sábado, 30 de maio de 2009

NINGUÉM


Não buscar significa simplesmente SER neste momento.

Não buscar é o lar de seu Ser Perfeito que mora no Agora.

Não buscar é ver que não existe ninguém chamado você fora do seu pensamento.


Perceba que sem você não há o outro, nem conflito, nem sofrimento.



Naseeb

sexta-feira, 29 de maio de 2009

EU SOU A CONSCIÊNCIA IMUTÁVEL


Eu tenho um corpo, mas eu não sou meu corpo.Eu posso ver e sentir meu corpo,E o que pode ser visto e sentido não é o verdadeiro Vidente.

Meu corpo pode estar cansado ou excitado, doente ou saudável, pesado ou leve,mas isso nada tem a ver com meu Eu interior.

Eu tenho um corpo, mas eu não sou meu corpo.Eu tenho desejos, mas eu não sou meus desejos, eu posso conhecer meus desejos,e o que pode ser conhecido não é o verdadeiro. Conhecido.Desejos vêm e vão, flutuando através de minha percepção, mas eles não afetam meu Eu interior.

Eu tenho desejos, mas não sou desejos.
Eu tenho emoções, mas eu não sou minhas emoções.

Eu posso sentir minhas emoções,e o que pode ser sentido não é o verdadeiro Senciente. As emoções passam através de mim,mas elas não afetam meu Eu interior.Eu tenho emoções, mas eu não sou emoções.
Eu tenho pensamentos, mas eu não sou meus pensamentos.

Eu posso conhecer e intuir meus pensamentos,E o que pode ser conhecido não é o verdadeiro Conhecedor.

Pensamentos vêm a mim e pensamentos me deixam,mas eles não afetam meu Eu interior.
Eu tenho pensamentos, mas não sou meus pensamentos.

Eu sou o que permanece, um centro puro de percepção,uma testemunha impassível de todos essespensamentos, emoções, sentimentos e desejos.


RAMANA MAHARSHI - Sábio iluminado advaita

UMA SÓ ALMA


"Vem. Conversemos através da alma. Revelemos o que é secreto aos olhos e ouvidos. Sem exibir os dentes, sorri comigo, como um botão de rosa. Entendamos-nos pelos pensamentos, sem língua, sem lábios. Sem abrir a boca, contemo-nos todos os segredos do mundo, como faria o intelecto divino. Fujamos dos incrédulos que só são capazes de entender se escutam palavras e veêm rostos. Ninguém fala para si mesmo em voz alta. Já que todos somos um, falemos desse outro modo. Como podes dizer à tua mão : "toca", se todas as mãos são uma? Vem, conversemos assim. Os pés e as mãos conhecem o desejo da alma. Fechemos pois a boca e conversemos através da alma. Só a alma conhece o destino de tudo, passo a passo. Vem, se te interessas, posso mostrar-te. Na verdade, somos uma só alma, tu e eu, Nos mostramos e nos escondemos tu em mim, eu em ti, Eis aqui o sentido profundo da minha relação contigo Porque não existe, entre tu e eu, nem eu, nem tu..."


(Rumi)

quinta-feira, 28 de maio de 2009

O POETA DA ALMA


"Em cada coração há uma janela para outros corações.

Eles não estão separados,como dois corpos.

Mas, assim como duas lâmpadasque não estão juntas,

Sua luz se une num só feixe."


Rumi

RELACIONAMENTOS ILUMINADOS


"Quando consideramos o tema do relacionamento, é importante que não limitemos nossa consideração somente ao relacionamento entre seres humanos, mas que o alarguemos para incluir nosso relacionamento com a vida toda. Do limitado ponto de vista do ego, o relacionamento é sempre entre dois objetos – entre um “eu” pessoal e alguma outra coisa além de mim. É desse ponto de vista limitado que a maioria dos seres humanos começa a considerar o que seja um relacionamento iluminado. Contudo, para descobrirmos o que é um relacionamento iluminado, é imperativo que se questione o que é a realidade do ego como entidade separada. Pois, enquanto percebermos o nosso eu como sendo um ego separado, o relacionamento iluminado com os outros e com a vida como um todo permanecerá uma impossibilidade.


PERGUNTA: Quando penso no meu relacionamento com a vida, acho que quero evitar os desafios quotidianos. Minha esperança é que, quando eu me iluminar, a vida será mais fácil para mim.


ADYASHANTI: Se quiseres ser livre, não podes te esconder de nada. Muitos buscadores espirituais usam práticas como meios de evitar muitos aspectos de si mesmos. O problema com isso é que, enquanto tu estiveres evitando alguma coisa, não estarás vivendo na verdade. Estarás evitando a verdade. Ninguém jamais se iluminou por evitar a verdade. Se quiseres ser livre, deves encarar a ti mesmo e encarar a vida como ela é. Não uses a espiritualidade ou experiências espirituais como algo para te esconderes por trás. Enquanto estiveres evitando partes de ti mesmo ou da vida em geral, então mesmo experiências e revelações espirituais muito profundas terão em ti muito pouco efeito permanente. Não apenas busques transcender a vida, mas dá-te conta de que tu és toda a Vida. Tu és a própria Vida.


P: Qual é a relação certa a se ter com as experiências espirituais?


