sexta-feira, 16 de outubro de 2015

ABSOLUTAMENTE ÓBVIO



A realização do absolutamente óbvio não é uma busca por iluminação espiritual ou êxtase místico, nem uma idéia mágica de felicidade permanente. É o percebimento da vida com a clareza do coração aqui agora. Este é o convite de muitos mestres de grandes tradições espirituais como os ensinamentos nãoduais transmitidos pelo Advaita Vedanta, e no Budismo no Prajnaparamita (Perfeita Sabedoria), no Zen, no Cainho do Meio (Madhyamaka) e no completo preenchimento (Dzogchen) .

O primeiro insight é perceber que o tempo sempre adia a felicidade para amanhã. O que implica que nossa felicidade está sempre no futuro, e que sendo assim, estamos sempre buscando “essa tal de felicidade”. Toda busca por felicidade exterior pressupõe tempo, e o tempo nos lança ao futuro. Se a vida se manifesta no eterno Agora, se o amor pode ser visto como o fruto do relaxamento neste momento presente, como precisar de tempo para uma sintonia com este amor que já está aqui?

O que realmente parece deslocar a nossa conexão com este momento é justamente o adiamento, o futuro, a promessa, a imaginação de que algo precisa acontecer para que  possamos estar em paz e preenchidos. São imposições mentais muito sutis, que impedem a realização do absolutamente óbvio. Há uma crença social muito forte que nos vende a promessa de felicidade no amanhã - ou quem sabe na próxima aquisição material.


Sambodh Naseeb

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