quarta-feira, 30 de abril de 2014

A LINGUAGEM ZEN DO AMOR






Ah, triste vício do pensamento este de encontrar razões! O amor não tem razão nenhuma! Ele simplesmente vem. Nunca sabemos como somos visitados, nem quanto dura, nem quanto pesa, ou como se veste. Qual o peso do amor, ou seu jeito, ou sua forma, ou qual sua duração quando fala comigo em línguas que desconheço? A linguagem do amor é o próprio amor: diz sem dizer nada, rouba contornos sem pedir licença, e deixa seu rastro de surpresa por onde passa com bocas boquiabertas pelo susto, posto que não se molda em qualquer previsão e não cabe em nenhuma mente que pergunta o por quê.

Sambodh Naseeb

SEM FRONTEIRAS (VOCÊ NÃO É VOCÊ ALÉM DO PENSAMENTO)





Entenda que o SI MESMO, este espaço de silêncio, de presença, nada tem a ver com pensamentos. Os pensamentos estão DENTRO desse espaço de silêncio, assim como móveis estão dentro de uma sala. Ora, não muda nada para o espaço vazio da sala se a sala, está ou não, com móveis dentro dela, não é mesmo? O espaço permanece o mesmo.
Você é muito maior do que pensa que é. Você imagina que, como uma pessoa, você é um círculo X. Mas a sua PRESENÇA é um círculo Y que contém dentro o círculo X. Ou seja, você pensa que é limitado porque existem pensamentos que supostamente o limitam. Sua alma é universal, e contém todos os conhecimentos do passado, presente, futuro, tudo. O círculo X é apenas a sua consciência temporal, no corpo e na mente. A meditação é o salto quântico do X para o Y, em que você expande da mente pessoal para a mente universal, expande, e nota que seu tamanho real é além do corpo e da mente, além dos limites do pensamento, e que de verdade, VOCÊ não tem contornos, nem limites, nem fronteiras com nada.

Sambodh Naseeb