Quem vai querer ficar sentado num banco só observando? Surge o medo de que aquele momento se vá, se perca, se ficarmos só observando.
Não se preocupe. Se você testemunhar, o momento vai permanecer ali, a experiência vai crescer ainda mais e vai tornar-se cheia de cores. Mas em momento algum fique identificado com a experiência. Permaneça desapegado, simplesmente um expectador.
A arte é a mesma, não importa se é com o tédio ou com o êxtase. O que importa é que você não esteja envolvido, que mantenha a distância, que permaneça ali, parado.

Awareness - Osho Zen Tarot


Quando testemunhar, você ficará surpreso, pois o tédio, a tristeza, a felicidade, o êxtase, seja o que for, vai começar a se mover para longe de você. Na medida que o seu testemunhar fica mais profundo e mais forte, se torna mais cristalizado, qualquer experiência, boa ou má, bela ou feia, desaparece. Existe um puro nada por toda a sua volta.
O testemunhar é a única coisa que pode torná-lo mais consciente do imenso nada que o circunda. E nesse imenso nada... Não é vazio, lembre-se. Em inglês não existe uma palavra para traduzir a palavra budista shunyata. Esse nada não é vazio, ele é cheio da sua presença, cheio do seu testemunhar, cheio da luz de sua testemunha.
Nesse nada, você se torna quase um sol, e os raios do sol movem-se dentro do nada em direção ao infinito.
Um dos místicos indianos, Kabir, disse, ‘Minha primeira experiência foi com o sol e na medida em que minha experiência foi crescendo, vi que o sol externo é nada e o sol interno é infinito. A sua luz preenche todo o infinito da existência. E em tal momento eu sou apenas uma testemunha; eu estou lá.’
Assim, comece testemunhando o seu tédio, a sua tristeza, porque a questão não é o objeto, a questão é a arte de testemunhar. Comece com qualquer objeto – raiva, ódio, amor, ciúme – qualquer coisa serve. Se você nada encontrar, pegue um espelho e olhe para a sua face, testemunhe-a. E você ficará muito surpreso, pois quando você está num completo estado de testemunhar, o espelho se torna vazio, você não está nele.
Em total testemunhar, o objeto desaparece.
Pela primeira vez você será capaz de ver o espelho como um nada.
Comece com coisas que são mais fáceis, e depois passe para as que são mais onduladas. A ponte é simples."

OSHO – From Death to Deathlessness – Disc n° 24
Tradução: Sw. Bodhi Champak

POLARIDADES DA VIDA


"Toda a vida é feita de polaridades: positivo e negativo, nascimento e morte, homem e mulher, dia e noite, verão e inverno. Toda a vida consiste em opostos polares. Mas esses opostos não são apenas polares, são também complementares. Eles se ajudam um ao outro, dão apoio um ao outro.
Eles são como tijolos que formam uma arcada. Os tijolos de uma arcada têm que ser colocados uns contra os outros. Parecem estar um contra o outro, mas é por meio da oposição deles que a arcada é construída, que ela permanece firme. A resistência da arcada depende da polaridade dos tijolos colocados em oposição uns aos outros.
Esta é a polaridade máxima: meditação significa a arte de estar sozinho e amor significa a arte de estar junto. A pessoa completa é aquela que conhece ambas as artes e é capaz de se mover de uma para a outra com a maior facilidade possível. E exatamente como a inspiração e a expiração - não há dificuldade. Elas são opostas - quando vocês inspiram o ar, é um processo; quando expiram o processo é exatamente o oposto. No entanto, inspiração e expiração formam uma respiração completa.
Na meditação, vocês inspiram; no amor, expiram. Com o amor e a meditação juntos, sua respiração estará completa, inteira, total.

OSHO

QUE A PAZ ESTEJA COM VOCÊ!

Meu mestre me ensinou esta linda técnica que muda repentinamente a energia da mente quando estamos com outras pessoas, trazendo uma suavidade ao coração.

Sempre que encontrar alguém, diga mentalmente para esta pessoa: “Que a paz esteja com você”. Deixe que seu coração sinta isso. Permita naquele momento levar realmente a paz até o coração da outra pessoa.

É uma linda técnica que ao mesmo tempo tem o poder de mudar você e a outra pessoa que está com você. Experimente!

Naseeb

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A INVESTIGAÇÃO DE SI MESMO


Oo ponto chave do autoconhecimento é saber o que você é em essência. Você descobrirá com a correta investigação que a única coisa permanente em você é a capacidade de estar consciente. Esta consciência tem um conteúdo. Chamamos o seu conteúdo de MENTE. Uma criança pequena é uma consciência quase pura. Ela ainda não se envolve nos processos do pensamento. Ela ainda não sabe quem ela é no mundo. Está muito próxima da Fonte de silêncio e paz que tanto ansiamos. Muito próxima do mundo inocente do não-saber.
Autoconhecimento é re-conhecer que este espaço de inocência ainda está em nós.
Esse espaço é uma redescoberta - agora consciente.
Estar consciente de que você é consciência é a meta da Investigação de Si.
E uma das ferramentas para isso chama-se meditação.
A meditação lhe ajuda a separar os processos mentais da consciência pura.
E como dizem os hindus: a natureza dessa consciência pura é sat-chit-ananda (verdade, inteligência e bem aventurança cheia de paz e alegria).