A: O que é importante com as experiências espirituais é como tu te relacionas com elas. Duas pessoas podem se relacionar com a mesma experiência de maneiras muito diferentes. Uma pode libertar-se em consequência de uma experiência espiritual profunda, enquanto outra se prenderá a velhos hábitos de condicionamento, apego e ego. Tudo depende da tua prontidão e disposição de te abandonares ao Desconhecido e viveres a partir dessa situação preciosa e misteriosa. A questão é: Será que estás pronto a desistir de tudo quando Deus vier bater à tua porta? Essa disposição de te abandornares completamente e te renderes ao divino determina quão livre por fim te tornarás. O que quer que retiveres para ti mesmo será a tua prisão. Meu conselho é que entregues todo o teu coração, mente, corpo e alma à Graça quando ela chegar. Pergunta-te agora: Estou pronto?


P: Existe essa coisa de um relacionamento íntimo dar apoio ao outro conscientemente rumo à liberdade?


A: Se por "apoio" queres dizer "encorajar a liberdade no outro", então esta é a própria essência de uma relação embasada na Liberdade. Contudo, muitos buscam apoio nos relacionamentos como compensação para a sua própria falta de determinação e dedicação à Verdade. Essa dependência, mascarada como apoio, é algo que muitos buscadores espirituais pedem a seus parceiro(a)s, porque ainda não o encontraram dentro de si mesmos. O apoio, enquanto relacionado à Verdade, é mais como uma mão que se mantém aberta na qual alguém pode se expor, se quiser. Não é compensação. O relacionamento baseado na Verdade, o que significa um relacionamento livre de dependências e exigências, está centrado na celebração. É uma união mútua por nenhum outro motivo senão estar juntos. A investigação profunda da pergunta "Quem é o outro?" pode levar à vivência direta de que o outro é o nosso próprio Ser -- que de fato não existe o outro. Contudo, tenho visto que, para a maioria dos buscadores, mesmo essa revelação vivencial não basta para transformar a maneira dolorosa de eles se relacionarem.Para chegar a essa transformação profunda, é preciso uma investigação muito profunda das implicações intrínsecas à revelação vivencial de que não existe o outro. É na vivência diária dessas implicações que fracassam muitos buscadores. Por quê? Porque, fundamentalmente, a maioria das pessoas quer manter-se separada e no controle. Simplificando, a maioria das pessoas quer continuar sonhando que são especiais, únicas e separadas. Querem permanecer separadas mais do que querem acordar para a unidade perfeita de um Desconhecido que não deixa espaço para nenhuma separação do todo. Enquanto perceberes que alguém está te refreando, não estarás assumindo responsabilidade total pela tua própria libertação. Libertação significa que tu te sustentas livre de fazer exigências aos outros e à vida para seres feliz. Quando descobres que tu mesmo nada mais és do que Liberdade, paras de impor condições e exigências que precisem ser satisfeitas para seres feliz. É no abandono total de todas as condições e exigências que se descobre que a Libertação é quem ou o que tu És. Então, o amor e a sabedoria que fluem de ti têm um efeito libertador sobre os outros.P: Será que temos a responsabilidade de expor as falhas um do outro a fim de auxiliar no crescimento e superação dos pontos cegos? A: Muita gente pensa que o propósito do relacionamento é trabalhar suas "neuras", mas eu acho que não é para isso que servem os relacionamentos. Acho que trabalhares tuas "neuras" é tarefa própria tua, não do relacionamento. Tu é que te trabalhas. Estás sozinho(a) na descoberta da Verdade, na descoberta do Bem-Amado. Isso cabe a ti. Quando tiveres clareza sobre isso, o relacionamento poderá florescer. Se isso não estiver claro, vocês sempre estarão usando um ao outro para trabalharem suas "neuras" e vocês se tornarão duas ferramentas: Eu te mostro o teu lixo, tu me mostras o meu e nós fazemos de conta que isso é uma coisa boa.Despertar para a verdade da Unidade significa despertar do sonho de um 'eu' pessoal e de 'outros' pessoais, para a constatação de que não existe o outro. Muitos buscadores espirituais tiveram vislumbres da Unidade absoluta de toda a existência, mas poucos são capazes de, ou estão dispostos a, cumprir as várias implicações desafiadoras inerentes a essa revelação. A revelação da Unidade, de que não existe o outro, é a constatação da máxima natureza impessoal de tudo quanto pareça ser tão pessoal. Aplicar essa constatação ao âmbito das relações pessoais é algo que a maioria dos buscadores acha extremamente desafiador. Este é o motivo número um pelo qual tantos buscadores nunca chegam a repousar completamente na liberdade do Ser Absoluto."


ADYASHANTI - Professor de Advaita

O PODER ILIMITADO


O Ser Ilimitado é você, não um lugar a ser alcançado. Não é através de alguma experiência que você se torna a Verdade. Não há nada para tornar-se. Não há nada a transformar. O Ser ilimitado não precisa ser produzido, ele já é. Você é a Verdade que está buscando. O ensinamento de Vedanta é somente um pramana, um meio de conhecimento, um instrumento, através do qual o professor mostra o que você já é.


Swami Dayananda Saraswati

segunda-feira, 25 de maio de 2009

SATSANG COM MOOJI


Questionador: Mooji, é realmente possível se tornar ou ganhar a iluminação ? Alguém já se tornou iluminado ou despertou através de estar vindo a Satsang; e se sim, você poderia dizer quem ?

