terça-feira, 21 de outubro de 2014

DE PRIMEIRA MÃO


Tem uma vida que se pensa
E tem uma vida que se vive.

(A vida que se vive inclui o pensar, mas não é escrava dele.)
Pensar é agora.
Pensamento é fotografia do Agora que não é mais.

A vida que se pensa é imaginada.
A vida que se vive é AGORA.


(O Agora é o espaço da surpresa, do encantamento, do misterioso, do inusitado...)

Vida que se vive inclui as contradições.
De onde vem o inusitado?
Da mente é que não é. Mente é arquivo morto.
O inusitado e o belo da vida nasce sempre do agora não premeditado.
O amor é sempre uma visita que transita neste âmbito.

Ora essa,
Vida pensada é estrada pavimentada!
Vida real é floresta!

Numa estrada você sabe aonde vai.
Na floresta você pode se perder.
Estrada morta.
Floresta viva - pulsa.

A possibilidade de se perder cria a urgência da consciência.
Então é preciso ficar muito alerta.
No novo, no inusitado, há sempre perigo.
O tradicional não é perigoso porque vive do passado.
É perfeitamente claro, delineado, pronto, acabado, modelado e aprovado.
Requer apenas seguir a regras.
E a vida...
Ah, a vida é sempre inusitada e surpreendente...
Quebrando todas as nossas ideias de perfeição...

Liberdade é Ser.
Responda a questão "Quem é você?"
Não use nenhuma linguagem.
Veja a resposta.
Não fale sobre o passado.
Não é a respeito do que você foi.
É sobre algo que é agora, aqui, neste mesmo momento.
Tem a ver com essa Inteligência-Consciência que é o que sentimos que somos agora.
Nosso corpo e nossa mente estão aparecendo nessa Inteligência-Consciência.
O que chamamos EU, geralmente é o ego.
O verdadeiro EU é um NÃO-EU.
Por que?
Porque o eu real não é uma personalidade criada pela mente.
O eu real é a consciência que observa, que nota, que legitima as experiências da mente, porque a mente não vê a si mesma.
Mente é catálogo, objeto. Ela é sempre vista pela consciência.
Porque tudo nasce na consciência e desaparece na consciência.

O trabalho básico é individual.
Este é o trabalho de base que é complementar a novas ideias sociais.
Cada real indivíduo que se fizer mais consciente de sua subjetividade, e puder ter encontrado dentro de si um espaço silencioso onde possa repousar em quietude quando quiser certamente será um membro da coletividade que trará benefícios a todos.
Que tal se muitos fossem assim?

Todas as outras formas de liberdade dependem dos outros ou das circunstâncias.
Quando investigamos nossa mente, nasce a real liberdade.
Ela não depende de ninguém.
De verdade, nos damos conta de que não dependemos dos espelhos para sermos o que somos.
Podemos simplesmente nos ver como pura liberdade luminosa.


Tem uma vida que se pensa.
E tem uma vida que se vive.
A flor do Agora é a sagrada e sempre presente proteção.
Basta ver UMA vez.

Sambodh Naseeb

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