Relaxar na consciência pura é estar neste espaço onde nada acontece. Ali, desaparece seu eu, seu mundo, objetivos, metas, desejos. Desaparece aquele que busca. O sujeito e o objeto se ausentam. Apenas silêncio permanece. Apenas a silenciosa paz do Ser permanece. E mesmo que o eu, os desejos, as metas, os objetivos, novamente reapareçam depois, você notará que está rejuvenecido. Uma inteligência nova e fresca surgiu então.
Esta é a beleza da autoinvestigação: desaparecer para depois reaparecer como um novo Ser.

SAMBODH NASEEB

domingo, 11 de setembro de 2011

SEJA ISSO


Tudo aquilo que a sua atenção agarra
se torna a sua experiência.

Você está consciente
dessa experiência.

O que é aquilo que conhece tanto a experiência
como o experimentador?

Encontre isso.

Seja isso.


MOOJI

OLHOS PERFEITOS


Aquele com olhos perfeitos
pode ver a Perfeição.

E o que são olhos perfeitos?

Olhos que veem sem desejos
ou interpretação.


MOOJI

O VERDADEIRO SER


O verdadeiro Ser é o imutável pano de fundo suportando o mundo transitório dos fenômenos. É somente Consciência impessoal; imutável e bem-aventurosa.No estado experiencial, brilha como o puro sentido da consciência subjetiva 'Eu sou'. Este 'Eu sou' é impessoal e sinônimo de consciência – o campo da percepção. É a expressão direta da pura subjetividade. Sri Nisargadatta Maharaj, o grande sábio, descreve como uma porta que se move de um lado para a manifestação e do outro ao infinito. Isto expressa-o belamente. Todos eventos ocorrem como movimentos na consciência e são percebidos dentro e através desta consciente presença 'Eu sou'; esta é a 'testemunha', o ou princípio que testemunha, que nós somos, enquanto o corpo está aqui.

MOOJI

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O QUE É MEDITAÇÃO?


Meditação é um aprendizado. Ela aos poucos vai descendo e descendo. Ela desliza e um dia nos envolve completamente. A mente tem muito medo de trabalhar com a meditação, porque a meditação vai derreter a aspereza da mente. Meditação é ver claramente, sem sombra de dúvida, que somos consciência – o tão chamado espírito - que nesse momento está consciente. Consciente de qualquer coisa. Simplesmente consciente. Ela está ali. Observando o corpo. Observando pensamentos. Amorosamente, com suavidade. Ela é pura suavidade. Se manifesta mais claramente pelo seu coração e você chama de amor. Essa consciência que você é não tem parentesco com seu corpo ou sua mente, portanto, não é o que você pensa e nem o que você sente. Se não é, nesse momento, volte sua atenção para a sua atenção. Deixe a consciência prestar atenção à consciência. Apenas lendo isso você pode perceber. O que é isto que percebe? O que é isto que nota a mente pensar? Vem um pensamento e de repente ele se vai. E o que permanece? Teste aí. Nunca são os mesmos pensamentos. Sim, nossos pensamentos sempre mudam. Então, o que permanece enquanto eles mudam? Tem de haver naturalmente algo por baixo que não muda, não é mesmo? Um pano de fundo, algo que permanece conscientemente esperando novos pensamentos. O que permanece no intervalo entre as palavras? No intervalo desse papel há espaço em branco. Isso é o que estamos nomeando aqui de consciência. Essa consciência é pura e não tem começo nem fim. Mas ela experimenta ela mesma de muitas formas. Ela nunca é o conteúdo. Ela é sempre o que está atento ao conteúdo. Esta atenção consciente que nós somos é puro amor. Descançar nisso chamamos de meditação.

NASEEB

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

TRANSFORME A SI E AO MUNDO



Nós podemos mudar o mundo todo, mas não pela luta. Não desta vez. Já basta! Temos que mudar este mundo pela celebração, pela dança, pelo canto, pela música, pela meditação, pelo amor, não pela luta.

O velho tem que cessar, para que o novo surja, mas, por favor, não me interprete mal. Certamente o velho tem que cessar, mas o velho está dentro de você, não fora. Eu não estou falando das velhas estruturas da sociedade, eu estou falando da velha estrutura da sua mente, a qual tem que cessar para que o novo surja.

E é incrível, inimaginável, inacreditável como um simples homem abandonando a velha estrutura da mente cria um espaço tão grande para muitos transformarem as suas vidas. Um simples homem transformando a si mesmo, torna-se um desencadeador. E então, muitos outros começam a mudar. A sua presença se torna um agente catalisador.

Esta é a rebelião que eu ensino: você abandona a velha estrutura, você abandona a velha cobiça, você abandona o velho idealismo. Você se torna uma pessoa silenciosa, meditativa, amorosa. Você será mais uma dança e então verá o que acontece. Alguém, mais cedo ou mais tarde, irá juntar-se à dança com você, e depois, outras pessoas mais.

A alegria é contagiosa! Ria e você verá outras pessoas começando a rir. Assim é com a tristeza; fique triste e alguém olhando para a sua face séria, de repente se tornará triste. Nós não somos separados, nós estamos juntos, ligados.

Assim, quando o coração de alguém começa a rir, muitos outros corações começam a ser tocados, algumas vezes até corações distantes.


OSHO