Mooji: Em verdade não é possível se tornar iluminado assim como você coloca, pois não há ninguém por assim dizer para se tornar iluminado em primeiro lugar. O firme reconhecimento, ou a realização de que não existe em realidade um 'alguém' para alcançar a iluminação, e que nunca em tempo nenhum poderá haver tal entidade, seja agora ou no futuro, para alcançar tal estado, é o que vem a ser a Iluminação.Esta é a verdade derradeira.Você pergunta: ' Se já alguém, por vir a Satsang, se tornou desperto.' Isto já foi respondido na minha resposta prévia mas vou ainda adicionar que o que tém havido e continua a se dar é um constante reconhecimento do fato que a identidade-ego é um mito, um personagem fictício. Esta, por assim dizer, individualidade, é uma expressão da pura Consciência/Ser e não o fato ou a definição do Ser. Este Ser permanence por detrás como a testemunha ou a observação dos fenômenos surgindo espontaneamente na consciência. Este Ser verdadeiro é somente a sem-forma e sem-nome presença que surge e brilha como paz, alegria e felicidade sentidos como contentamento amoroso. Quando este reconhecimento ocorre dentro de cada indivíduo, ou expressão da consciência conhecido como 'pessoa', este estado é chamado de 'despertar' ou 'iluminação'Você me pede para eu apontar se existe alguém assim aqui presente ? Na linguagem comum eu direi que um número de pessoas aqui chegaram neste ponto de ver/ser claramente além de apenas uma mera aceitação ou entendimento intelectual ou acadêmico. No entanto, as tendências mentais e identificações não são completamente destruídas, e o sentido de ego fazendo-se passar pelo assento da realidade continua a aparecer, embora já exposto através da inquirição como uma mera ilusão. Isto é natural. A tarefa e o desafio aqui é trazer repetidamente esta individualidade-Eu de volta ao coração/fonte quando ela surgir, e treinando a atenção a permanecer na fonte, que é o seu verdadeiro ser, gradualmente ela funde-se na fonte e se torna a própria fonte.Finalmente, quem poderia ser esse 'eu' quem clamaria: 'Eu o tenho', ou 'Eu sou uma pessoa realizada'. Quem ou o que pode possuir a Iluminação ? Não é o mesmo ego ? Percebe o meu ponto ?No entanto, alguns Mestres de fato declararam e se afirmaram como a pura realidade, sem qualidades, e falaram a partir desta direta convicção/sabedoria livre do ego. Isto também é correto na minha visão e é muito refrescante, natural e com autoridade, para que saibamos que não é possível enmoldurar ou limitar o ser puro por nenhum padrão ou lógica humana.


Q:Mas eu me sinto como 'alguém', eu não posso sentir-me como 'ninguém'.


M:Novamente você coloca este 'meu ser' como um objeto de percepção. Como você pode ser um objeto ? Um objeto deve ter um sujeito que o percebe. Se o sujeito também é percebido, ele automaticamente se torna um objeto, e deve ter um sujeito ainda mais profundo para percebê-lo. Percebe ? Você não pode ser nenhum objeto percebido, você deve ser aquele que percebe, o sujeito. Quem ou o que é o 'você' que percebe ? Perceba isso. A sua afirmação: ' Eu me sinto como um alguém' contém três aspectos: Eu, meus sentimentos, e o alguém que eu considero ser. Este alguém é meramente a sua idéia de si mesmo, não o seu ser real. E os seus sentimentos, são meramente os sentimentos que dizem respeito a essa idéia de si mesmo. Finalmente existe aquele um que é o sujeito quem percebe esta observação. Estou certo ?


Q:Sim.


M:Quem ou o que é você exatamente ?
Q:Eu sou eu, o meu ser!
M:E o que exatamente é isso ?
Q:Eu! Ou melhor , a minha idéia de mim mesmo.
M:Então, não o corpo ?
Q:Não, Eu sei que eu não sou o corpo.
M:Como você sabe que não é o corpo ?
Q:Eu posso ver o meu corpo e eu simplesmente sei que não é isso que eu sou, embora algumas vezes eu sinta que eu sou isso também.
M:Ok, muito bem. Podemos voltar para a sua resposta que você é o seu conhecimento de si mesmo ? Você tem certeza que é o conhecimento do seu ser e não meramente o conhecimento da idéia do seu ser ou de sua personalidade ? Como é que você veio a conhecer-se ? Como você está conhecendo o seu ser aqui e agora ?
Q:Quando eu comecei a perceber as outras coisas e as pessoas.
M:Sim, e como perceber o outro te traz para você mesmo?
Q:Porque eu sei que eu estou percebendo. E Que eu tenho que estar ali para perceber.
M:Então nenhum objeto percebido pode ser você, estou certo ?
Q:Certo.
M:Exatamente ! Muito bom ! Agora então quem ou o que exatamente é isso que percebe ou nota qualquer coisa ?
Q:Eu ! Isto !
M:Este 'eu' é o mesmo que 'isto' ?
Q:Sim.
M:E novamente o que é isso ? Qual é a sua qualidade, sua substância ? O que te compõe exatamente ? Olhe e me diga. É algum 'você' particular ? Uma pessoa ? Distinto dela ou dele ou deles ?
Q:Bem, sim...não...é vago, eu não vejo bem.
M:Mantenha-se concentrado, não disperse, esteja sereno e veja. O que você é aqui ? Nesta observação, você pode dizer ?
Q:Eu não sou nenhuma pessoa ou coisa alguma, mas eu não sei o que eu sou. Não há nada aqui, eu não posso responder isso. Há um sentimento de não querer olhar, de cansaço, resistência ou irritabilidade.
M:Ok. Não se engaje em nenhuma avaliação, não toque em nada, apenas seja um com este observar. Fique aqui sem ter que tentar.(Há uma longa pausa aqui).Você parece confuso, com o quê você está atrapalhado ?
Q:Existe apenas este vazio.
M:O que está testemunhando este vazio ? ( o questionador olha para cima e sorri, olhos fixos em Mooji)
M:De onde este sorriso está vindo ?(Silêncio...)
Q:Eu não sei, há um sentimento de alívio, espaço e paz, um tipo de leveza.
M:Um tipo ?
Q:Não. Leveza, espaço e paz.
M:Esta leveza e paz brilha onde não há ninguém. Isto é paz. Isto é alegria real. Isto é puro amor. Apenas agora não se apoie nisso. Não possua ou clame isso. Permaneça a testemunha.
Q:Sim, sim (sorrindo). Eu vejo que eu sou apenas a testemunha aqui. Obrigada. (ela prosta suas mãos na forma de comprimento/agradecimento tradicional Indiana).
M:Não vá embora já não.(alguns momentos passam) Agora deixe de ser a testemunha.
Q:Eu estou confusa.
M:Não, você não está confusa. A confusão está sendo testemunhada. Não se identifique com isso. O que permanence ? Não toque em nada, mesmo a testemunha, não seja 'uma' testemunha. Testemunhando sem 'uma' testemunha, você entende ?
Q:Sim.
M:Quem é que está entendendo ?
Q:Ninguém, apenas entendendo.
M:Muito bom. Estou muito feliz em te encontrar. Agora deste lugar sem localização em total vazio como o vazio, além do conceito de vazio, você É sem nenhum esforço. Você não se tornou isto ou ganhou isto porque não há ninguém aqui para ganhar qualquer coisa. A partir, ainda que de dentro desta indescritível consciência, a consciência nasce e brilha como o Eu que percebe. E o que quer que surja aqui são meras formas aparentes da consciência-Eu sendo percebidas.
Q:Obrigado.
M:Seja bem-vindo.


