domingo, 24 de maio de 2015

NUNCA PERDEMOS NINGUÉM




Se nos postamos no ponto de vista do pensamento, da mente, parecemos nos tornar entidades separadas, nos movendo, mudando, crescendo, se tornando, aparecendo, desaparecendo, desfrutando, sofrendo, buscando, encontrando, nascendo e morrendo.
Se nos postamos como Consciência, então nos conhecemos como unos, imutáveis, a realidade substancial de toda experiência, sempre presente, estável, consistente, homogênea, sem começo ou fim.
Aquilo ao qual está presente quando olhamos o rosto de nosso amado(a) é somente esta Presença. Sua imagem, som, toque, gosto ou perfume é feito somente dessa presença. Quando nosso amado morre ou nos deixa, essa Presença permanece como sempre é, completamente presente.
Se nos lembramos ou não, aquilo de que eles eram feitos quando eles estavam presentes conosco está ainda AQUI, ainda em frente ao nosso rosto.
Essa Presença é a substância de todo relacionamento. De fato, é a ausência de um relacionamento, porque não há duas coisas, duas pessoas a se relacionarem nessa Presença. Há somente Presença conhecendo ela mesma, momento a momento. Isso é conhecido como amor. Nós nunca perdemos ninguém.

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