segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

DROGAS PARA ANESTESIAR


Não só estão as drogas e o álcool: a religião também se utilizou a modo de
ópio. Deixa às pessoas drogadas. E naturalmente, todas as religiões estão contra as
drogas, porque elas mesmas se dedicam ao mesmo negócio; estão contra os competidores. Se a gente tomar ópio, pode que deixe de ser religiosa; pode que já não
tenha necessidade de ser religiosa. Se já encontraram o ópio, por que teriam que
incomodar-se com a religião? E o ópio é mais barato, exige menos compromisso. Se
a gente tomar maconha, LSD e outras drogas mais sofisticadas, é natural que não seja
religiosa, porque a religião é uma droga muito primitiva. Por isso todas as religiões
estão contra as drogas.
A razão não é que estejam verdadeiramente contra as drogas. A razão é que as
drogas são competidores e, é obvio, se se pode impedir que a gente use drogas será
mais fácil que caiam nas armadilhas dos sacerdotes, porque essa é a única saída que
fica. É uma espécie de monopólio: no mercado só fica seu ópio e todo o resto se
declara ilegal.
A gente vive sumida no sofrimento. Somente existem duas maneiras de sair dele: a
primeira consiste em converter-se em meditador: alerta, acordado, consciente... e isso é algo muito difícil. Necessita-se coragem. A maneira mais comum consiste em
encontrar algo que te possa deixar ainda mais inconsciente do que já está, para que
não possa sentir o sofrimento. Encontra algo que te deixe totalmente insensível, algo
que te intoxique, algum anestésico que te deixe tão inconsciente que possa escapar a
essa inconsciência e esquecer todas suas ansiedades, angústias e sem sentidos.

OSHO

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