OM

quarta-feira, 20 de maio de 2009

TERAPIA É AMOR

"Quando o ego desaparece, você se torna simplesmente um bambu oco, um instrumento de sopro nos lábios de Deus."

OSHO

domingo, 17 de maio de 2009

DEUS ESTÁ NO MEIO DE VOCÊ JÁ AGORA


Sugiro que não tome notas. Isso cria uma separação. A crença subjacente é de que "Mesmo que eu não consiga entender agora, se tomar notas, vou conseguir alcançar depois." Mas a verdade é que você já foi alcançado. Esta é a verdade pura e simples. Por isso não posso dizer que sou uma mestra. Eu não posso lhe ensinar ISSO. Mas posso dizer e confirmar que ISSO já o possui, seja quem, ou o quê, você pensa que é, por mais magnífica ou insignificante que seja a sua auto-imagem. Se você estiver disposto a parar de tentar alcançar, consertar, conservar ou manter afastado o que quer que seja, por um momento apenas, você verá. Neste momento, você verá a si mesmo: sem forma, sem medidas, sem pensamentos e sem palavras. Neste momento, você também poderá ver que todo pensamento, seja ele de afirmação ou negação; toda forma, seja ela inteira, danificada ou ferida; toda emoção, seja ela positiva ou negativa, está plena e permeada d'ISSO. Ela é uma expressão d'ISSO. E você descobrirá que o que é percebido como invisível é concretamente real e o que percebido como visível é realmente imaterial.


GANGAJI


A verdade de quem você É já é sua neste momento!

GANGAJI

sexta-feira, 15 de maio de 2009

EVOLUÇÃO DA MENTE


Os mestres nos dão a dica: Deus está em você agora!
Mas como? Sim, está em você agora porque aquilo que você chama de Você na verdade é Deus encarnado!

Não existe de verdade nenhum João ou nenhuma Cristina. João e Cristina são nomes de corpos que habitam o planeta por alguns anos. O que há por trás desses corpos? A Consciência Universal. Como ela aparece em você neste momento? Através de sua mente. Teilhard de Chardin disse mais ou menos assim algo muito profundo: “Não somos apenas humanos procurando experiências divinas, mas o próprio divino tendo experiências humanas!”

Uma grande questão que pode surgir aqui é: Se nós somos Deus encarnado, na verdade nós somos deuses. É isto mesmo! Na bíblia diz: “Vós sois deuses”. Mas poucos compreenderam isto.

Outra pergunta pertinente é: Se somos Deus encarnado em um corpo humano, porque o sofrimento, o mal, a ignorância?

Porque para Deus pensar e sentir ele precisa de um corpo humano, que aos poucos vai evoluindo em vibrações mais sutis até que desenvolve a capacidade de SER DEUS completamente.


SWAMI SAMBODH NASEEB

DEUS: CONSCIÊNCIA PRIMÁRIA


Deus apenas É. Em seu estado original aquilo que chamamos Deus apenas É. Em Si mesmo contém todas as coisas, todas as energias muldidimensionais. Mas essa energia mutidimencional, esta abundância de criatividade não está manifestada. O que quer dizer isto? Em seu estado original Deus está passivo, não age, não se relaciona, apenas É esta potencialidade infinita que guarda em Si mesmo.

Como Deus se manifesta? Como ele poderia desfrutar de sua magnitude suprema? Como ele poderia pensar e se relacionar com sua criatividade?

Nós pensamos que a criação foi criada num certo dia, mas em verdade a criação sempre existiu. Talvez de formas diferentes, em mundos diferentes, mas sempre existiu. Porque? Simplesmente porque Deus não existe e nunca existiu sozinho. Seu modo de ser é também pensar, relacionar-se e sentir. Quando Deus pensa em si mesmo ele pensa através de uma mente. Quando Deus quer sentir a si mesmo, ele sente através de uma mente. Quando Deus quer ter sensações, ele tem sensações através de um corpo. (E todos os corpos, portanto, são Ele)

Ou seja, Deus e seus filhos são uma única substância inseparável. A criatura e o criador não são dois – são Um. A existência não é algo mecânico, ela é orgânica. Toda a existência é o corpo de Deus – é isso que todos os sábios vem dizendo há milênios. Você não existe como uma ilha, todos nós somos partes uns dos outros, todos participamos da criação não como algo separado, mas como membros e corpos dessa criação chamada Deus manifesto.

