quinta-feira, 20 de abril de 2017

DILEMA





CONVITE



Existe um reconhecimento que pode mudar tudo. Há uma inteligência-consciência que está sempre junto com você, sempre junto com seu corpo e sua mente. E ela pode acordar bem. Esta inteligência é essencialmente a substância do nosso ser amoroso e consciente. Ela não está separada de você e de todas as coisas. O convite do autoconhecimento é reconhecer esta inteligência-consciência como sempre presente em toda experiência.

Sambodh Naseeb 

quarta-feira, 12 de abril de 2017

PRESENÇA EU SOU



Meditação é reconhecer o poder daquele que olha, este que você chama de "você". Uma olhada mais profunda e este "você" que olha não são mais seus olhos, mas a Consciência Sagrada.
Presença Eu Sou.
Nada.
Everything.
Nem nada, nem tudo.
Nem everything.
Nem.
Sambodh Naseeb

domingo, 9 de abril de 2017

TOLO



O tolo escapa das estratégias dos espertos, simplesmente porque ele não tem estratégia.

Sambodh Naseeb

domingo, 2 de abril de 2017

UNIDADE



Todos nós pensamos que nosso eu está dentro do corpo, mais precisamente dentro da cabeça, da mente. Depois da meditação de ontem, vejo uma nova perspectiva: a de que o corpo e a mente aparecem em mim, na consciência que eu sou, como as ondas aparecem no mar, ou como o vento aparece no ar. As ondas são o movimento do mar, assim como o vento é o movimento do ar. E faz completo sentido. Mas muda tudo, não é mesmo? Põe tudo que a gente aprendeu de cabeça pra baixo.

Sem dúvida. Uma correção, em tempo: na verdade está colocando você de cabeça para cima. De cabeça para baixo é como nos colocaram no mundo!


Sim, é verdade! (risos) Mais uma pergunta: como entro em contato com essa consciência que eu nunca posso perder?

Quem é você? Você é diferente dessa consciência? Quem entraria em contato? O pensamento? Fora o pensamento/mente, o que mais poderia? Veja claramente: só há consciência e ela é você. Logo, você apenas se dá conta de que é ela, porque não existem duas coisas. Você é ela! Se você se imagina uma mente que fará contato com a consciência, então você cai em erro novamente, imaginando que a mente tem vida própria separada de você.

A mente não entra em contato com a consciência, pois ela é os pontos de vista que aparecem na consciência. A mente não tem poder, a não ser pela consciência, do mesmo modo que a lua não tem luz, a não ser pelo brilho do sol. Ao identificarmo-nos com os pontos de vista, damos poder a uma energia mental. Na clareza, consciência reconhece a si mesma como consciência. Dessa maneira, o véu de maya ou hipnose divina é vista na luz da compreensão e você se liberta da ideia de que é um ser separado, tal como um ego cheio de medo e carência, que se imagina só no universo.

O corpo é formado pelo universo. Sem o ar, sem o fogo, sem a terra, sem o espaço, o seu corpo não existiria. Sem amor, sem apoio, sem água, sem cultura, você não seria você.

Você como expressão corpo/mente é filho do universo.

Tudo é uma grande tapeçaria, um todo orgânico inteligente. A mente vive a ilusão de que existe separada da vida. Mas a Vida vive a Vida através do organismo corpo/mente.  Vida sempre vive a Vida. Nada acontece. Apenas na mente. Unidade é sempre Unidade.


Do livro MOMENTO SAGRADO - Sambodh Naseeb


NADA



Mas que Nada é esse,
se tudo surge do Nada?

