quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A BARRIGA DA MENTE


A barriga da mente nunca está cheia.
Ele [Ramana] diz que, quando você tem um desejo,
digamos que tenha um desejo por um objeto…
E é um desejo forte, então existe um foco muito forte nisso.
Mesmo quando você está falando sobre outras coisas,
com outras pessoas, isso ainda está em algum lugar
dentro de você. Uma parte de sua atenção
está focada no objeto desejado.

Algumas vezes até suas interações com outras
pessoas são apenas uma forma de alcançar isso,
porque você sente que quando obtiver isso
sentirá uma felicidade tremenda.

Mas enquanto você não tem,
existe uma inquietude em você.
Você nunca vê o presente,
porque está dividido por dentro.
E uma parte da sua atenção está com algo
que deseja ter.
Então você só está presente parcialmente.

Ouça o que Ramana diz.
Ele diz que não existe amor nisso.
Não existe satisfação nisso.
É apenas um objeto.
Mas você imagina que terá um tremendo prazer

obtendo este objeto. E o seu desejo de ter isso
está na verdade lhe molestando.

Um dia eu venho e lhe dou esse objeto.
E, naquele momento: “ahhh”, você está em êxtase!
Tanta alegria! Tanta plenitude!
Mas isso não está lhe dando nada….

Ele diz que, na verdade, o que está acontecendo
é que no momento que você recebe o objeto
a sua agitação e inquietude param

e você desfruta o estar livre dessa agitação.
E isso você interpreta como o prazer vindo do objeto…
O prazer vem de você. O apego vem de você. A paz vem de você.

Nós podemos estar fazendo isso com muitas coisas no mundo.
Imaginando que um certo estado, certo objeto,
certo relacionamento irá nos preencher.
Mesmo agora, muitas vezes, nós estamos vivendo
no prazer de “preces respondidas”.

Mas então, elas já não são mais, o apetite se foi.
Existem sempre apetites novos.
A barriga da mente nunca está cheia.

- Mooji

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