Deus não-manifesto é Deus passivo, energia pura, sem dualidade, puro potencial. Deus manifesto é Deus em ação. Deus em ação é toda a criação, todos os universos, todos os seres. Deus ativo é o que a religião Cristã chamou de “Seus Filhos”.


SWAMI SAMBODH NASEEB

quinta-feira, 14 de maio de 2009

O SÁBIO E O BUSCADOR


Um sábio não é um buscador. O buscador ainda está em busca de paz, ainda está evitando sofrer. O sábio não evita mais nada, apenas e simplesmente deixou de seincomodar com as polaridades da vida – com a tristeza e a alegria..Aceitou a dualidade do viver. Não porque ele tem muito conhecimento,mas porque seu coração falou tão alto que o sentido da vida agoraé o viver de cada momento. Então, na simplicidade, no momento a momento,vai se descobrindo que a vida nos oferece a cada instante dádivas que passamos por cima. Por quê?
Porque o apego aos pensamentos e desejos não nos deixa vivenciar e sentir o coração amoroso que somos.


Swami Sambodh Naseeb

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A BOLHA CHAMADA MENTE


Imagine que de um oceano nasçam bolhas d’água. Essas bolhas são feitas de água. Vamos imaginar que a bolha, sendo uma forma diferente do oceano, tem um eu dentro dela que diz: “Eu sou bolha”. Em verdade, a bolha nunca esteve separada do oceano. Mas “dentro” da bolha há uma idéia, e essa idéia cria uma ilusão de separação, de independência do oceano. A bolha pensa que se auto-sustenta. A bolha pensa que existe em si. Ela depende do oceano e do ar para existir. Em verdade, é tudo o oceano mesmo. Bolha ou vastidão do oceano são apenas nomes separados para a mesma coisa. Como diziz Buda: Você não é nome nem forma!
Quem é você? A Consciência que permite forma e nome virem à existência!

A mente é uma bolha que cria filmes e experiências. A Consciência até então pura se transforma numa bolha de pensamentos, sentimentos e sensações. Quando Consciência está identificada com a bolha, ela diz: "Eu sou uma bolha", "Eu sou um corpo".
Meditação, conhecimento correto e aceitação/entrega/devoção leva o buscador a reconhecer que sua natureza verdadeira não é "bolha" e sim Consciência, Deus, Totalidade, Vida Universal.


SAMBODH NASEEB

Pecado significa ILUSÃO


Pecar é deixar de manifestar a Imagem Verdadeira, mantendo-a encoberta. Peca contra Deus aquele que não conscientiza a verdadeira relação entre Deus e si mesmo, e não manifesta plenamente a sua Imagem Verdadeira de filho de Deus. Foi por isso que Jesus admoestou o povo, dizendo: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu espírito. este é o máximo e o primeiro mandamento". Com essas palavras, Jesus quis dizer que nós, seres humanos, devemos despertar para a nossa Imagem Verdadeira, a qual é originariamente um com Deus. Amar a Deus acima de todas as coisas constitui a base da doutrina de Cristo. E quando conseguimos cumprir esse primeiro mandamento, virá por si mesmo o cumprimento dos demais mandamentos.Mas vejamos qual é o segundo mandamento citado por Jesus: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo". O pecado contra o próximo consiste em não cumprir este mandamento. Mas porque é pecado "não amar o próximo como a nós mesmos"? É que o "próximo" é parte de nós. Em outras palavras, nós e o outro somos, na verdade, uma só vida. Quando compreendemos a Verdade Primeira e Suprema, ou seja, que "somos um com Deus", chegamos à natural conclusão de que "nós e o outro somos originariamente um". Se A é um com Deus, B é um com Deus, C é um com Deus e eu também sou um com Deus, é claro que A, B, C e eu somos um com Deus. Se uma pessoa não ama o seu próximo, é porque ela não vê a Imagem Verdadeira, em cujo plano ela e os outros são uma só Vida. Vendo a nós próprios e aos outros unicamente com os nossos olhos carnais, será inevitável a conclusão de que nós e os outros somos indivíduos separados, cada qual com sua própria cabeça, seus próprios braços e pernas, etc. A idéia de que "cada indivíduo é um ser isolado dos outros" é fruto da mente presa à ilusão dos cinco sentidos. Quando afastamos os cinco sentidos, ou em outros termos, quando contemplamos o mundo além dos cinco sentidos carnais, compreendemos que nós e os outros somos, na verdade, uma só Vida.


Mestre Taniguchi

segunda-feira, 11 de maio de 2009

SATSANG: DESFRUTE SUPREMO DO AGORA!


Satsang é saber quem você é além de todos os conceitos mentais que você tem.

Satsang é um convite para descobrir neste momento o que não pode ser adiado.

Satsang é o reconhecimento do amor que já existe em você como verdade.
Quando você está em satsang, não há mais aperfeiçoamento - a imperfeição é também divina. Ou melhor ainda: a perfeição e a imperfeição deixam de existir!

Então há apenas Ser Consciente.

Nenhuma ideía, nenhum futuro, nenhum passado. E você se torna uno dessa consciência que és a cada momento, a cada segundo, sem nada impor, sem nada precisar.

Satsang é aprender o desfrute supremo do aqui-agora!