Sambodh Naseeb

quinta-feira, 30 de março de 2017

VOCÊ NÃO É SUA MENTE



Os sábios ensinam: você não é sua mente. Verifique: se te sentes cansado, vê se é o corpo ou você que está cansado? Se te sentes triste, vê se é a sua mente ou você que está triste.
Os sábios nos ensinam claramente que o Ser real não pode sair da bem aventurança. A ideia de ser alguém separado do Todo é que sente-se cansada e triste. Uma ideia aparecendo e desaparecendo. Vai desaparecer como todas as ideias.
Tornemo-nos vigilantes para o fato de que a consciência que eu sou, por não ser uma ideia, não pode ser dividida, e portanto, não está no campo dual da separação entre "sujeito eu" versus "objeto mundo".
Eu e o mundo. Eu e as pessoas. Eu e as ideias. Eu e a minha vida. Há sempre esta separação. Eu e a vida, na verdade, é VIDA. "Eu" estou implícito nesta Vida. Não há eu separado da vida. Eu é um pensamento, que também é Vida, que também aparece na Vida.
A Vida cria a vida. Eu sou Vida. EU SOU. Este EU SOU é consciência.
A ideia ou sentimento do EU SOU separado da vida é conceitual e energético. O ego é uma contração energética também. Aparece e desaparece. O que somos não desaparece, pois nunca apareceu, em primeiro lugar. Como consciência pode existir ou aparecer? O que aparece, desaparece. Consciência é atemporal.
Tudo que parece existir é simplesmente uma modulação da própria consciência. Mas ela nunca desaparece, porque tudo é ela, tudo é consciência, todas mudanças são nela mesma. Uma ideia acrescida de uma contração energética - isto é que é o falso eu, o falso centro, o ego, a mente egóica.
Idéias e contrações. Idéias na mente e contrações no corpo. Mas onde tudo isto está acontecendo? Neste experienciar. Agora. E quem experiencia este momento? Veja: Ninguém. Como assim?
Ora, quem sou eu? Algo definível e fixo ou uma presença inteligente indefinível e invisível que observa o corpo/mente mudar? Você diz "eu estou triste" e depois diz "eu estou alegre". O que há de comum nessas duas proposições? EU.
Logo, o eu REAL não pode ser triste nem alegre. Ele não pode ser isto nem aquilo. Ele não pode ser nenhuma descrição da mente, porque toda a linguagem está no campo da dualidade certo/errado, feio/bonito, bom/mal, perfeito/imperfeito.
O eu deve estar ali quando a experiência do alegre ou do triste está acontecendo. A isto chamamos consciência. Logo, eu real é consciência. O pensamento não é o eu. Porque o pensamento surge na consciência e depois desaparece. Mas a consciência pura deve permanecer sempre, mesmo que não existam pensamentos. Pois a consciência pura é o sagrado, o atemporal, além da mente.
Antes, o eu era considerado um apanhado de pensamentos na sua mente, junto com sentimentos, emoções e sensações de você mesmo. Isso era sua ideia de eu. A ideia que aprendemos.
Você não é triste nem alegre porque você não existe na mente. Você na mente, este você como você se pensa, é realmente um você inexistente a não ser no pensamento, todo feito da sua riquíssima imaginação. E todos em sua volta criam uma nova verão personalizada de você. Como você pode confiar em algo que não existe? Aí você dá uma gargalhada e vive este momento sendo o momento, apenas o momento. O que quer que aconteça deixa acontecer. Quem é você? O ponto é: você não é uma ideia, porque uma ideia é vista por você. Você vem antes de uma ideia. Quem vem antes de uma ideia? Verifique por si mesmo e verá que aquilo que vem antes de qualquer ideia só pode ser você.
Sambodh Naseeb

domingo, 26 de março de 2017

O ÚLTIMO ENSINAMENTO




- O que te traz aqui?
- Gostaria de ouvir algo de você que pudesse me chacoalhar um pouco.
- Como assim? 
- O que você ensina?
- Não há ensinamento.
- Eu sei que há. Você mente.
- Tudo que parece ser um ensinamento são apenas preliminares. O último ensinamento não é uma experiência. Não dualidade não é uma experiência. Se você procura uma experiência, procura entretenimento na mente, no reforço da mente. Mas se você procura o eu, encontre o não eu. E se procuras ensinamentos, repouse em silêncio.


Sambodh Naseeb

sábado, 25 de março de 2017

AGRADOS




Se você está sempre agradecido,
ninguém "precisa" te agradar.
Sentir-se agradado, 
é desfrutar e perceber os agrados do Agora.

Sambodh Naseeb

QUEM ESTÁ DENTRO?





Observe que a mente imagina estar escolhendo.
O observador, o que você é, consciência, é que observa as escolhas.
É por isso que se diz, em não dualidade, que "você" não escolhe.
Você, como Vacuidade, não escolhe.
e "você, no relativo, não existe independente da consciência.
Escolhas tem de acontecer através do mecanismo corpomente.
Observe as escolhas acontecendo.
Observe que escolhas são feitas, espontaneamente.
Observe o personagem-você.
Observe este que faz, que conta histórias, que julga, que é capaz de muitas coisas.
Lembre-se de que tudo que você pensa é o personagem pensando.
Você é a natureza livre que se identificou com o personagem.
Você apenas não sabe que é livre.
Muito tempo treinando de um jeito nós esquecemos.
Treinamos de um jeito pobre.
O sagrado virou palavra morta.
Reconhecer o espaço consciente que observa o personagem-você é a essência da meditação.
Você observado é interdependente com toda a experiência.
Você que observa é independente de toda experiência.

Sua mente observando e julgando é parte do objeto observado.
Eles são Um.
Desapego é simplesmente ver que o eu separado do mundo é uma farsa.
Entre no próprio nada.
Não existe VOCÊ separado da experiência.
E aquilo que observa a experiência, quem é? O que é?

Observe bem fundo ISTO.
Meditação é viver por ISTO.
E ver que este nada, ISTO, tem dentro o infinito sagrado do amor.
O desaparecimento da hipnose egóica.
Daquela mente com medo da vida.
MEDO É MENTE. MENTE É MEDO.
Daquela mente que se vê escolhedora de sua vida.

Mas algo acontece com alguns.
O jogo místico acontece.
Ele não é buscado, simplesmente é jogado em você.
Não há escolha.
 É o aparecimento singular e impermanente de uma vida humana,
 que convida este jogo de esconde-esconde da consciência,
a ser descoberto enquanto jogo cósmico, dança de shiva,
satchitananda, despertar.

Quem é você?
Quem está dentro? 



Sambodh Naseeb

TUDO O MAIS É PERFUME


Há uma natureza livre que passeia por confusões e identidades. 
Quem é você aponta para esta natureza básica.
Aprender a reconhecer a natureza básica é básico.
Tudo o mais é perfume.

Sambodh Naseeb