segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

FANATISMO


Um homem que conhece a si mesmo jamais é fanático, jamais é sectário; nunca
fica obcecado por uma teoria. Nunca proclama que só ele é verdadeiro, pois quando se
conhece a verdade, sabe-se que ela é multifacetada e que existem milhares de maneiras
de se olhar para ela. E sempre que alguém se aproxima, tudo o que vê é individual. Nunca
foi daquela maneira antes, e jamais será igual — porque esse indivíduo nunca esteve lá
antes e esse indivíduo é total-mente único. Portanto, cada visão, cada encontro com a
verdade é único. Não pode ser comparado.
Um homem que se conheceu passa a saber que existem milhões de caminhos e são
milhares as faces da verdade. Como pode ser fanático? Como pode dizer: "Somente a
minha verdade é verdadeira, somente o meu deus é Deus; o seu deus é falso"? Essa é a
linguagem daqueles cujas verdades são emprestadas. Vê-se milhares de pessoas religiosas
por todo o mundo proclamando a verdade. Elas não chegaram a conhecer, não buscaram
por si mesmas, senão, como não entenderiam isso? Como poderiam não entender a
experiência multifacetada, o fenômeno da verdade? Como poderiam dizer: "Somente a
minha verdade é a verdade", porque quando alguém chega a conhecer que não existe
nenhum 'eu', como pode reivindicar isso? Como o é possível o fanatismo?

Osho

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