Swami Sambodh Naseeb

PERMITA O DIVINO EM VOCÊ


Sempre que você vê uma pessoa como
não-iluminada você está negando sua própria luz,
sua própria consciência, sua própria iluminação...
Deus está em tudo...
O Amor é tudo que há...
Não negue nada porque tudo está dentro de você.
É a sua mente que permite que você veja beleza.
É a sua mente que permite que você veja feiúra.
Preste atenção:
Você vê aquilo que sua mente
Permite que você veja!
Quando não há mente (obstáculos, palavras, conceitos, idéias)
Então o divino é sua natureza de consciência aqui-agora!


NASEEB

TÉCNICAS


O trabalho das técnicas de meditação é exatamente este: purificar seu corpo/mente. Eles estão poluídos por toxinas, raivas, pensamentos negativos, sentimentos de vingança, posse, medos, inveja, ciúme, e todos esses lixos emocionais que ficam ali armazenados e impedem o fluir da energia e a harmonia da mente. Depois da técnica você estará pronto para Satsang. Satsang é deleitar-se na sua presença mais íntima. É reconhecer que o divino é você.



SWAMI SAMBODH NASEEB

O COMER SAGRADO


“Os hindus dizem: “Anam Brahma”, a comida é divina. Assim, com profundo respeito você come, e enquanto estiver comendo, esqueça-se de tudo, porque isso é uma prece. Uma prece existencial. Você está comendo o divino e o divino irá lhe dar o nutrimento. É um presente a ser aceito com profundo amor e gratidão. E não empanturre o corpo, porque empanturrar o corpo é ser anti-corpo. É o outro pólo. Há pessoas que têm obsessão por jejum, e há pessoas que têm obsessão em se empanturrar.
Ambos estão errados, porque nos dois casos o corpo perde o equilíbrio. Um verdadeiro amante do corpo come somente até o ponto onde o corpo se sente perfeitamente calmo, equilibrado, tranqüilo; onde o corpo não se sente nem inclinando-se para a direita nem inclinando-se para a esquerda, mas exatamente no meio. É uma arte, compreender a linguagem do corpo, compreender a linguagem do seu estômago, compreender o que é necessário, dar somente aquilo que é necessário, e dar de uma maneira artística, de uma forma estética.”

Osho

sexta-feira, 8 de maio de 2009

O SER E O HUMANO (I)


Tem alguém que consegue parar os pensamentos ?
Tem alguém tido poder sobre suas emoções? Não isso não pode ser feito.
Tão logo nos pensamos que podemos controlar nossos pensamentos, nossas emoções e nossos medos, estamos entrando em tumulto. O que nós chamamos de culpa e medo, e todos os tumultos emocionais e nada mais que um pensamento, a crença de que você é o FAZEDOR PESSOAL. Disso vem culpa, e culpa automaticamente traz a massa de sentimentos e emoções.

O pessoal em você que você pensa que você é não faz nada.
Absolutamente nada.
Vamos passo a passo. A parte humana do ser humano não tem controle. Quando o humano, o qual é a mente diária condicionada programada, diz, “Eu quero controlar, Eu estou com medo de perder o controle,” isso é o que cria dor emocional, ataque de pânico, e problemas de ansiedade.

Uma coisa que você continua perdendo é a simplicidade da realidade. Você é um Ser humano.

O humano é um computador, nada mais, nada menos. Mas há uma coisa que nós como seres humanos temos acima do computador – nós somos um Ser. Isso é o que temos esquecido. É o Ser que faz todas as decisões e todas as escolhas, todas as coisas. Mas porque nós nos identificamos com o humano e queremos controle, nós estamos trabalhando de uma premissa ilusória. Eis porque nós ficamos frustrados, confusos, e até insanos.

É o Ser que controla todas as coisas. Então a pergunta surge, “O que é isso que decide ? O que é isto que age através de nós, como se isso fosse nós ?”

Há três fatores importantes para entendermos isto.

O primeiro é o destino.
O segundo é condicionamento.
E o terceiro é amor incondicional. Esses três determinam cada ato, cada pensamento, cada crença, todas as coisas que acontecem a você, ao qual você pensa que você fez.

BURT HARDING - Professor de Advaita Vedanta

O SER E O HUMANO (II)


Vamos focar o destino, ao qual você não tem absolutamente controle. Destino determina o que você é nesta vida particular. Por exemplo, um homem ou uma mulher. Você não tem escolha sobre isso nessa vida particular. Talvez você nasça um homossexual. Você sabe que muitos psicólogos tentaram curar a homossexualidade (risos). Eles nunca tiveram sucesso. Porque um verdadeiro homossexual já nasce assim. É destino. Não há nada de errado no destino. O signo astrológico, se você é introvertido ou extrovertido – isso é seu destino. Destinos nos dá inclinações e tendências que não mudam.

Então vem o condicionamento. Seus pais, nacionalidade, suas crenças religiosas, o sistema político, sua raça, todos os diferentes fatores do meio ambiente formam seu básico ponto de vista e seleção mental.

Quando nós colocamos destino e condicionamento juntos, nós temos o que nós chamamos de programação. Eis o computador mental. O computador é inútil até que você programe ele, e nó seres humanos somos a mesma coisa. A programação decide e pensa – apenas parece ser nós.

Mas há uma coisa que nós temos que um computador não tem. Nós somos um Ser. E Ser é consciência, amor. Mas, quando nós falamos sobre amor, teremos que voltar ás idéias sobre o amor, então eu gostaria que você pensasse no amor como ESPAÇO. Ser é ESPAÇO. Isso é o estado do Ser. Espaço. É através da inteligência do Ser que seu coração está batendo. Agora, quem está respirando você ? Ser. Quem está mantendo seu coração batendo ? Ser. Quem faz você agir ? Ser.

Ser faz todas as coisas. Há somente consciência.
Não há nada exceto consciência.


