quarta-feira, 29 de abril de 2009

VOCÊ É NÃO-SEPARADO!


Quando confundimos o eu com o ego nós perdemos a nossa verdadeira identidade e naturalidade e criamos máscaras para esconder uma idéia errônea que temos de nós mesmos. Primeiro cria-se uma idéia negativa de nós mesmos. Exemplo: Eu sou fraco. Então usamos máscaras para esconder o “fraco” ou o que quer que seja que não gostemos em nós mesmos. O resultado são duas máscaras, e as duas escondem o que você é em sua pureza infinita...

A primeira máscara é a idéia errônea que você é fraco ou burro. Esta idéia pode ter vindo da sua relação com seus pais, da relação com sua primeira professora, etc. A segunda idéia é a que você é bom. Remova as duas máscaras e você encontrará quem você é. A presença do que você é nunca pode ser um rótulo. A presença do que você é nunca pode ser uma limitação, uma conclusão, um conceito. Esta presença não é limitada pela forma ou pelos nomes. A atenção consciente que você é antes de pensar em ser alguma coisa lhe traz a pureza do momento e o silêncio deste instante.

Você, para si mesmo, é sempre uma presença pura e virgem. ISTO É ADVAITA!
Naseeb

EU OBSERVO TUDO


A mente é meu instrumento de perceber o mundo. Mas ela pode me fazer ver o mundo que estiver programada para ela ver...Ou seja, a programação da minha mente é o que chamo de pensamentos. Ela é como um computador. Eu estou atrás. Se me perco no computador seria o mesmo que dizer que o programador se viciou nos programas e esqueceu de si mesmo. Quando vemos hoje em dia aquelas pessoas que passam o dia inteiro na internet, podemos usa-las como exemplo do vício. Elas e o computador não são mais duas coisas. O computador e elas formam uma só entidade, tamanho o hábito e o envolvimento. Pois a mente é um computador, e quanto mais envolvido você estiver com ela, mais programas do passado você repetirá, e ficará inconsciente do momento presente e das novas escolhas melhores que pode fazer para sua vida.

Eu não sou os pensamentos porque posso observar os pensamentos, ter uma experiência dos pensamentos. Quem experiência? Eu. Quem sou eu? Eu sou uma percepção que está por trás dos pensamentos. Eu sou um observador.

Se eu fecho os olhos posso perceber que há pensamentos. Quem percebe? Eu. Quem é este eu que percebe? Compreende a pergunta?

Este EU que percebe só pode ser um ponto de consciência sem tempo e sem espaço, um ponto de luz no infinito que dá a possibilidade de o cérebro criar consciência dele mesmo.

Quem sou eu?


Naseeb

Iluminação não é buscar Poder!

Espiritualistas e materialistas são dois lados de uma mesma moeda. Aqueles que buscam dinheiro também estão buscando iluminação, mas através de algo externo a eles. Aqueles que estão buscando Deus, a grande maioria das pessoas que buscam a Deus, estão buscando uma “idéia” de Deus, que foi manufaturada na mente deles, que foi inventada pelo ser humano, e que não contém nenhuma verdade. E é por isso que a busca por Deus tem sido tão vazia, tão inoperante, tão desgastante para a humanidade. Pois buscar sexo ou buscar Deus tem algo muito em comum. Buscar dinheiro ou buscar ser espiritualmente mais elevado que outros tem essencialmente algo em comum: o desejo de mais, o desejo de mudança, o desejo de superioridade.

Ora, quem deseja ser forte é o fraco. O forte é forte naturalmente e não precisa se comparar ou lutar para isso. O fraco tem complexo de inferioridade. O fraco tem desejo de se tornar poderoso, perfeito, o melhor de todos. O fraco tem um ego ferido, e este ego ferido afará loucuras para aparecer em destaque. O forte não precisa aparecer. Ele naturalmente se sente em sintonia com a existência, espontaneamente está tranqüilo e conhece a si mesmo como ele é, portanto não precisa provar nada para ninguém.