BURT HARDING

O SER E O HUMANO (III)


Você sabe, quando eu era garoto. Eu acreditava que tinha de fazer a vontade de Deus. Então eu me dei conta de que tinha a vontade de Deus e a minha vontade. Se eu faço algo mau, eu estou fazendo algo mau e não a vontade de Deus (risos). Mas mais tarde você realiza que não há tal coisa como sua vontade. Há somente a vontade de Deus. Mesmo quando você pensa que está fazendo da tua maneira, você está fazendo a vontade de Deus. Quando você pensa que você está fazendo uma decisão, você na verdade faz a vontade de Deus.

Deus é consciência. Tudo que há é consciência. Nada há exceto consciência.

Então quando nós falamos sobre o ser humano, nós podemos dizer que destino e programação são programações, e a parte do Ser é Amor Incondicional. Isto apenas é. Isto é um espaço. Eu gostaria que você pensasse isto assim dessa maneira – pense em um vaso. Poderia ser bonito ou feio – o ponto é, o que é há útil num vaso ? Não é o seu espaço vazio, certo ? Se o espaço vazio isto poderia conter alguma coisa. O vaso é inútil. Mas quando nós olhamos um vazo, nós olhamos o vaso e não seu propósito.

Isso é também o que acontece conosco. Nós olhamos uma pessoa e nós vemos personalidade e corpo, e não realizamos que o que faz o humano possível, o que faz uma pessoa, é o espaço, o Ser.


BURT HARDING

O SER E O HUMANO (IV)


A maravilhosa coisa sobre o ser humano é que o humano na verdade não existe. Isto é o Ser aparecendo como humano. Tem sido cientificamente provado que o corpo é nada mais que energia que é solidificada através da estrutura molecular do pensamento. Cada célula no corpo contém trilhões de células. Cada uma é inteligente e consciente e sabe exatamente o que fazer. Se você se corta, ela sabe exatamente o que fazer para reparar e curar a si mesma. Isto é uma inteligência surpreendente.

De onde essa inteligência vem ? Está vindo do corpo ou do Ser no corpo. É o Ser que faz tudo. Da mesma maneira que seu cabelo cresce, seu sangue pulsa, suas emoções e sentimentos e todas as coisas estão sendo feitas pelo Ser.

Nós sempre pensamos em termos de dois, não de um. Nós fazemos isto com o ser humano, pensando que isto é um humano e um ser, dividindo isso em dois, mas em realidade não há ser humano – há somente Ser aparecendo como humano.

Há somente Ser.



BURT HARDING

NOSSA VERDADEIRA EXISTÊNCIA


Nossa verdadeira existência é como o espírito, e só abandonamos o falso sentido de vida material na medida em que percebemos isto. Vemos então que a vida física, do homem, do animal e da planta não passa de um sentido enganoso da existência; aquilo que geralmente nos preocupa com as chamadas necessidades da vida material é, de fato, desnecessário; que embora todas as belezas que contemplamos apontem para uma criação de Deus, elas não são a criação espiritual e perfeita de Deus; que as aparências de doença, de envelhecimento e morte não fazem absolutamente parte da vida real. Quando atingimos este estado de consciência, começamos a ter vislumbres da eterna existência espiritual, intocada pelas condições materiais ou pensamentos mortais. Quando damos as costas para o mundo sensorial, que podemos ver, ouvir, cheirar, saborear e apalpar, temos visões inspiradas que nos mostram a terra como criação de Deus.


JOEL GOLDSMITH

terça-feira, 5 de maio de 2009

TUDO É UM


O que a visão do Advaita Vedanta e de Cristo querem dizer com “Tudo é Um com Deus”?



A resposta é simples: a mente humana é o que cria separação. Tudo é Um na visão original, que é a visão do Pai Eterno. Sem o instrumento chamado mente não é possível ver a vida como ela se apresenta agora, com toda essa diversidade de corpos, mentes, animais, universos, enfim, toda a criação que está diante de nossos olhos.

Vamos dar um exemplo para podermos visualizar este complexo percebimento. Imagine que esta Inteligência a que chamamos Deus, em si mesma seja pura potencialidade de Amor e Sabedoria. Deus (sozinho) é pura bênção e perfeição, porque em si mesmo não tem opostos, não pensa, não tem sentimentos. Apenas É.

Deus apenas É. Em seu estado original aquilo que chamamos Deus apenas É. Em Si mesmo contém todas as coisas, todas as energias muldidimensionais. Mas essa energia mutidimencional, esta abundância de criatividade não está manifestada. O que quer dizer isto? Em seu estado original Deus está passivo, não age, não se relaciona, apenas É esta potencialidade infinita que guarda em Si mesmo.

Como Deus se manifesta? Como ele poderia desfrutar de sua magnitude suprema? Como ele poderia pensar e se relacionar com sua criatividade?

Nós pensamos que a criação foi criada num certo dia, mas em verdade a criação sempre existiu. Talvez de formas diferentes, em mundos diferentes, mas sempre existiu. Porque? Simplesmente porque Deus não existe e nunca existiu sozinho. Seu modo de ser é também pensar, relacionar-se e sentir. Quando Deus pensa em si mesmo ele pensa através de uma mente. Quando Deus quer sentir a si mesmo, ele sente através de uma mente. Quando Deus quer ter sensações, ele tem sensações através de um corpo.

Ou seja, Deus e seus filhos são uma única substância inseparável. A criatura e o criador não são dois – são Um. A existência não é algo mecânico, ela é orgânica. Toda a existência é o corpo de Deus – é isso que todos os sábios vem dizendo há milênios. Você não existe como uma ilha, todos nós somos partes uns dos outros, todos participamos da criação não como algo separado, mas como membros e corpos dessa criação chamada Deus manifesto.

Deus não-manifesto é Deus passivo, energia pura, sem dualidade, puro potencial. Deus manifesto é Deus em ação. Deus em ação é toda a criação, todos os universos, todos os seres. Deus ativo é o que a religião Cristã chamou de “Seus Filhos”.

Há separação entre a onda e o oceano? A onda está separada daquilo que chamamos oceano? Qual a distinção dos dois então? No nome e na forma. Um chama-se onda e outro oceano – distinção no nome. E na forma? Um sobe e desce,e outro está sempre no mesmo lugar. As ondas são impermanentes, estão sempre mudando. O oceano está sempre ali.

Deus é o oceano. Os filhos são as ondas. Não há real separação e não ser pelo nome e pela forma.

Quando uma pessoa cresce, é Deus que cresce. Quando uma pessoa ama, é Deus que ama. Quando uma árvore floresce, é Deus que floresce. Quando uma flor desabroxa, é Deus desabroxando.Deus é o perfume presente em todas as coisas, porque na verdade tudo é Um. Na onda existe a presença do oceano. Porque o oceano e a onda não são duas coisas. Deus está na criação assim como o oceano está nas ondas. Não ha separação em verdade.

Swami Sambodh Naseeb

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O AMANHÃ NUNCA VEM...


Na verdade, se você não consegue amar este momento agora como ele é, com as coisas e pessoas que tem em sua vida hoje, quem lhe garante que no futuro você saberá? Você novamente estará no futuro com as mesmas idéias. E quando chegar amanhã, você projetará novamente a felicidade no amanhã. E não é isto que todos vem fazendo?

Então este “amanhã” nunca vem. Este contentamento no amanhã se torna uma doença mental, uma prorrogação contínua do seu relaxamento e da sua paz. Este futuro feliz se torna uma ilusão pela qual vivemos embriagados. E esta é uma fórmula muito comum para perder a real felicidade que a simplicidade do momento nos dá.

Felicidade espiritual depende apenas de uma nova percepção da vida neste exato momento. É um despertar da sensibilidade que me traz para este momento uma alegria íntima com todas as coisas, com todas as pessoas. Preenche o meu coração com um sentido de vida, trazendo um silêncio belo e pacífico, uma confiança infinita, e uma aceitação natural da vida com todos os seus contrastes.

Um monge zen estava caminhando pela floresta, quando um tigre enorme saltou em sua frente. Como o tigre veio em sua direção ele saiu correndo. Quando chegou em um precipício, resvalou e caiu. Por sorte, agarrou-se em um galho de árvore. Olhando para cima, o tigre o esperava faminto. Olhando para baixo, um desfiladeiro mortal. Que destino! - pensou ele. Já estava na pontinha do galho, quase caindo, quando avistou duas frutinhas vermelhas. Estendeu a mão e levou-as à boca. E disse para si mesmo: “Que frutinha maravilhosa!”

Moral da história: Este monge estava presente e acordado, e por isso transformou aquele momento trágico em um momento mágico. E isso aconteceu devido a uma mudança de percepção.

Swami Sambodh Naseeb

FELICIDADE DE CONSUMO


Precisamos perceber que estamos trocando nossa felicidade por uma ilusão, algo que não é verdadeiro. Há uma felicidade falsa que nos foi ensinada pela sociedade. É bem evidente que nos ensinam todos os dias uma felicidade de consumo. “Consuma e será feliz”, mas para isso, terás de ganhar muito dinheiro. E assim, o poder nos manipula diariamente de forma a acreditarmos que a vida real é esta competição desenfreada e sem sentido. O poder da mídia nos faz aceitar que esta busca pelos desejos insatisfeitos e este stress sem fim do mundo moderno é algo absolutamente natural. E isto é uma mentira.


Swami Sambodh Naseeb

FELICIDADE NO FUTURO?


Outra coisa que podemos notar claramente é que a mente sempre está jogando nossa felicidade para o futuro. Ela projeta a felicidade no amanhã, dizendo para você que hoje não é possível, mas amanhã quem sabe... Então nós ficamos na esperança dessa felicidade chegar. Mas esta felicidade que está no tempo, que vai chegar um dia porque as coisas mudaram, esta felicidade não é a felicidade espiritual, porque ela depende de uma aquisição externa, está fora de mim, não está aqui-agora, depende de algo que não sou eu.

Tenha certeza de uma coisa: esta felicidade que um dia vai chegar, em algum momento irá embora. É só uma questão de tempo. Pois tudo que chega também está destinado a ir. Neste mundo não há nada que seja permanente. Portanto, se estamos esperando uma felicidade permanente no futuro, estamos em ilusão. A única felicidade que é permanente está presente aqui e agora. É uma maneira especial de olhar para a vida.

Há uma historinha sobre um mestre que estava em seu leito de morte. Um dos discípulos sabendo de seus gostos preferidos, querendo agradar o mestre antes que ele se fosse, resolveu buscar um bolo para ele.
Quando ele chegou com o bolo o mestre ficou com os olhos cheios de luz, com um sorriso de criança olhando aquele bolo delicioso.
Então um dos discípulos disse:
“Mestre, diga-nos suas últimas palavras. Nós precisamos ouvir seu último ensinamento”
E o Mestre sorriu, provou uma fatia do bolo e disse:
“Ahh... Que bolo delicioso!”, e morreu.

Isto é a felicidade espiritual – uma mudança de percepção. Uma outra maneira de perceber e vivenciar a vida. Não uma aquisição nova, um saciar de um novo desejo, mas uma maneira de olhar para o presente que traz preenchimento e paz.

Swami Sambodh Naseeb