Portanto, espiritualistas e materialistas estão perdendo um ponto importante: a busca não é por algo, a busca não é por uma idéia, a busca não é por alguma coisa que esteja distante. A busca não pode ser objeto de desejo. Desejar Deus ou desejar sexo e dinheiro é a mesma busca. Pode ser que desejar Deus seja mais virtuoso moralmente perante os outros, mas em verdade é movida por um desejo . Os grandes mestres ensinam claramente: é o desejo a causa do distanciamento de si mesmo. Então significa que você não deve mais ter desejos? Não. Apenas significa que você precisa observar que toda busca é uma busca por algo externo a você. E a paz interior está exatamente onde você está, nenhum palmo a frente.

Por que é tão difícil esta paz? Porque ela está distante? Exatamente o contrário: porque ela está muito perto, tão perto que não pode ser vista com os olhos. Tão perto que fazemos vista grossa diante disso. É como se estivéssemos procurando nossos óculos, e eles estivessem o tempo inteiro em nós mesmos. Procuramos sem cessar por toda a casa, para enfim, nos darmos conta de que estamos já com nossos óculos.

Naseeb

Vibrações


A mente é um campo de vibrações um pouco mais elevada que o corpo. É por esta razão que a mente não é vista. O corpo é possível de ser tocado, apalpado, reconhecido solidamente. Mas a mente nós conhecemos apenas pelos seus efeitos, não é mesmo? Algum dia você viu a sua mente? Você tem experiência de ter pensamentos, mas não sabe muito bem o que um pensamento é, não é mesmo? Um pensamento é um campo vibracional. A freqüência do campo de vibrações de um pensamento é mais elevada que o campo das moléculas do corpo, e assim, chamamos o corpo e material, e a mente de espiritual. Mas a mente não é espiritual. A mente é vibração. Mais alta, sim, mas também vibração. A mente não é o que sou. O que sou não é uma vibração. O que sou é uma consciência que percebe vibrações. Esta é uma grande diferença!


Naseeb

segunda-feira, 20 de abril de 2009

QUEM É VOCÊ?


Conheces alguma coisa que tu sejas que não possa ser destruída por ninguém, nem rebaixada por ninguém, nem desmerecida por ninguém?

É possível conhecer algo que não pode ser construído por ti, não pode ser criado por ti, não pode ser destruído por ti, e mesmo assim, seja o ALGO mais permanente de você que existe?

Se você se pergunta “QUEM SOU EU?” e responde alguma coisa como “Eu sou um cara legal” ou “Eu sou um idiota” ou “Eu sou brasileiro”, ou “Eu sou fulano de tal...” você acaba por limitar você a um rótulo específico. Mas quantos rótulos passam por sua cabeça ao longo de sua vida?

QUEM É VOCÊ não pode vir de seu passado, não pode vir de sua memória, senão você estaria falando do que você foi.

Saber quem é você é saber diretamente.

Todos nós nos conhecemos indiretamente através dos outros e raramente nos damos conta disso.

Você se conhece através dos outros.

Mas quem você é por você mesmo?

Um dia alguém disse pra você que você era legal – você acreditou e isso ficou gravado em sua mente. Mas em outro momento disseram que você era um estúpido. E você também aceitou.

Infinitas experiências, infinitas imagens do que seja você estão flutuando em sua memória. O bom, o mau, o legal, o amigo, o iluminado, o demônio, o pai, o filho, o tarado, a ninfomaníaca, o artista, o médico, o melhor, o pior, o sucesso, o fracasso...

São infinitas as imagens que recolhemos. Cada imagem deverá construir um pouquinho daquilo que posso chamar de meu ego.

Meu ego é formado por imagens boas e ruins que vou colhendo na experiência de vida.

O ego é a primeira identidade que formamos.

Mas não esqueça: a identidade do ego é formada pelos outros. Se não existissem os outros, eu não poderia me imaginar como um sucesso ou um fracasso. Note como você é um pouco de todas as pessoas que conheceu. A começar pelos seus pais, geneticamente inclusive. Seu corpo contém seus pais. Sua mente contém o que a cultura, as pessoas, o ambiente que você foi criado, sua educação, e tudo mais que foi vivido por você.

MAS QUEM É VOCÊ em essência? Quem é você sem estes rótulos? Quem é você aqui-agora?

Antes de pensar, antes de julgar de isso ou aquilo, quem é você?

Se não existisse ninguém para se comparar, quem é você?

Quem é você neste meio segundo em que nem dá tempo para pensar?

Quem é você quando esqueces o passado e o futuro e não pensa no agora?


SAMBODH NASEEB